Coluna Jaqueline: A relação entre o excesso de mídias e os atrasos na fala infantil

Atualmente sabemos que o excesso de exposição às mídias traz além dos prejuízos relacionados a visão, um déficit significativo na fala. Dados preocupantes dizem respeito aos atrasos na comunicação da criança e a baixa qualidade apresentada principalmente em idade escolar e com consequências para a vida adulta ligadas irrefutavelmente a comunicação efetiva e a interpretação. 

Televisão, aparelhos celulares, tablets, computadores e telas em geral, NÃO são estimuladores para o desenvolvimento da fala, a criança não aprende a falar sendo exposta aos estímulos de sons e imagens. Durante o desenvolvimento infantil é preciso de muita interação através do contato visual para direcionar o olhar para a boca do outro, desenvolver o sentido auditivo e da fala numa cadeia de imitação e aprendizagem estruturada. Tudo isso é simples: acontece na hora da brincadeira, do banho, da alimentação, com o amiguinho e tantas situações do cotidiano. E tudo isso, as mídias não possibilitam! 

Fique atento e acompanhe os marcos de desenvolvimento da fala esperados para a criança:

Aos dois meses o bebê já começa a fazer balbucios, barulhinhos, gritinhos se virando para procurar a origem do som.

Aos quatro meses começa a balbuciar, imitando sons do ambiente.

Aos seis meses responde a sons, imitando-os. Atende o chamado do próprio nome e já temos uma evolução nos sons emitidos, começa a usar as consoantes M e B. Nessa fase as mamães começam a reforçar o comportamento da comunicação. O bebê percebe que ao fazer aquele barulhinho a mãe lhe dá atenção, acha graça, sorri, assim aos poucos, a criança vai aprimorando o “mmm” e com a ajuda (estimulação) da mãe e a repetição da palavra temos “mamãe”.

Aos nove meses compreende o “não”, emite sons diferentes, imita sons e gestos do outro, aponta as coisas com o dedo.

Com um ano atende e expressa pedido verbais simples como “não” e “tchau”. Fala “mama” e “papa” e localiza sons que vem debaixo e dos lados.

Aos dezoito meses a criança já fala palavras simples, diz “não” com a cabeça e aponta para mostrar o que quer.

Aos dois anos aponta para objetos ou imagens quando ouve seus nomes, conhece os nomes dos familiares e as partes do corpo (onde está a barriguinha?). É capaz de formular frases com duas a quatro palavras. Segue instruções simples “Dá”, “Pega”. Repete palavras que ouviu em uma conversa. Aponta itens em um livro.

Sempre procure a orientação do seu pediatra e de um profissional especializado como o fonoaudiólogo. Quanto antes os atrasos forem percebidos e tratados, melhores serão as possibilidades futuras do seu filho. Não espere que o tempo vai resolver, que cada criança tem seu tempo! Respeitar a criança é conhecer o que é esperado para sua faixa etária e estimular seu desenvolvimento integral! Quando algo não está dentro do esperado, é nosso dever como pais procurar orientação e se preciso, ajuda! 

Fonte: https://sbni.org.br 

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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