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Preciso demitir clientes?

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Rafael dos Santos Rodrigues, Assessor de Marketing e Estratégias publicitárias

Viemos de uma série de textos curtos que podem dizer muito sobre o que há de potencial no seu empreendimento, auxiliando nas análises do que pode melhorar, e na percepção do que pode estar errado, mas agora viemos falar de um assunto um pouco mais delicado, os CLIENTES. Quando falamos de clientes, logo pensamos em um avatar que COMPRA, em uma figura sorridente que veio em busca daquilo que temos a oferecer, mas quando trabalhamos com venda direta, sabemos que nem sempre é assim. Com o passar dos anos ficou comum ouvir o termo “demitindo meu cliente”, isso realmente é passível de análise quando identificamos que nossos valores estão 100% conectados com as intenções de compra de nosso público alvo, e aquela figura que não teve interesse em nossos produtos e serviços realmente não era pra ser nosso cliente, nestes casos não podemos exercer esforço em cima daquilo que desvia a conduta de nosso negócio, que vai contra nossos valores ou contra a essência da empresa, e por mais duro que pareça, nestes casos, demita o cliente e “tá tudo bem!”. Mas e quando eu não tenho certeza se essa é a saída? Quando eu fico na dúvida se estou perdendo potenciais clientes por alguma deficiência dentro da minha empresa? Nestes casos é fazer uma análise detalhada, “passar um pente fino” em todos os setores da empresa. É aí que entra o equilíbrio do Marketing, tendo em vista que sua empresa precisa de um alinhamento entre os 4 P’s (produto, preço, praça e promoção), e tendo em vista que seu público alvo não está consumindo seus produtos/serviços, é hora de reavaliar em qual destes P’s não está havendo alinhamento, no primeiro momento inicie com questionamentos sobre seu próprio negócio, desde qualidade do produto até o atendimento final, lembrando que a VENDA não tem haver apenas com oferecer um produto, mas sim ampliar as intenções de compra de um cliente, que subentendemos já desejar aquilo que você está oferecendo. Depois de uma análise completa, as respostas precisam ser objetivas e estarem alinhadas com sua capacidade de solução, estabeleça metas efetivas porém realistas, solucionando o problema fica mais fácil filtrar os clientes que as vezes precisamos demitir e ajustar os pequenos deslizes no trajeto da missão de empreender. Para evitar acumular pequenos erros, alinhe seu negócio com seus valores, levando em conta as estratégias de marketing, ao fazer isso no início de qualquer planejamento você não só facilita toda a jornada como também terá um guia para todas as suas estratégias futuras. Será que o problema está em meu cliente ou na falta de conexão que eu criei com ele?

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Em Ibirubá-RS, mas também em Marechal Cândido Rondon-PR? por Luana Polon

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*Texto em coautoria com Paulo Henrique Heitor Polon, Sociólogo e Professor do IFRS-Ibirubá

Chegamos em Ibirubá-RS em janeiro de 2019, e uma das primeiras histórias que ouvimos se remetia à existência de possíveis túneis na cidade. Por mais estranho que possa parecer, já estávamos bastante familiarizados com o assunto, pois por coincidência (ou não!) a cidade onde vivíamos até 2017 também é marcada pelas histórias, memórias e imaginários sobre a existência de túneis que perpassariam o subsolo urbano, supostamente interligando dois lugares específicos – a Casa Gasa e o Hospital Filadélfia. A cidade em questão é Marechal Cândido Rondon, no Paraná. A colonização do município que hoje tem um pouco mais de 50.000 habitantes é predominantemente de origem germânica, e ambos os proprietários dos imóveis onde supostamente haveriam os túneis eram alemães, hoje já falecidos. O auge da colonização ocorreu na década de 1950, quando muitos descendentes de alemães já residentes no Rio Grande do Sul se mudaram para aquela região, levando consigo sua cultura. Marechal Cândido Rondon é, neste sentido, muito parecida com Ibirubá. Muitos são os imaginários sobre a existência de túneis subterrâneos, além da presença de uma casa muito peculiar em sua estrutura e que pertencia ao alemão Heribert Hans Joachim Gasa, que fora combatente da força aérea alemã na Segunda Guerra Mundial.

A casa em questão seria um dos espaços onde iniciariam os túneis em Marechal Cândido Rondon. São muitos os mistérios naquele local, e que motivaram várias pesquisas acadêmicas (inclusive a dissertação de Mestrado do Prof. Paulo Polon, com o título “A construção do patrimônio cultural em Marechal Cândido Rondon-PR a partir dos imaginários acerca do lugar de memória ‘Casa Gasa’”, 2013). Embora os túneis não tenham sido de fato abertos, pois a Casa Gasa é propriedade privada e hoje transformada em um restaurante (curiosamente chamado de Bunker Berlim), muitos outros mistérios cercam o local. A construção da casa partiu de uma enorme escavação no terreno para edificação de um subsolo em dois níveis, onde foram gastos 20 anos de trabalho. A edificação tem um aspecto de fortaleza com paredes extremamente reforçadas e um portão com contrapeso de mais de 300 kg. A casa possui 38 cômodos, com 10 banheiros, 2 banheiras e 1 sauna, 50 portas e 33 janelas. A decoração é eclética, com traços de várias culturas, azulejos e ladrilhos de muitas cores. Há ainda uma piscina com ladrilhos que formam um Sol Inca ao fundo. Os dois fatos que geram maior curiosidade sobre a casa são a existência de várias passagens secretas e armários falsos, bem como a “sala do cabelo”, onde teria sido utilizado cabelo humano para fortalecimento da estrutura. Os imaginários sobre túneis são reforçados pelo fato de que em muitos locais da casa as paredes soam ocas, o que teoricamente seria gatilho para se acreditar que a casa esconderia muitas coisas para além do visível. O ponto mais peculiar da casa é uma sala que se situa no nível mais baixo do subsolo, onde há uma enorme quantidade de tomadas nas paredes, incomum para época (anos 1960), e que gerava indagações sobre o que poderia ocorrer naquele espaço, especialmente por ser tão escondido. Nesta sala há dois alçapões vedados com tampas de ferro, os quais são buracos estreitos e arredondados, semelhantes a poços. As tampas são chumbadas no chão, o que não permite que sejam abertas para se visualizar o que há debaixo. Mas, teoricamente, e segundo os imaginários da população rondonense, estas seriam as entradas para os possíveis túneis. Há uma resistência em se mexer no ambiente da casa, já que hoje a propriedade está sob cuidado da viúva do Sr. Gasa.

