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O que é a Escola, qual sua função? [Luana Polon]

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A resposta para a pergunta “o que é a escola?” pode parecer óbvia, mas também pode vir carregada de generalizações, já que é uma questão que as pessoas não costumam fazer cotidianamente, ficando mais retida aos espaços de formação de profissionais da educação. Mas, o que afinal se pode entender como escola? Qual a função prática desta instituição na sociedade? A escola hoje ainda é importante na formação dos sujeitos?

O que é a escola, qual sua função?

Quando é realizado um exercício de pensamento mais profundo sobre a questão educacional e o papel da escola, a pergunta original deste artigo (o que é a escola?) não parece mais tão facilmente elucidável. Ao longo da história, a humanidade juntou uma ampla gama de conhecimentos sobre o mundo, os quais eram extremamente necessários para que as civilizações pudessem continuar existindo (por exemplo: quais plantas eram comestíveis e quais poderiam matar; qual o melhor momento para migrar, para plantar, etc.). Estes conhecimentos eram repassados entre as gerações através de teorias e de práticas, porém, sem que para isso existisse outra instituição além da família e da comunidade. Com isso, a humanidade criou um enorme arcabouço de conhecimentos ao longo de sua evolução, por isso, os seres humanos são chamados de sujeitos históricos, porque fazem parte de todo conhecimento construído ao longo da história. A palavra “escola” deriva do grego “scholé”, que significa “lugar do ócio”. Isso porque as pessoas iam à escola em seu tempo livre para aprender a pensar. O modelo atual de escola surge ainda no século XII na Europa, com professores como detentores do conhecimento e os alunos como aprendizes. Antes disso, já existiam métodos de socialização do conhecimento, porém em modelos informais. As instituições educacionais europeias daquele contexto estavam vinculadas à caridade católica, onde além de aprender a ler, escrever, contar, as crianças ainda tinham lições de catecismo. Esse modelo foi trazido ao Brasil pelos Padres Jesuítas da Companhia de Jesus ainda em 1549. A escola atualmente é fruto dos vários momentos pelos quais passou a educação brasileira, com diversos modelos metodológicos, correntes de pensamento, filosofias e psicologias da Educação. A escola é o espaço próprio da educação formal. As crianças chegam à Educação Básica já com vários conhecimentos formulados, mas é na escola onde serão socializados os conteúdos acumulados ao longo do tempo pelas várias gerações de seres humanos que habitaram o planeta Terra. Estes saberes foram agrupados em áreas do conhecimento, visando seu melhor aprofundamento, bem como uma mais eficaz socialização. No entanto, a escola é também o ambiente da construção de novos conhecimentos. É no ambiente escolar onde os alunos são instigados a pensar sobre os acontecimentos, bem como atribuir a estes suas próprias considerações e significações. Por isso, cada vez mais se busca a construção de uma escola em perfil democrático, onde haja a participação também das famílias e da comunidade em geral. Uma escola onde a pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas esteja presente na prática cotidiana, garantindo a formação plena dos sujeitos no processo educativo. A escola é o espaço onde a diversidade se apresenta com maior intensidade, seja ela de modos pelos quais ver o mundo, de concepções religiosas, políticas, de entendimento das questões sociais, bem como em relação ao próprio jeito de ver as limitações e potencialidades do outro. O papel da escola na sociedade é o de permitir que os estudantes tenham acesso ao conhecimento acumulado historicamente. Ainda, que estes desenvolvam a capacidade de pensar criticamente sobre as coisas, posicionando-se sempre que necessário ou desejável. A escola é um ambiente de socialização e consequente modelamento da própria personalidade. As crianças aprendem em todos os lugares e situações, no entanto, é principalmente no ambiente da escola que elas terão a oportunidade de ter acesso a um mundo de conhecimentos, os quais foram constituídos no decorrer de todo processo histórico pelo qual a humanidade passou.

Referências
BRASIL. Presidência da República. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, DF: Presidência da República
BRASIL. Ministério Público Federal-MPF. Turminha do MPF. O que é a escola?

