Professora Jaqueline – Dados atuais sobre o Transtorno do Espectro do Autismo-TEA

Um último estudo americano publicado no ano passado pelo Center for Disease Control and Prevention divulgou a prevalência de TEA de 18,5 por 1.000 crianças para autismo em crianças com oito anos de idade, ou seja, (uma em cada 54). Outro dado interessante é que a incidência em meninos é 4,3 vezes maior do que nas meninas.

Este estudo americano é o mais recente até o presente momento, mostrando uma incidência de 1 caso de autismo para cada 54 crianças. A pesquisa foi realizada em onze locais da Rede de Monitoramento de Deficiências de Desenvolvimento e Autismo-ADDM que estima a prevalência de TEA em crianças de oito anos, nos EUA.

Na pesquisa anterior, do ano de 2014, a incidência foi de 1 caso de autismo para cada 59 crianças pesquisadas, ou seja, houve um aumento no número de diagnósticos em dois anos.

Outra pesquisa relevante foi a confirmação do fator genético como a principal causa do autismo. Segundo um estudo publicado pela JAMA Psychiatry de julho de 2019, 97% dos casos de TEA são genéticos, desses, 81% são hereditários e de 1 a 3% dos casos de TEA estão relacionados à fatores ambientais.

Cabe ressaltar que os fatores ambientais dizem respeito ao ambiente intrauterino, ou seja, enquanto a criança ainda se encontra no útero materno, não após o nascimento. O uso de alguns medicamentos como o ácido valpróico durante a gestação já foi comprovado cientificamente que aumenta as chances para o TEA.

O ácido valpróico não causa o autismo, mas é um fator de associação, ou seja, se existir uma pré-disposição genética (causação) associada ao fator ambiental, a probabilidade de desenvolver o TEA tende a ser maior.

No Brasil não há dados estatísticos oficiais sobre a incidência de autismo, mas a partir do levantamento de outros países como os Estados Unidos, em 2015 estimava-se cerca de 2 milhões de pessoas entre crianças e adultos com autismo no país.

Qualquer suspeita de atraso dos Marcos do Desenvolvimento Infantil deve ser investigada e a estimulação iniciada antes mesmo de um laudo definitivo! Procure uma equipe multiprofissional!

Jaqueline Camera De Mello Dorfey – Professora

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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