Por isso, os imaginários continuam presentes e permeiam conversas em Marechal Cândido Rondon durante décadas. Estes imaginários são um patrimônio cultural da cidade e instigam questões, motivam pesquisas e são sustentados pela própria existência da casa e dos possíveis túneis. Ao contrário de Ibirubá, em Marechal Cândido Rondon nunca foram efetuadas investigações mais técnicas para comprovar a existência destes túneis, como escavações. Se existem túneis, eles contam a história de uma cidade, de um povo, de um passado nem sempre tão glorioso, mas que não merece ser esquecido. Vamos ver o que o futuro reserva para Ibirubá e seus possíveis túneis… 

*Luana Caroline Kunast Polon é Mestre em Geografia. 

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ESTAMOS PREPARADOS PARA EDUCAR EMOCIONALMENTE NOSSAS CRIANÇAS?

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A influência de pais, mães, responsáveis e professores na educação emocional da criança

Em tempos onde as crianças têm contato com a tecnologia cada vez mais precocemente e as distrações são cada vez maiores, torna-se essencial repensar  métodos de ensino e abordagem de pais, mães, responsáveis e professores. O grande desafio da atualidade é acompanhar as transformações do mundo para acomodar as demandas das novas gerações.

As necessidades geradas no mundo contemporâneo, mais do que nunca, evidenciam a pertinência de promover uma educação que possibilita, o mais cedo possível, desenvolver ferramentas, as quais auxiliam a ampliação da autoconsciência, habilidades de interação e o entendimento da nossa relação com o mundo. O que precisa ser feito para educar filhos e alunos, atendendo as demandas do presente e preparando-os para o futuro? Como desenvolver recursos para que desde criança seja possível se relacionar de forma mais saudável com as emoções? O que isso implica? Será que basta falar “Não”, ou a criança precisa ser educada para ouvir o “Não”? Como ajudar a criança a lidar com expectativas e frustrações? Como aprender a fazer escolhas? Se relacionar? Qual o impacto que a educação emocional pode provocar na vida de uma pessoa? E a falta de educação emocional, traz quais conseqüências?

Além de pensar o que pode ser trabalhado com as crianças, vale ampliar a reflexão. Será que nós, pais, mães, professores e demais autoridades afetivas na vida das crianças, estamos preparados para sermos uma referência positiva e agregadora na vida das crianças? Para o conhecido filósofo Mário Sérgio Cortella, “somos a primeira geração que testemunha mudanças de paradigmas tão velozes. E é natural que os pais se sintam perdidos. Então, afinal, qual o segredo para não ficar ultrapassado na educação dos filhos?”

Dia desses, almoçando com uma amiga, ela citou a frase de um Senhor, conhecido dela, que diz o seguinte: “A educação de uma criança, começa 20 anos antes dela nascer”. Achei a frase extremamente sábia e significativa. Fez todo sentido! A educação de uma criança é fruto da educação que seus pais receberam, do quanto se desenvolveram e como estão preparados/capacitados para serem os primeiros e mais importantes educadores de seus filhos. A frase sintetiza muito bem, que a educação da criança, começa e tem como base essencial a educação dos pais.

O objetivo deste texto não é aumentar a angústia e o sofrimento de pais e educadores. Mas sim, falar sobre o tema, colocarmos luz, para que a gente possa de alguma maneira, juntos, encontrarmos melhores formas de educar/auxiliar nossas crianças.

Como não percebemos imediatamente as conseqüências negativas de nossos hábitos diários em maior escala, é fácil simplesmente ignorá-los ou fingir que não estão acontecendo. Será que algumas vezes, por meio das nossas crenças, não passamos nossos desafios não superados, para nossos filhos, alunos, crianças e jovens com as quais convivemos? Por exemplo: “Há, isso é difícil! Não dá certo! Não é assim que se faz!” A nossa limitação, retira da criança, em muitos casos a liberdade de pensar/imaginar de forma mais ampla, mais leve, mais livre. Penso que nossa maior contribuição se dá, quando, por meio da clareza que nós adultos já desenvolvemos, podemos nos emprestar ao exercício de ajudar a criança a pensar, entre o que ela sonha/imagina e a realidade, ou que se tornará real/concreto, existe uma distância, e nós podemos auxiliá-la por meio da reflexão respeitosa. Disso que você sonha, imagina, deseja, o que pode se tornar realidade? O que é preciso fazer? O que você pode fazer? É um brinquedo que você quer? Como você pode conquistá-lo?

E o contrário também, quando não se trata de sonhos, mas de frustrações, de impaciência, de ansiedade. As crianças de hoje, nasceram em um mundo ainda mais acelerado, repleto de estímulos e fomento de novas necessidades, elas são estimuladas continuamente a desejarem algo novo, e pouco educadas para usufruírem e se realizarem com aquilo que já possuem. É nosso papel e também nossa responsabilidade ajudá-las. Pois as conseqüências podem ser altamente nocivas, tóxicas e devastadoras, como desenvolver distúrbios de ansiedade, depressão, insatisfação crônica, falta de preenchimento interior, baixa autoestima, pensamentos suicidas, agressividade, maior vulnerabilidade para se tornarem dependentes de drogas/álcool e outras formas de dependência.