*Texto originalmente publicado no site educacional “Educa Escola”.
Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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O que é reflexão ou competência reflexiva?

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Atualmente, muito se defende a necessidade de formar professores que reflitam sobre sua prática, no intuito de modificá-la, melhorando-a não só em benefício do professor, mas de todos que compõem a comunidade escolar.

Segundo Alarcão:

 “Os professores desempenham um importante papel na produção e estruturação do conhecimento pedagógico porque refletem, de uma forma situada, na e sobre a interação que se gera entre o conhecimento científico […] e a sua aquisição pelo aluno, refletem na e sobre a interação entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, entre a instituição escola e a sociedade em geral. Desta forma, têm um papel ativo na educação e não um papel meramente técnico que se reduza à execução de normas e receitas ou à aplicação de teorias exteriores à   sua própria comunidade profissional (2005, p. 176).”

Nesse sentido, o docente como profissional reflexivo não atua como um mero transmissor de conteúdos, mas, em sua interação com os alunos, professores, e toda a comunidade escolar, é capaz de pensar sobre sua prática, confrontando suas ações e aquilo que julga acreditar como correto para sua atuação profissional com as consequências a que elas conduzem. Dessa forma, fica evidente a necessidade de adequar as teorias utilizadas em sala de aula com a realidade e a necessidade dos educandos, e não se basear em teorias que nada têm a ver com os aprendizes. A prática reflexiva deve estar baseada nas competências profissionais. É no momento da ação educativa que o educador expressa sua sabedoria por meio da transformação de seu conhecimento em prática. A capacidade de adaptar suas ações em situações que propiciem a aprendizagem demonstra as competências do professor, já um professor reflexivo não se limita apenas ao que aprendeu durante sua graduação. Mas constantemente examina seus saberes como forma de compreender seus fracassos. Em virtude destes fracassos ele se impulsiona em uma jornada do querer aprender para aprender a ensinar.

Profissional Reflexivo: No caso o Professor

O professor, conforme Alarcão (2005), deve ser um prático e um teórico da sua prática. Nesse sentido, “a reflexão sobre o seu ensino é o primeiro passo para quebrar o ato de rotina, possibilitar a análise de opções múltiplas para cada situação e reforçar a sua autonomia face ao pensamento dominante de uma dada realidade” (ALARCÃO, p. 82-83). A autora complementa, citando que a atitude reflexiva do professor pode fazer com que os próprios alunos se tornem reflexivos, por meio das propostas de trabalho que lhes forem feitas em aula, do modo como lhes forem apresentadas e da forma de avaliação e reflexão sobre as ações desenvolvidas. Dessa forma, fica claro que o entendimento do que constitui uma prática pedagógica crítico-reflexiva está distante de um apontamento acabado. Contudo, é uma tentativa de buscar soluções para questões relativas ao trabalho docente, sua identidade, bem como das necessidades escolares e sociais, cujo enquadramento se efetiva nas práticas pedagógicas, tarefa central da profissão docente. Diante destes apontamentos, os quais nos fazem repensar a nossa caminhada como professor (pessoa) e profissional, convido a refletirem sobre as inúmeras possibilidades que estamos nos deparando nos dias atuais, com o próprio ensino híbrido, o qual para muitos colegas ainda é uma novidade, e isso não me causa surpresa, pelo contrário, percebo que como professores a classe, aprende rapidamente e compartilhamos nossas conquistas perante as dificuldades existentes, mas percebo que estamos longe de um sistema de EDUCAÇÃO, eficaz e que supra com as necessidades existentes, mas fica o meu desejo como profissional, que um dia tudo isso melhore, independente do que virá.

