Coluna Diego Franzen Mr. Crowley

Todo fã de rock conhece a música de Ozzy Osbourne chamada Mr. Crowley. Assim como conhece alguns sucessos do Iron Maiden ou mesmo de Bruce Dickinson em carreira solo. E tem mais. Led Zeppelin. Ou Raul Seixas e sua Sociedade Alternativa. “Faze o que tu queres pois é tudo da Lei”. Ou a capa do disco Sgt Peppers dos Beattles. E o que tudo isso tem em comum? Uma figura emblemática do Século XX e que com certeza muitos já ouviram falar, bem ou mal. Trata-se de Edward Alexander Crowley ou simplesmente Aleister Crowley.

Mr. Crowley era poeta, mago, escritor, hedonista, e crítico social. Era também um premiado enxadrista, alpinista, dramaturgo e novelista. Era filho de uma família que professava a religião Testemunha de Jeová. E um dia sua mãe lhe xingou, o chamando de “Besta do Apocalipse”. Então, ele foi ler o livro do Apocalipse e se identificou com os pensamentos do personagem e passou a se autodenominar “A besta”.

Crowley pregava a liberdade individual como uma maneira de alcançar a iluminação. Dizia que o resultado do trabalho iniciático se media pela sua vida, seja ela social ou familiar. E esta seria a verdadeira prova que o trabalho funcionou. Ainda dizia que não há laço capaz de unir do dividido, senão o amor.

Era um crítico severo do que ele chamava de “escravidão cristã”. Ele nasceu no ano de 1875, mesmo ano da morte de um de seus personagens inspiradores, o ocultista Eliphas Levi e morreu no ano de 1947, o mesmo ano do nascimento de um dos seus mais famosos seguidores dos anos 60 e 70, o escritor mais lido da atualidade no mundo, Paulo Coelho.

Crowley pertenceu à Ordem Hermética Golden Dawn. Mas acabou expulso por indisciplina. Foi então um dos criadores da Ordem do Templo do Oriente – OTO – e também acabou se desligando desta ordem depois de algumas tretas. Por fim, fundou a Astrum Argentum, onde ficou até o dia de sua morte.

Entre as curiosidades da vida de Crowley está a de ter sido supostamente chamado por Winston Churchill para fazer um ritual de magia para defender os aliados dos feitiços da Sociedade Thulle, liderada pelo General Alemão Himmler. Coincidência ou não, depois da suposta “interferência metafísica” de Crowley, os alemães não tiveram mais avanços na II Guerra.

O castelo onde viveu Aleister Crowley, na Inglaterra, foi comprado pelo guitarrista do Led Zeppelin Jimmy Page, que morou lá por um bom tempo. Diz a lenda que a música Stairway To Heaven, um dos grandes sucessos do Led, foi composta neste castelo, mais precisamente em um recinto em que Crowley fazia rituais alquímicos.

No Brasil, Raul Seixas eternizou a filosofia de Crowley em músicas como “Sociedade alternativa”, “A Lei”, Loteria da Babilônia”, “A Maçã”, “Eu Sou Egoísta”, entre outras. Paulo Coelho abandonou a filosofia de Crowley após eventos metafísicos que ele descreve no livro “Diário de um mago”.

Bruce Dickinson homenageia Crowley em várias músicas e o torna um dos personagens principais do filme “Casamento Alquímico”, do qual é roteirista.

A figura de Crowley é de inegável importância para a cultura POP do Século XX e até hoje influencia gerações. Uns o odeiam. Outros o admiram. Mas todos já ouviram falar dele.

Autor: Rádio Cidade Ibirubá

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