E o autoconhecimento, o qual pode ser desenvolvido de inúmeras formas, nos possibilita ampliar a autoconsciência, a qual nos permite dirigir a atenção para nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, abre caminho para termos maior controle sobre nós mesmos. O olhar interno nos permite compreender e lidar com nosso mundo interior, mesmo quando perturbado por sentimentos de inquietação. Uma das competências centrais para fazer isso é o modo como mobilizamos nossa atenção. Podemos voltar nossa consciência para dentro e podemos monitorar para onde dirigir nosso foco. Essas são habilidades vitais que nos manterão no caminho certo ao longo dos anos e ajudarão as crianças a serem melhores aprendizes e usufruírem de uma vida mais plena e feliz.

Um exemplo prático, quando uma criança briga com um amiguinho, e diz: – Eu não gosto mais do “fulano”! Será que ela não gosta mais do amigo, ou apenas não gosta da “brincadeira” que o amigo faz? Nossa contribuição enquanto adultos com referência afetiva para a criança pode ser de auxiliá-la a enxergar a situação com maior clareza, saindo da perspectiva generalista (eu não gosto mais do amigo), para um entendimento mais específico (eu não gosto da brincadeira que o amiguinho faz). Esta pode ser uma das primeiras intervenções de inteligência emocional a serem ensinadas, pois quando é possível identificar a causa do sofrimento, é possível também aprender a lidar com ele. O que você pode fazer quando seu amiguinho tiver este tipo de atitude? Deixe a criança refletir, entender por ela mesma. Com base na resposta, é possível continuar ajudando a criança pensar. O exercício da tomada de consciência sobre o que está sentindo, possibilita reconhecer e identificar as emoções, para depois aprender a lidar com elas e num terceiro passo voltar a sentir-se bem novamente.

No mínimo uma reflexão pertinente para os dias de hoje. Uma das melhores formas de auxiliar quem amamos é nos tornando pessoas melhores, mais preparadas, para sermos cada vez mais, a referência, o suporte e a influência de quem amamos, especialmente os nossos filhos. E finalizo com a frase de Içami Tiba: “Educar dá trabalho. Mas é um trabalho que dá bons frutos.”

Fabiane Maria Zat – Coach/Mestre em Psicologia                                     

Membro do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) e Mestre em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Fabiane tem vasta expertise profissional, atuante em várias regiões do país.

Informações e agendamento de sessão:

A Coach Ms. Fabiane Maria Zat, atende em Ibirubá, na Clínica Compostura, situada na Rua Firmino de Paula, 875. Para maiores informações e agendamento de sessão, entre em contato pelos fones: (54) 3324-3422 e (54) 99119-2712.

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O que é e como funciona o PIB?, por Luana Polon

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O Produto Interno Bruto, mais conhecido como PIB, é um importante indicador monetário que reflete o desenvolvimento das atividades econômicas de um dado local em um período de tempo estipulado. 

O Produto Interno Bruto é um indicador que tem como base a soma de todas as riquezas produzidas num dado local, sendo que, para tanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, considera a quantidade de veículos, alimentos, os serviços ofertados, os estoques produzidos, excetuando-se dos cálculos os custos de produção embutidos nos produtos.

A base dos cálculos é a agropecuária, a indústria, os serviços e os impostos sobre os produtos, sendo que itens já considerados em anos anteriores não são contabilizados. O Produto Interno Bruto – PIB, está intimamente relacionado ao Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, de modo que o acesso aos bens de consumo e serviços são considerados como elementos essenciais do desenvolvimento de uma dada sociedade.

Como funciona o PIB?

O Produto Interno Bruto – PIB, tem como função a medição das atividades econômicas, bem como o conhecimento dos níveis de riqueza de uma dada região. Assim, quanto maiores os índices de produção, entende-se que maiores serão os índices de consumo, investimentos e comercializações. Para que os dados sejam conhecidos, são utilizados cálculos que levam em consideração a população como um todo, medindo quanto do total caberia à cada um dos habitantes daquele local, se as divisões fossem efetuadas igualitariamente.

Itens contabilizados para o PIB

Existem algumas coisas que são calculadas, e outras que não são incluídas nas medições. Assim, entram nos cálculos do PIB os bens e produtos finais, ou seja, aqueles que são vendidos aos consumidores finais, o que se estende de bens simples (alimentos) até aqueles mais complexos (veículos). São calculados ainda os serviços prestados, ou seja, tudo aquilo que for desenvolvido e que, para tanto, seja remunerado.

Entram neste quesito desde os serviços bancários até os custos com funcionários do lar. Entram ainda nos cálculos do Produto Interno Bruto – PIB, os investimentos realizados, ou seja, tudo aquilo que é investido por empresas e pessoas para o futuro. São contabilizados também os gastos governamentais, como salários dos funcionários públicos até a compra de armamentos e suprimentos variados.

Itens não contabilizados para o PIB

Dentre os itens que não são contabilizados para calcular o Produto Interno Bruto, de um dado local estão os bens intermediários, que são aqueles produtos utilizados para produção de outros bens. Por exemplo, os recursos que são utilizados na indústria para produção de produtos finais, os quais serão vendidos aos consumidores. Portanto, esses serão contabilizados somente a partir do produto final.

Não são contados ainda os serviços não remunerados, como voluntariado ou trabalho doméstico. Bens que já existem não entram nos cálculos, mas somente produtos novos naquele período contado. Assim, veículos ou imóveis já existentes não entram na soma. Ainda, não são consideradas as atividades informais, como aquelas desenvolvidas sem carteira assinada, bem como trabalhos ilegais, como contrabando, descaminho ou tráfico.