Figura 1 – Mapa Conceitual Sobre Fluência Tecnológica dos Professores (DESEJÁVEL). Acessado em: 13/09/2020 às 20:00 (todos os direitos autorais reservados)

Alexandro de Abreu Licenciatura em Educação Física, Especialização em Psicopedagogia Institucional, Especialização em Supervisão Pedagógica e Orientação Educacional AEE – Atendimento Educacional Especializado, Mestrando em Educação: Formação de Professores

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Coluna Rossano Cavalari

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AS 20 LEIS DOS SIOUX…

Uma das maiores contribuições dos nativos da América do Norte para as gerações presentes e futuras, foi sua filosofia, expressada em versos, poemas, frases e citações diversas, em especial sobre a relação do ser humano com nossa morada física, o planeta Terra. Os Sioux, uma das maiores e mais influentes nações dos povos indígenas da América, por exemplo, deixaram consolidados parte de seus ensinamentos em um código de conduta, conhecido como “As 20 Leis dos Sioux”:

1) Levante com o Sol para orar – Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito escutará você.

2) Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho – A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3) Procure conhecer-se, por si próprio – Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4) Trate os convidados em seu lar com muita consideração – sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5) Não tome o que não é seu – Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6) Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra, sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7) Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas – Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8) Nunca fale dos outros de uma maneira má – A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9) Todas as pessoas cometem erros – E todos os erros podem ser perdoados.

10) Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito – Pratique o otimismo.

11) A natureza não é para nós, ela é parte de nós – Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12) As crianças são as sementes do futuro – Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13) Evite machucar o coração das pessoas – O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14) Seja sincero e verdadeiro em todas as situações – A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15) Mantenha-se equilibrado – Seu mental, seu espiritual, seu emocional, e seu físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu físico para fortalecer o seu mental. Enriqueça o seu espiritual para curar o seu emocional.

16) Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá – Seja responsável por suas próprias ações.

17) Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros – Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isso é proibido.

18) Comece sendo verdadeiro consigo mesmo – Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19) Respeite outras crenças religiosas – Não force suas crenças sobre os outros.

20) Compartilhe sua boa fortuna com os outros – Participe com caridade.

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Coluna Diego: O VERDADEIRO ZORRO

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O Zorro realmente existiu. E com essa alcunha, El Zorro. Era irlandês e tinha como verdadeiro nome Willian Lamport.

Integrante do clã dos Lamport, o jovem inicialmente lutou duas guerras no Século XVI e ainda se envolveu romanticamente com uma rica nobre espanhola.

Posteriormente, decidiu estudar filosofia em Santiago de Compostela, na Galícia. Depois, migrou para o tradicional monastério El Escorial, a 45 quilômetros de Madri, onde mergulhou na teologia. 

Um belo dia, Lamport escreveu um panfleto criticando o domínio da coroa inglesa contra a Irlanda. Foi considerado traidor e preso. Até hoje ninguém sabe como ele fugiu. Ele simplesmente desaparecerá da prisão. E foi capturado por piratas. E se tornou corsário, por dois anos. 

E, com 25 anos, em 1640, depois de percorrer todo o continente europeu, aprender 14 idiomas e encarar várias guerras, William voltou para a Espanha e resolveu que fincaria suas raízes ali mesmo. Mudou seu nome para Guillén Lombardo e foi agraciado com uma bolsa para ingressar no Colégio Imperial de Madri. 

A essa altura, o errante irlandês já era conhecido por suas bravatas e caiu nas graças de Gaspar de Guzmán y Pimentel, o conde-duque de Olivares, um dos homens mais importantes de toda a Espanha, braço direito do rei Felipe IV. Nessa época, Lombardo também já ensaiava os primeiros passos para tornar-se El Zorro: dominava a espada com a mesma habilidade com que arrebanhava corações. Sua vítima mais conhecida nessa época foi Ana de Leiva, uma nobre da corte espanhola.

O caso do irlandês errante com a rica espanhola terminou no exílio de Lombardo na Nova Espanha, atual México. Ali foi iniciado por índios em rituais de feitiçaria, somando a bruxaria a seu currículo. E isso fez ele ser preso pela inquisição. Na noite de Natal de 1650, no entanto, elaborou uma fuga tão fantástica que espalhou-se o boato de que ele tinha pacto com o diabo. Com 35 anos, o aventureiro virou, então, El Zorro, que, em espanhol, quer dizer raposa – ou, no sentido figurado, homem astuto. 

