Coluna Diego: O VERDADEIRO ZORRO

O Zorro realmente existiu. E com essa alcunha, El Zorro. Era irlandês e tinha como verdadeiro nome Willian Lamport.

Integrante do clã dos Lamport, o jovem inicialmente lutou duas guerras no Século XVI e ainda se envolveu romanticamente com uma rica nobre espanhola.

Posteriormente, decidiu estudar filosofia em Santiago de Compostela, na Galícia. Depois, migrou para o tradicional monastério El Escorial, a 45 quilômetros de Madri, onde mergulhou na teologia. 

Um belo dia, Lamport escreveu um panfleto criticando o domínio da coroa inglesa contra a Irlanda. Foi considerado traidor e preso. Até hoje ninguém sabe como ele fugiu. Ele simplesmente desaparecerá da prisão. E foi capturado por piratas. E se tornou corsário, por dois anos. 

E, com 25 anos, em 1640, depois de percorrer todo o continente europeu, aprender 14 idiomas e encarar várias guerras, William voltou para a Espanha e resolveu que fincaria suas raízes ali mesmo. Mudou seu nome para Guillén Lombardo e foi agraciado com uma bolsa para ingressar no Colégio Imperial de Madri. 

A essa altura, o errante irlandês já era conhecido por suas bravatas e caiu nas graças de Gaspar de Guzmán y Pimentel, o conde-duque de Olivares, um dos homens mais importantes de toda a Espanha, braço direito do rei Felipe IV. Nessa época, Lombardo também já ensaiava os primeiros passos para tornar-se El Zorro: dominava a espada com a mesma habilidade com que arrebanhava corações. Sua vítima mais conhecida nessa época foi Ana de Leiva, uma nobre da corte espanhola.

O caso do irlandês errante com a rica espanhola terminou no exílio de Lombardo na Nova Espanha, atual México. Ali foi iniciado por índios em rituais de feitiçaria, somando a bruxaria a seu currículo. E isso fez ele ser preso pela inquisição. Na noite de Natal de 1650, no entanto, elaborou uma fuga tão fantástica que espalhou-se o boato de que ele tinha pacto com o diabo. Com 35 anos, o aventureiro virou, então, El Zorro, que, em espanhol, quer dizer raposa – ou, no sentido figurado, homem astuto. 

Tornou-se um cavaleiro, que, como um fantasma da noite, vagava pelas cidades, fazendo justiça com as próprias mãos. Zorro zombava dos soldados e distribuía folhetos pregando contra a Inquisição.

Dois anos depois, Zorro foi preso novamente e condenado por heresia e fornicação, uma vez que na sua captura ele estava na cama com a mulher do vice rei  don López Díaz de Armendáriz. Foram sete anos preso, até que a execução foi marcada. 

Zorro seria queimado vivo e foi conduzido até o local da execução. No entanto, antes de morrer, disse que iria fazer sua transição para outro plano do modo que ele queria e usou as cordas que o amarravam para se enforcar, zombando pela última vez dos soldados da coroa e da Igreja. E se tornou mito naquela região…

Johnston McCulley criou o personagem Zorro inspirado em Lamport.  Nas histórias em quadrinhos, tv e cinema, Zorro é o nobre Don Diego de la Vega, um homem rico que luta secretamente contra as injustiças em Los Angeles, durante o período em que a Califórnia estava sob o jugo da coroa espanhola. 

Meu nome, Diego, é uma homenagem feita por meu pai ao personagem Zorro.

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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