O problema do Produto Interno Bruto-PIB

O PIB é um indicador bastante criticado por pesquisadores de várias áreas, uma vez que não possui a capacidade de avaliar as reais condições de vida de uma população. O indicador não avalia se as pessoas são alfabetizadas, se possuem condições de atendimento em serviços básicos, como na área da saúde, nem os danos ambientais ocasionados pelo crescimento econômico intenso.

É um indicador que se pauta exclusivamente em uma questão monetária, e exclui as demais dimensões do desenvolvimento. Além disso, o produto final do PIB não é dividido igualitariamente entre a população, assim, um país pode ter um PIB muito elevado, no entanto, ao mesmo tempo pode haver uma extrema concentração de renda nas mãos de uma pequena parcela da população. Por esses e outros motivos é que o PIB não deve ser avaliado isoladamente, mas sempre em conjunto com outros indicadores, buscando-se contextualizar os dados obtidos.

  • Artigo originalmente publicado no site educacional Estudo Prático. 

Prof. Luana Polon

Mestre em Geografia e Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e em Educação Profissional e Tecnológica (São Braz).

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Paramos de aprender em algum momento da vida?

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Para começar esta reflexão, peço que pare por um instante o que estiver fazendo e pense se você aprendeu algo novo hoje. Acredito que a resposta para minha pergunta seja “Sim, eu aprendi algo novo hoje”. Isso ocorre porque estamos o tempo todo em contato com informações e acontecimentos, seja em nossas casas quando assistimos aos noticiários logo cedo, quando nos deparamos com algo diferente em nosso trabalho, em uma conversa com a família no horário do almoço, nas instituições formais de ensino e também na internet. O fato é que mesmo com a idade avançando, nós nunca paramos de aprender. Para que haja um adequado desenvolvimento da estrutura e das funções cerebrais é necessária uma atenção no período da infância, especialmente no que tange a nutrição, ao lúdico, ao afeto e aos recursos disponíveis ao desenvolvimento da criança. O fenômeno que permite que nós continuemos aprendendo por toda vida chama-se plasticidade cerebral. Este caracteriza-se pela capacidade do Sistema Nervoso Central de modificar sua estrutura e seu funcionamento de acordo com o tempo e os acontecimentos na vida de cada pessoa. É, basicamente, uma adaptação neuronal.

Nosso corpo é um mecanismo inteligente que tem a capacidade de se regenerar sempre que necessário. É por isso que quando sofremos algum trauma físico, como uma fratura, nosso corpo promove as interações necessárias para se reconstituir. Isso pode ocorrer de forma satisfatória – quando o membro fraturado é operado, engessado, imobilizado – ou de forma precária e improvisada, quando a pessoa não vai ao médico e deixa que o osso cole sozinho, por exemplo, podendo ficar com graves lesões. Ainda assim, o corpo conseguiu se regenerar. Isso ocorre o tempo todo com nosso cérebro também. Provavelmente você já ouviu falar de pessoas que nasceram com alguma deficiência, visual, por exemplo, e que mesmo assim conseguiam fazer praticamente todas as coisas que as demais pessoas faziam. Isso ocorre devido ao poder do cérebro de encontrar alterativas quando algum dos sentidos não está funcionando adequadamente.

É uma adaptação natural promovida pelo cérebro. O mesmo ocorre com pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas que com o tempo, e muita persistência, puderam contornar as lesões sofridas, voltando a ter uma vida o mais próximo do estado anterior possível. Nem sempre, no entanto, essa regeneração é completa. Nosso cérebro é incrível em criar alternativas diante de alguma limitação. A capacidade de aprender está sempre presente na vida das pessoas. Isso não significa que todos aprenderão da mesma forma, mas que com os estímulos adequados, principalmente na infância e adolescência, os mecanismos da aprendizagem acontecerão de modo mais eficaz. Estamos sempre aprendendo, independente da idade que tenhamos alcançado. Aprender não necessariamente está ligado ao conceito formal e institucional da aprendizagem (escola, cursos, graduação), pois a aprendizagem acontece em todos os momentos. A plasticidade cerebral permite que mudemos de opinião, de gostos, de percepções, e nos possibilita perceber alternativas onde antes não as enxergávamos. Não paramos de aprender mesmo quando envelhecemos, pois nosso cérebro continua processando as informações recebidas e as sensações vivenciadas através da comunicação entre os neurônios, processo chamado de sinapses.

Quanto mais aprendemos ao longo da vida, mais qualidade nestas interações cerebrais teremos no futuro. O processo da aprendizagem é tão imperceptível quanto a respiração, acontece a todo momento, sem que estejamos pensando sobre isso. Os conhecimentos adquiridos em um dado momento da vida, sejam eles formais ou informais, poderão ser úteis ou não em momentos posteriores, pois o cérebro promove processos de reciclagem o tempo todo, e aquilo que não é mais importante num dado momento é deixado em um segundo plano. Ainda assim, estes conhecimentos podem ser novamente acessados sempre que necessário, embora nem sempre com a mesma clareza. Um exemplo disso é a famosa frase de que “é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece!”. Quem aprendeu, após algum tempo de treino, poderá novamente andar.

Tudo por conta da plasticidade cerebral, seu poder de remodelar a atividade neuronal, para que possamos continuar aprendendo a vida toda, resgatando memórias e habilidades, mudando concepções e prioridades. Quanto mais exercitamos nosso cérebro, maior será sempre nosso leque de conhecimentos e possibilidades! 

Luana Caroline Kunast Polon é Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica, Mestre e Licenciada em Geografia. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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O que são países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos?

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Por vários fatores – históricos, culturais, físicos, religiosos, econômicos e sociais – os países do mundo apresentam níveis diferentes de desenvolvimento. É comum ouvirmos falar em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos, e estes conceitos já foram amplamente discutidos por especialistas. Principalmente a noção de subdesenvolvimento é bastante questionada, já que entende que os países em questão não apresentam qualquer nível de evolução. Da mesma forma, questionam-se os critérios utilizados para afirmar se um país é ou não emergente.