Tornou-se um cavaleiro, que, como um fantasma da noite, vagava pelas cidades, fazendo justiça com as próprias mãos. Zorro zombava dos soldados e distribuía folhetos pregando contra a Inquisição.

Dois anos depois, Zorro foi preso novamente e condenado por heresia e fornicação, uma vez que na sua captura ele estava na cama com a mulher do vice rei  don López Díaz de Armendáriz. Foram sete anos preso, até que a execução foi marcada. 

Zorro seria queimado vivo e foi conduzido até o local da execução. No entanto, antes de morrer, disse que iria fazer sua transição para outro plano do modo que ele queria e usou as cordas que o amarravam para se enforcar, zombando pela última vez dos soldados da coroa e da Igreja. E se tornou mito naquela região…

Johnston McCulley criou o personagem Zorro inspirado em Lamport.  Nas histórias em quadrinhos, tv e cinema, Zorro é o nobre Don Diego de la Vega, um homem rico que luta secretamente contra as injustiças em Los Angeles, durante o período em que a Califórnia estava sob o jugo da coroa espanhola. 

Meu nome, Diego, é uma homenagem feita por meu pai ao personagem Zorro.

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É POSSÍVEL PERDER GORDURA SEM PERDER MASSA MUSCULAR?

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PERDER GORDURA SEM PERDER MASSA MUSCULAR é possível sim, mas não é tão simples, uma vez que as vias de sinalização intracelular que favorecem processos catabólicos são antagônicas às vias de sinalização que favorecem processos anabólicos.

Em restrição calórica o corpo tende a favorecer mais a oxidação de gordura, mas também vai aumentar o catabolismo de carboidratos e proteínas. É possível reduzir a degradação de proteínas e até mesmo ter balanço nitrogenado positivo (síntese proteica > degradação proteica) com ajustes na dieta, no treinamento e no ambiente hormonal.

O EXERCÍCIO ajuda a prevenir a perda de massa muscular (mesmo aeróbico), principalmente a musculação. A musculação promove uma sinalização que estimula a síntese proteica, mas o ganho de massa muscular depende de outros fatores, principalmente do balanço energético, composição da dieta e também do ambiente hormonal. Indivíduos com mais gordura corporal (obesos) têm menor risco de perder massa muscular em déficit calórico e indivíduos magros têm risco maior.

Um indivíduo iniciante também tem maior chance de ganhar massa muscular se a restrição calórica não for tão grande e a composição da dieta for adequada, contendo mais proteínas (~2,0 – 3,5 g/kg) e sem uma grande restrição de carboidratos. Isso acontece porque parte da energia gerada pelo catabolismo de gorduras pode ser utilizada para aumentar a síntese proteica, desde que haja sinalização para isso (musculação).

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Cidades Inteligentes

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Prof Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business.

As necessidades de adaptação do que conhecemos hoje, do que precisamos aprender e do que necessitamos aprender e ainda não sabemos que vamos necessitar é algo que não tem volta na nossa era. A Era do Conhecimento.

Vamos pegar outro exemplo?

Como você se relacionava com o seu banco há 10 anos? Como se relaciona hoje? Com quantas pessoas, hoje, você efetivamente interage ao ir ao seu banco? Melhor, muitas vezes sequer você vai ao banco para fazer o que necessita, não é mesmo?

Ibirubá registra primeiro feminicídio do ano

A questão é que com o avanço da IA (Inteligência Artificial) e outras tecnologias, como a internet móvel de alta velocidade, a sua forma de trabalhar, de se relacionar com as pessoas, fazer suas compras e “ir ao banco” vai mudar MUITO ainda.

Assim, a decisão é simples, não necessariamente fácil: Ibirubá e região se adaptam às novas demandas mundiais ou será uma “região fantasma” em poucos anos.