De qualquer forma, algumas características são comumente aceitas para se referir ao nível de desenvolvimento dos países no globo. As três categorias – desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos – são estados atuais das condições socioeconômicas, embora sejam também situações passíveis de mudanças ao longo do tempo. Basicamente, entende-se que países desenvolvidos sejam aqueles que tenham um Índice de Desenvolvimento Humano-IDH elevado frente aos demais países; uma distribuição de renda justa entre as pessoas; níveis de escolaridade elevados; acesso aos recursos de saúde; alta expectativa de vida da população; baixíssimos índices de mortalidade infantil; desemprego dentro das médias consideradas como aceitáveis economicamente; desenvolvimento tecnológico de destaque em várias áreas produtivas; renda per capita elevada; Produto Interno Bruto-PIB com destaque no cenário internacional; economia sólida nos três setores (primário, secundário e terciário); destaque nas negociações comerciais mundiais; setor industrial moderno e bem diversificado; agropecuária desenvolvida de modo intensivo; sistemas interligados de transportes e comunicações; elevados índices de urbanização e consequente redução da população rural; acesso ao saneamento básico e boas condições de habitação; crescimento populacional lento ou estagnado (baixas taxas de natalidade e alta expectativa de vida).

Já os países emergentes, também chamados de países em desenvolvimento, são caracterizados por um padrão de vida da população entre baixo e médio, com apenas uma pequena porção das pessoas com elevado padrão de vida; melhoria nas condições de vida da população refletida em indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano-IDH; setor industrial em expansão, geralmente concentrado em alguma área, como o agronegócio; crescimento e melhoria da infraestrutura do país, como portos, rodovias, aeroportos, sistemas de comunicação; atração do capital estrangeiro diante de setores produtivos em expansão; presença de empresas multinacionais através de suas filiais; geração de empregos; menores taxas de analfabetismo; aumento da expectativa de vida da população; redução dos índices de pobreza e desnutrição e consequente queda das taxas de mortalidade infantil; saída massiva de pessoas do campo em direção às cidades, especialmente para trabalhar nas indústrias, com isso, há o aumento da urbanização.

Os países subdesenvolvidos são aqueles caracterizados por uma grande dependência econômica e cultural em relação aos países já desenvolvidos; são normalmente países que tiveram uma colonização voltada para a exploração dos recursos naturais e da mão-de-obra existente no território; a economia tem como base o setor primário, como a agricultura e a pecuária; as relações comerciais internacionais são desfavoráveis, de modo que exportam produtos primários (baratos) e importam tecnologias (caras); os níveis de desemprego e subemprego são elevados; há uma urbanização evidente, mas não planejada, e os problemas urbanos são graves (favelização, falta de infraestrutura, congestionamento, falta de saneamento básico, violência urbana, poluição); elevada desigualdade social; altas taxas de natalidade; elevadas taxas de mortalidade infantil; baixa expectativa de vida; baixos índices de escolaridade e falta de qualificação profissional da população; baixos índices de industrialização; infraestruturas precárias, como rede de transportes e comunicações; agropecuária extensiva, baixa produtividade e pouca mecanização. Para serem enquadrados em um dos três grupos – desenvolvidos, emergentes ou subdesenvolvidos – os países não precisam, obrigatoriamente, ter todas as condições citadas. Estas caracterizações são mutáveis e dependem dos contextos históricos, por isso, nem sempre é tarefa fácil definir a qual dos grupos um país pertence. Observando estas especificações, por exemplo, em qual dos três conceitos o Brasil poderia ser enquadrado? Para pensar, não?! 

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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A importância do crédito de custeio para a economia local

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O que é crédito de custeio? Aos que não trabalham em alguma área do agronegócio, fica difícil entender. Mas aqui, iremos explanar o que é o crédito de custeio e sua importância na economia local.
Neste período, vemos um intenso movimento, junto às instituições bancárias, principais financiadoras do agronegócio, como Banco do Brasil, Sicredi, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Bradesco e a mais recente Sicoob, de produtores rurais, buscando o crédito de custeio.
O crédito de custeio serve para que o produtor rural, financie sua atividade, que pode ser agrícola (soja, milho, trigo, cevada, canola, aveia) ou pecuária (leiteira, bovinos de corte ou suinocultura).
Sabemos que em toda e qualquer atividade que exploramos, seja no meio urbano, ou rural possuímos custos com insumos e serviços. No caso específico que estamos tratando, o crédito rural é aplicado ao financiamento destes insumos e serviços, necessários para a formação de uma boa lavoura, ou a produção pecuária, na propriedade rural.
O produtor rural, quando busca este crédito junto aos bancos, precisa antes de tudo, fazer o planejamento e o projeto de financiamento com uma empresa e um técnico habilitado. Lá, são informados ao banco, vários dados, como por exemplo, áreas de exploração que pode ser próprio ou arrendado, produções passadas, previsão de produção futura, garantias, etc.
Após a contratação do custeio pelo banco, o recurso é liberado ao produtor, e é neste, o momento mais importante, pois o produtor rural vai às compras dos insumos necessários à formação da lavoura ou a manutenção de animais na propriedade.
A partir daí, inicia-se a uma fase onde vê-se todas as empresas, cooperativas, cerealistas, além de postos de combustíveis, lojas agropecuárias, enfim, vários segmentos da economia do município, concentrando a maior e grande fatia da venda de produtos e serviços.
Claro que não só neste período isto acontece, mas concentra-se em função da contratação do crédito de custeio junto ás instituições financeiras.
É neste momento, que a roda da economia do município, ou da nossa região, gira mais forte, com maior intensidade, pois estas empresas, cooperativas, cerealistas e profissionais liberais, que vendem insumos e serviços aos produtores rurais, também precisam de insumos e serviços. Os funcionários e gestores, que recebem seus proventos compram, investem, gastam estes recursos no mercado local ou regional, seja com produtos ou serviços.
Portanto, devido a estes principais fatores, que destacamos a importância da contratação e liberação dos recursos de crédito de custeio, para alavancar a produção primária e fazer com que a economia local e regional se fortaleça.

Para maiores informações, coloco toda nossa equipe de técnicos a disposição.
Grande abraço e até a próxima.

Marcio André Ücker
Especialista em Gestão e Economia: Agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
Bel. Gestão de Empresas Rurais pela Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ
Consultor em Gestão, Economia e Fomento a produção agropecuária
Sócio proprietário da EPAGRE Projetos e Assistência Técnica Ltda

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Conceito de Desenvolvimento Sustentável, por Luana Polon

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O Desenvolvimento Sustentável é um conceito que tem em si uma mudança de pensamento e de práticas. Este conceito abrange a possibilidade do crescimento econômico, no entanto, sempre priorizando o desenvolvimento social como um todo. Ou seja, ele entende que é necessário e importante que os países continuem tendo suas economias em crescimento. No entanto, precisam também pensar no desenvolvimento social, no aumento de qualidade de vida para as pessoas, na inclusão, igualdade, cumprimento de direitos, numa melhoria geral da sociedade. Além disso, este conceito entende que o desenvolvimento de hoje não pode comprometer o desenvolvimento das gerações que virão no futuro. Estas novas gerações também precisam ter condições de se desenvolver, e para isso, carecem dos recursos naturais e de qualidade ambiental. Este conceito é importante porque supera a ideia de crescimento econômico propriamente dito.

O crescimento econômico leva em consideração dados monetários, mas não considera o bem-estar da população, nem tampouco os custos ambientais. Assim, crescer economicamente não é sinônimo de desenvolvimento. Isso porque existem muitos custos envolvidos no crescimento econômico, como a degradação ambiental, o acirramento das desigualdades sociais, a exploração do trabalhador, o endividamento, as doenças causadas pela exploração ambiental, dentre outros. O Desenvolvimento Sustentável é importante para que a geração atual tenha uma vida com dignidade, mas sem comprometer as condições de existência das gerações que virão futuramente. É, assim, um conceito que deve superar a teoria, e ser colocado diariamente em prática através de ações individuais e coletivas. As mudanças para que os objetivos do Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados vão desde ações individuais, coletivas, até medidas políticas, acordos internacionais e mesmo punições. É necessário um comprometimento por parte dos representantes dos países do mundo, pois em parte são eles que criarão as bases para as mudanças no coletivo. Já as mudanças individuais dependem de cada um, no seu ambiente doméstico, na sua forma de pensar, de agir socialmente e com relação ao meio ambiente. São mudanças que envolvem questões políticas e acordos internacionais: acabar com a pobreza em todas as suas formas, dando para isso as condições necessárias para que as pessoas não passem nenhum tipo de privação. Ainda, acabar com a fome no mundo, incentivando práticas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, dando prioridade para tipos de agricultura como a familiar, orgânica, agroecológica. Isso as pessoas e coletivos também podem fazer, escolhendo modos conscientes de consumo. Ainda, assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, a qual é uma medida que depende de programas governamentais de acesso aos recursos de saúde. Assegurar inclusão na educação, bem como oportunidades de aprendizagem durante toda a vida, um objetivo que depende de políticas públicas na área educacional, e não apenas da vontade individual. Alcançar a igualdade de gênero, empoderar as mulheres e meninas, que é uma questão que envolve uma mudança de pensamento social, e que deve ser pauta das mais diversas discussões em todos os espaços. As mulheres devem ter papel ativo em qualquer sociedade. Gestão sustentável da água e saneamento, objetivos que dependem de programas governamentais, o mesmo ocorre com acesso à energia para todos. Além disso, trabalho decente para todos, incentivo à inovação, redução das desigualdades sociais, cidades inclusivas e seguras e produção sustentável.

Medidas relacionadas ao clima, políticas de conservação dos recursos hídricos, e dentre muitas outras questões permeadas pelo Desenvolvimento Sustentável e que dependem de uma mudança no pensamento coletivo para que possam ser efetivamente praticadas com resultados positivos. São exemplos de Desenvolvimento Sustentável: Uso de fontes de energia renováveis e limpas; Racionalização e controle da exploração dos recursos minerais, já que estes são finitos; Reciclagem do lixo, reaproveitamento, compostagem, destinação correta dos materiais não recicláveis; Uso de meios de transporte sustentáveis, como bicicletas, transporte coletivo, sistema de caronas; Uso consciente dos recursos hídricos e também o Reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

*** Texto adaptado a partir de artigo publicado no site Estudo Prático: https://www.estudopratico.com.br/desenvolvimento-sustentavel/

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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Resultados versus objetivos: estratégias para uma empresa inteligente, Valeska Schwanke

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Como equilibrar resultados versus objetivos estratégicos? Esta, sem dúvidas, é uma das questões que estão na mente dos líderes empresariais, independentemente do porte da sua empresa ou sua área de atuação.

Executar estratégias em uma Learning Organization, ou seja, aquela organização que aprende e que pode ser denominada como uma empresa inteligente, deve ser uma ação coordenada e muito bem planejada.

Por quê?

Ao possibilitar à organização um espaço privilegiado que viabilize do desenvolvimento das 05 disciplinas determinadas por Peter Senge como essenciais para ter uma organização que aprende, quais sejam: domínio pessoal, modelos mentais, objetivos comuns, aprendizado em grupo e pensamento sistêmico, qualquer desenho e execução de estratégia necessitam ser coerentes e gerar valor para todo o ecossistema empresarial.

Compartilho isso com você, pois tomei ciência de um artigo escrito por Simon Horan e Michael Connerty e pubicado pela Harvard Business Review, sob o título: “A boa execução de estratégia exige o equilíbrio de 4 tensões“.