Isto quer dizer que esta região tem que fazer o seu tema de casa, ou seja, o que cidades como Florianópolis e Bento Gonçalves já estão fazendo há algum tempo. Não é a toa que no mês de novembro deste ano Floripa sediou o 12º. KCWS (Knowledge Cities World Summit).

Este nome que parece um palavrão quer dizer apenas que foi uma conferência mundial para tratar das cidades inteligentemente sustentáveis, ou seja, baseadas no conhecimento das pessoas e no uso das tecnologias mais avançadas. Inclusive Bento Gonçalves ganhou um prêmio internacional nesta edição.

Ocorre que todo este discurso tem um objetivo claro: fazer com que você saiba que o futuro lhe apresentará inúmeras oportunidades. Porém, cada um necessita fazer o seu papel para que as pessoas e o meio ambiente não sejam simplesmente utilizados como “recursos” em nome de um tal de progresso, que já se demonstrou não ser sustentável. Ao menos da forma como viemos conduzindo nossas ações nas últimas décadas.

Vamos falar mais a respeito disto!

Até logo!

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Educação Financeira: Conhecimento e informações para mudanças no comportamento das crianças

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A escola e a família têm o dever de zelar, acompanhar e principalmente formar nas crianças competências e habilidades, para que estas se tornem adultos capazes de realizarem suas obrigações com responsabilidade. Segundo o autor do livro Desenvolver Competências ou Ensinar Saberes? Philippe Perrenoud, (sociólogo e Antropólogo suíço), em um dos capítulos deste livro, discorre sobre as disciplinas ausentes do ensino obrigatório. Uma delas seria Ciências Econômicas. O autor faz o seguinte questionamento: “O que faz a escola para ajudar as pessoas a compreenderem a economia que rege as suas vidas? ”. Queremos chamar atenção sobre a Educação Financeira. Ouvimos falar diariamente que as pessoas gastam em alguns casos mais do que deviam. Enquanto alunas do curso de Matemática do IFRS Campus Ibirubá, participamos de um projeto de Extensão, em 2018, chamado Educação Financeira: uma proposta de reflexão, organização e ação para alunos do Ensino Fundamental. Neste projeto desenvolvemos atividades com as crianças de 3º e 5º anos na Escola Estadual de Ensino Fundamental Edson Quintana, do município de Ibirubá. Algumas famílias não conseguem auxiliar satisfatoriamente seus filhos, com relação a esse assunto, pois as vezes não possuem o controle de suas contas. É dever da escola proporcionar esta formação.

As crianças precisam receber orientações no sentido de que: não podemos comprar tudo o que queremos ou desejamos, que é necessário ter um planejamento quando se quer comprar determinadas coisas, pois gastar demais pode vir a comprometer nosso orçamento. Esse projeto tem por objetivo levar sugestões sobre organização financeira através de atividades como: leitura de textos, fábulas infantis, jogos, vídeos, questionamentos orais, entrevistas realizadas na comunidade, sugestão de uma planilha de controle dos gastos do mês, encaminhada para as famílias, pesquisa de preço no comércio, foram algumas das ações propostas. Outra atividade apresentada foi lembra-las de que existem brincadeiras que podem ser realizadas, sem precisar de dinheiro, pois entendemos que momentos de lazer e diversão, são extremamente saudáveis e contribuem para termos qualidade de vida, neste momento elas puderam também questionar membros da sua família e trazer sugestões. Levamos as crianças a uma agência bancária, onde puderam receber informações sobre produtos que um banco oferece, e o significado e utilidade destes produtos. Os alunos demonstraram grande interesse em realizar as atividades propostas, tirando dúvidas e colaborando com exemplos que trazem de casa. Aprender a administrar tanto o dinheiro quanto suas escolhas, pelo conhecimento, desenvolve virtudes e valores para a vida adulta. Gastar impulsivamente, sem necessidade, é uma consequência de comprar movido por desejos.

Quando evitamos comprar algo desnecessário, podemos economizar para investir em projetos maiores, como por exemplo, fazer uma viagem, realizar um curso, investir em um negócio, comprar uma casa, ter uma condição de vida melhor. Dessa maneira, a criança descobre que pensar e verificar se realmente aquilo que comprar é necessário ou desejável. A comunidade escolar considerou este trabalho muito positivo na formação dos alunos.

Alunas: Ilda Graziela Vogel, Cristiane Rebouças de Lara, Isadora Fredrich. Coordenadora : Professora Me.Marsoé Cristina Dahlke / IFRS-Campus Ibirubá

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Empresas inteligentes são uma realidade ou apenas utopia?

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Autor: Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business. Professor universitário, com ênfase em controladoria, educação corporativa, gestão do conhecimento e inovação. Coautor do livro Inovação e Cidades Inteligentes: desafios e oportunidades para as cidades do século XXI.

Autora: Valeska Schwanke Fontana Salvador é CPO e CO-Founder da Conducere Inteligência Corporativa. Mentora, professora universitária e Advisor de Smart Business. Possui especialização em Inovação em Tecnologia Educacional e Design Instrucional/Educacional.

Nós estamos trabalhando, nas últimas edições, os temas inovação, empresas e cidades inteligentes. O intuito é demonstrar a sua conexão, ou não, e como isto pode impactar a sua vida, enquanto cidadão, empreendedor, empresário e/ou profissional de carreira.

Para que a gente possa relembrar os principais tópicos, que já foram tratados anteriormente, vale citar o seguinte:

  1. As cidades, ditas inteligentes, não somente aquelas que adotam alta tecnologia e tudo se resolve como num passe de mágica. Faz-se necessário, além do uso da tecnologia, focar na inovação, no empreendedorismo e, em especial, na criatividade das pessoas. Desta forma serão cidades inteligentemente sustentáveis.
  2. A inovação é, muito além de um conceito abstrato e distante, algo que impacta ou afeta todas as empresas e pessoas, mesmo as mais resistentes à mudança. Inovação não é a “onda da vez”. Ela é um processo que sempre esteve e estará presente nas ações humanas. Ela é qualquer processo, produto ou serviço que seja realizado de maneira diferente da habitual e que a partir disto resulte em algo melhor para as pessoas.

Então, quem podemos considerar como empresas inteligentes?

Ah, antes de responder diretamente a questão, vale este parêntesis. Este não é um conceito amplamente aceito nos meios acadêmicos e profissionais, pois é algo relativamente novo. Porém, é algo em que acreditamos e temos trabalhado nos últimos anos.

Em linhas gerais, as empresas inteligentes são as que se utilizam dos talentos das pessoas e suas competências desenvolvidas para gerar inovação constante e contribuir para que haja cidades (com suas áreas urbanas, rurais, de campo) mais inteligentes.

Assim como falamos das cidades, as empresas inteligentes são aquelas que compreendem que as pessoas são as verdadeiras responsáveis por criar e recriar o conhecimento. Atacando assim a complexidade e dinâmica do século XXI.

Isto quer dizer que necessitamos de empresas inteligentes para “sobreviver” ao século XXI?

Sim, vivemos uma era sem precedentes na história da humanidade. Onde a velocidade e a complexidade das mudanças é algo muito relevante. Não podemos ignorar tal fator e certamente você já se deu conta disto.

Assim, para que a sua organização consiga minimamente sobreviver a esta era, faz-se necessário que tenha a capacidade de adaptação. Tem tal capacidade quem tem uma empresa inteligente.

Ocorre que há uma pedra no caminho: para se ter uma empresa inteligente, de verdade, precisamos investir nas pessoas.

De fato, querendo nós ou não, dependemos de pessoas. Seja para nos ajudar a planejar, tocar o dia a dia da empresa, vender ou mesmo comprar nossos produtos ou serviços.

Mas qual é o problema nisso?

Ao dependermos das pessoas, temos que admitir as suas falhas, limitações, desvios de foco e objetivos, dentre outras coisas.