Assim, vamos tratar, brevemente, sobre a relação entre as estratégias da sua empresa e os objetivos estratégicos definidos para ela.

A inteligência de equilibrar resultados versus objetivos

No artigo que citei, publicado na Harvard Business Review, os autores identificam quatro tensões que podem prejudicar a execução de uma boa estratégia.

Recomendo que, se possível, você possa ler o artigo. Nele, além das explicações das tensões, há um case explicativo. que enriquece bastante o entendimento.

De qualquer maneira, para poder fazer a relação desejada neste momento, transcreverei parte do que os autores trabalham com exaustão.

Tensão: um resultado final inspirador versus um objetivo inspirador

Conforme os autores, há a necessidade em equilibrar a motivação pelos resultados com o entendimento dos objetivos.

Perceba que, quando o aprendiz é um adulto, necessariamente ele deve entender o “porquê” está fazendo tal ação e desejar ardentemente fazer isso. Do contrário, sua performance estará comprometida.

Caso isso não ocorra, é normal que ocorram frustrações. Estas frustrações são recorrentes no processo de aprendizagem dos adultos. Especialmente, quando há o desequilíbrio em quatro pilares fundamentais da aprendizagem de adultos, que chamamos de ARCS:

Attencion (atenção);

Relevance (relevância);

Confidence (confiança); e,

Satisfaction (satisfação).

Quando estas estratégias de aprendizagem são “esquecidas” ou até menosprezadas pela equipe da Gestão Estratégica de Pessoas, todos os planejamentos para a melhoria na performance dos times dificilmente atingirão os resultados desejados.

Por isto mesmo, deve-se focar justamente no equilíbrio, na conciliação entre os resultados a serem alcançados, a partir dos objetivos bem definidos.

Resultados versus objetivos: devemos concilia-los

Por mais que você não seja um designer em educação corporativa, certamente tem a noção de que um dos segredos para engajar sua equipe no processo de mudança é conciliar os objetivos estratégicos com os resultados desejados.

Sabemos das dificuldades que há para os gestores de equipes e demais líderes no desenvolvimento de times, para fazer com que as pessoas possam compreender claramente os objetivos e atingir os resultados desejados. Especialmente, quando isso exige novos aprendizados, ou seja, necessitam ser criados novos conhecimentos, que hoje não estão presentes na cultura da empresa ou mesmo do seu time. 

Porém, o seu foco enquanto líder de um time é analisar, pensar e construir experiências para proporcionar um ambiente criativo, inovador e colaborativo na sua empresa.

Isto acontece quando você consegue conciliar bem os objetivos que você necessita que o time alcance, com os devidos resultados aguardados.

Para tanto não esqueça de considerar os pilares ARCS – Attencion (atenção); Relevance (relevância); Confidence (confiança); e, Satisfaction (satisfação) – em todos os seus processos de gestão de pessoas, especialmente na educação corporativa.

Ah, não esqueça também que quando estamos tratando da aprendizagem de adultos, há a necessidade de conciliar teoria e prática, com a utilização de tecnologias assertivas e inovadoras.

De qualquer forma, desde já, analise, faça suas considerações e avalie o que pode ser mudado na sua empresa, no seu time para que sejam atingidos os resultados desejados e que haja ganho para todas as partes envolvidas.

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O papel da família na Educação Infantil, por Luana Polon

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Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, em seu artigo primeiro “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.
Isso significa que os processos educativos e de aprendizagem não são exclusividade dos ambientes formativos oficiais, como as escolas, mas estão permeados por uma complexa gama de agentes, e um deles é a família.
O papel da família é importante em todos os momentos da vida de um indivíduo, porém, se faz ainda mais essencial nos primeiros momentos do desenvolvimento de um ser humano, caracterizados pela infância.
O momento escolar da Educação Infantil é o contato da criança com novos e instigantes conhecimentos, mas é também um dos primeiros confrontos com a diversidade, com os limites impostos pela sociedade, com as noções do que é moralmente correto segundo os padrões sociais.
E se a família não for uma aliada da escola neste momento, podem surgir alguns problemas, como a falta de respeito com os professores e colegas, o não reconhecimento dos limites e das regras do ambiente escolar, bem como a resistência diante do que é novo para a criança.
O artigo segundo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) estabelece que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Desta forma, tendo como base a legislação brasileira, é possível perceber que as instituições formais de educação devem trabalhar de forma inter-relacionada com as famílias, de modo que os indivíduos possam alcançar a plenitude de seu desenvolvimento.
A Educação Infantil é o primeiro momento da Educação Básica, e abrange a formação das crianças de zero a três anos na creche e de quatro e cinco anos na pré-escola. Este momento formativo é essencial para que seja alcançado o princípio do desenvolvimento pleno do sujeito, e abarca os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais.
Através disso, pode-se perceber que diante da complexidade da formação plena do indivíduo, a escola, enquanto instituição formal, não tem as condições necessárias para integralizar de forma concreta todos os aspectos deste processo formativo. Por isso, a presença e atuação da família são fundamentais neste momento da vida escolar.
O papel de cada uma destas instituições – escola e família – por vezes parece estar distorcido na sociedade brasileira, de modo que se exige das escolas funções que não lhe cabem diante da legislação que embasa a educação no país.
Por isso, é necessário que se tenha clareza de que a família é a principal responsável pela educação das crianças, pois é a primeira instituição social a qual os indivíduos são integrados.
A escola é um espaço formal de aprendizagem, onde são socializados os conhecimentos produzidos cientificamente, e onde as crianças vivenciarão com maior intensidade os contatos e conflitos com outro. Por isso, a escola é também um ambiente de constituição da identidade do sujeito.
As famílias não podem delegar apenas às escolas a educação de seus filhos, pois isso seria aceitar que uma instituição coletiva escolhesse totalmente os rumos da formação das crianças.
As famílias precisam trabalhar de forma integrada com as escolas, de modo que os conhecimentos teóricos tenham um significado na vida cotidiana das crianças.
Essa inter-relação entre a escola e as famílias é a base para que a educação alcance o ideal da formação plena do sujeito, e isso ocorre em todo o processo educativo, seja dentro ou fora da escola. Por isso, a presença da família é essencial em todos os momentos da formação, mas é especialmente necessária na Educação Infantil.