Eis o grande problema. Investir em pessoas é algo incerto e duvidoso. Não temos absoluta convicção de que podemos confiar nas pessoas nas quais estamos investindo.

Não é à toa que muitas organizações, independentemente do seu porte ou área de atuação, preferem investir em tecnologia em detrimento das pessoas.

Devo concordar com você que parece um absurdo falarmos em uma empresa inteligente sem contar com as pessoas.

Contudo, você nunca pensou que seria muito mais fácil trabalhar com robôs exclusivamente do que com as pessoas do seu time?

Não sejamos hipócritas. Devemos admitir que a porta larga, o caminho muito mais fácil, para todos parece ser o de prescindir das pessoas e focar somente na tecnologia.

Contudo, vem o primeiro problema: somos seres sociais por natureza. Nosso íntimo humano pede a socialização, o contato com outras pessoas.

Depois disso, vem o segundo problema: a criação do conhecimento organizacional só acontece com a participação humana.

Esta, ao menos por enquanto, é a teoria que dominante na ciência da Administração. Ela foi cunhada pelos japoneses Nonaka e Takeuchi, em meados dos anos 1990. 

Por fim, vem o terceiro problema. Segundo os estudos de Peter Senge, autor da famosa obra A Quinta Disciplina, para termos organizações que aprendem (Learning Organizations), necessitamos de pessoas.

Isto quer dizer que, gostando-se ou não, as pessoas não são recursos à disposição das empresas e muito menos descartáveis.

Vamos falar mais sobre isto na próxima edição.

Até breve!

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Exercícios desnecessários, por Laira Guedes

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Os exercícios abaixo não são inúteis, mas tornam-se desnecessários a partir do momento em que há substitutos mais eficientes e seguros.

  • A Puxada pulley costa: Além de deixar o ombro em uma posição vulnerável, devido a rotação externa exagerada.É um movimento com menos amplitude que o puxada pulley frente. Menos amplitude significa menos estímulo hipertrófico.
  • Desenvolvimento nuca: É o mesmo caso do exemplo acima, maior risco de lesão, menos eficiência pela diminuição de amplitude.
  • Tríceps pulley pegada supinada: O tendão do tríceps se insere na ulna e quando realizamos pronação ou supinação de punho o que gira é o rádio, ou seja, é indiferente em relação ao recrutamento do tríceps, só faz com que seja necessário diminuir a carga devido a dificuldade de segurar a barra.

Texto em parceria com Cirio Weber

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Quanto tempo para ter resultados na musculação?

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Os resultados na musculação estão diretamente relacionados com 3 fatores primordiais: descanso, treino e dieta.

Caso um deles não esteja correto ou muito bem alinhado, os resultados podem demorar muito mais, ou pior, nem aparecer.

Por isso, é preciso entender que de acordo com sua dieta, o treino e o descanso, os resultados irão aparecer.

Quanto melhor e mais específico for seu treino, com as doses certas de intensidade e volume, mais rapidamente os resultados aparecem.

Da mesma forma, se sua dieta oferecer todos os nutrientes necessários para que o corpo se recupere dos estímulos, os resultados também serão mais rápidos.

E o descanso é responsável por toda a regeneração celular, liberação de hormônios anabólicos e tudo mais que vai potencializar tudo isso.

Um tempo plausível é de 4 meses, levando em conta os fatores acima.

Para um iniciante os primeiros 2 meses apresentam um aumento demasiado de força, mas a melhora nessa aptidão é causada principalmente por adaptações neurais. O ganho em hipertrofia são mais crônicos e levam um tempo maior para aparecerem.

Quando se fala em perda de gordura, 2 meses é um tempo suficiente para se notar diferenças consideráveis.

Bom fim de semana e bons treinos 

Laira Guedes
Personal Trainer – CREF 021342-G/RS
Empresária e Proprietária do Studio Laira Guedes

Texto em parceria com Cirio Weber 

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Consumismo e o mês da criança

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É no mês de outubro em que a publicidade direciona ainda mais esforços para cativar as crianças e vender produtos. Juntamente com os produtos são vendidas as ideias e concepções que pautam o objeto consumido. Há vários problemas em relação às formas pelas quais a abordagem publicitária induz ao consumismo infantil. As crianças são um alvo privilegiado em uma sociedade cujos ideais são pautados no consumo, já que no mundo atual elas ocupam uma posição de relevância no âmbito familiar, inclusive com influência sobre as decisões acerca de compra, viagens, atividades e rotina. As pessoas não nascem consumistas, mas vivem em sociedades onde os hábitos de consumo podem ser nocivos, especialmente quando motivados por estratégias que visam o rápido descarte dos bens consumidos. As coisas hoje não são feitas para que durem, porque isso retardaria a compra de novos produtos. Os bens hoje são criados visando a obsolescência, ou já nascem com prazo de validade, ou são bastante frágeis ou se tornam defasados muito rapidamente. E é isso que movimenta o consumismo na sociedade. As crianças são sujeitos em permanente processo de formação de suas preferências, modos de ver o mundo, concepções, gostos, vontades.

Quando estão expostas ao conjunto de informações que a publicidade associa a um dado produto, elas assimilam não apenas o consumo do objeto em si, mas também das informações que são vendidas com o produto. A questão envolve múltiplas perspectivas, como o tipo de brinquedo que é vendido para meninos e meninas, e como estes objetos designam as formas pelas quais a menina deve se comportar socialmente e o que se espera dos meninos. Ainda, os objetos são cada vez mais tecnológicos, e isso não é ruim, o problema é que demandam de um espaço físico cada vez menor para serem utilizados. Desta forma, ao contrário da bicicleta, patins ou patinete, alguns brinquedos prendem ainda mais as crianças dentro do espaço da casa durante horas do dia. Isso limita a sociabilidade, formação de laços de amizade e vivência em outros espaços como parques, praças e na própria rua. A questão do consumismo infantil pode aparecer como um problema no próprio orçamento doméstico, de modo que alguns pais não medem esforços para presentear os filhos com aquilo que desejam, mesmo que isso custe um valor financeiro elevado. Em décadas passadas apenas os programas televisivos tinham influência sobre o consumismo infantil, tanto que havia programas diários voltados para as crianças. Havia marcas bem consolidadas no mercado de brinquedos, os quais atuavam conjuntamente com os programas televisivos impulsionando o consumo. No momento histórico atual, a televisão ocupa um plano secundário, enquanto a internet ocupa um amplo espaço no cotidiano das crianças.

Os ídolos de hoje são principalmente os “youtubers”, os quais além de entretenimento, vendem também objetos como brinquedos, material escolar, livros, etc. Há toda uma investida publicitária envolvida na criação e venda desses objetos voltados ao consumo infantil e as crianças estão expostas de forma bastante intensa aos recursos de convencimento. Isso especialmente porque a propaganda não aparece mais apenas entre um episódio ou outro, mas dentro do conjunto de informações e dinâmicas que constituem um vídeo dos “youtubers” de público infantil. Se antes a criança não dava atenção ao intervalo televisivo, hoje ela não tem como escapar dos estímulos consumistas, já que estes estão dentro da própria programação, aparecendo de forma mais ou menos evidente nos vídeos que esta criança assiste na internet. Embora existam regulamentações para as ações publicitárias voltadas ao consumo infantil, é papel também das famílias, escolas e da sociedade como um todo os cuidados para evitar que a criança se torne vítima do consumismo. Especialmente no mês das crianças estes cuidados devem ser redobrados, e um bom começo para isso é ressignificar o presente, criar um sentido para o ato de presentear, para que a criança perceba que esta ação não é apenas um ato mecânico impulsionado pelo consumismo. 

Alguns sites que tratam com maior profundidade do assunto são:

Luana Caroline Kunast Polon

Mestre em Geografia e Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e em Educação Profissional e Tecnológica (São Braz).

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