Referências
BRASIL. Presidência da República. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 05 jun. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação-MEC. Educação Integral. Educação Infantil. Disponível em: http://educacaointegral.mec.gov.br/educacao-infantil. Acesso em 05 jun. 2019.
*Texto originalmente publicado no site educacional “Educa Escola”.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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A importância do planejamento na agropecuária

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Há muito se fala, da importância do planejamento de atividades, insumos e comercialização na produção agropecuária.

Cada vez mais, passa safra, vem safra, vemos nossas margens, nossa rentabilidade cada vez menores e cada vez mais, se faz necessário atentarmos a esta prática simples, mas que permitirá retornarmos a ter uma lucratividade em nossa propriedade rural. Percebe-se que o endividamento no campo, cresce, devido a alguns fatores importantes, como a baixa rentabilidade que a produção primeira revela, por causa dos altos custos de produção e a venda de seus produtos no seu preço não ideal e a não realização do planejamento de atividades, custos e venda.
Aliás, o assunto endividamento, volta a pauta, pois visualizamos novo período de dificuldades extremas na agropecuária, muito em breve, se não tomarmos atitudes importantes e que determinarão nosso futuro no campo. Mas isso será tema de outra matéria, com base em estudo mais aprofundados.

Identificamos com base em nossa consultoria com os produtores rurais, assistidos pela EPAGRE Projetos e Assistência Técnica Ltda, que hoje atende quase 1500 clientes em mais de 30 municípios gaúchos, a falta do planejamento de sua produção, para a safra atual e futura. Hoje estamos alicerçados e praticamente “presos” a produção de um único produto: a Soja, assim, como antigamente nossos pais e avós, onde a base da produção era o trigo e a suinocultura, onde muitas famílias fizeram fortuna, adquirindo extensões de terras, com os ganhos nestas atividades.

Identificamos a importância extrema em avaliarmos a produção ou a exploração de mais, ou outras atividades. As boas práticas agrícolas, que se aprende nos cursos técnicos ou na graduação, é praticamente extinta em nosso meio. É compreensível, pois o produtor rural atual se prende ao fato que é na escala maior de produção, que terá maior rentabilidade, que não deixa de ser um pensamento de certa forma correto, mas que não traduz o perfeito equilíbrio.
Falando nas atividades exploradas no verão, onde o principal produto é a soja, vemos uma atividade importante, o milho, esquecido. Importante, pois além de ser uma válvula de escape ou outra “veia de produção”, onde bem manejada, possibilita uma entrada de recurso no fluxo de caixa antes que a soja (normalmente em janeiro) e ainda possibilita a implantação de safrinha, que pode ser o próprio milho novamente ou até mesmo o feijão (comida nossa do dia-a-dia) esquecido por muitos.

Identificamos cada vez mais, o desestímulo da produção no inverno, com nossas culturas de trigo, cevada, canola e as aveias (preta e branca). Muitos avaliam somente sua rentabilidade negativa, como principal fator a direcionar o desestímulo do plantio, deixando assim, nossas coxilhas vazias, sem nada a produzir. Lembramos, que nas atividades de inverno, não somente deve-se avaliar a rentabilidade logo após a colheita. Precisa-se avaliar os demais benefícios que as atividades proporcionam, como o manejo da próxima cultura que fica mais facilitado, a sobra de fertilizantes no solo, a palhada que fica em cobertura e até mesmo o controle de ervas daninhas, que se eliminam muito mais facilmente. Deixando novamente de ter uma entrada de recursos em nosso fluxo de caixa, em período onde não se tem receita (novembro e dezembro – NATAL).

Ora, mas por qual razão explorara estas atividades que nos deixam rastros de prejuízo e aumentam nosso endividamento? Será?

Bem planejadas estas atividades, podem sim, ser alvos de rentabilidade ao setor primeiro. Precisamos focar em três situações. Primeiro, é a fixação do custo de produção; Segundo, a garantia da comercialização do produto, através de mecanismos de comercialização que pode ser até mesmo hedging ou opções de venda; Terceira, e a mais importante é limitar outro risco a nossa produção que é o clima, onde neste fator, encontramos no seguro agrícola nosso aporte.
Assim, o produtor fica “blindado” frente as principais intercorrências, como o preço e o clima. Com uso destas ferramentas, minimiza estes riscos, garantindo assim a rentabilidade positiva.

Lembrando que para isso, o planejamento é fundamental. Ainda antes do final da colheita do verão, é necessário avaliar vários e diversos fatores, como mercado de produtos e insumos, clima, a condição da propriedade, localização, política agrícola, etc., para melhor identificar o caminha a seguir naquela safra e a futura, pois quando falamos em planejamento, devemos pensar em curto, médio e longo prazo.

Mas não só de grãos, vive nossa região. Aliás, destaca-se muito em nosso Estado, a produção pecuária, principalmente o leite. Atividade sagrada, que em muitos casos, é o sustento mensal no campo.
O leite traz entradas mensais de recursos financeiros no fluxo de caixa da propriedade, com isso, o produtor paga sua conta de luz, faz o mercado, abastece seus veículos, enfim, faz a roda da economia girar no município. Gerando renda em vários segmentos na cidade, principalmente aos que trabalham com o agronegócio.

Assim como os grãos, o setor leiteiro está com sua rentabilidade afetada, principalmente aos que tecnificaram sua produção para outros sistemas, onde o custo se elevou e a necessidade de maiores investimentos é constante. Por outro lado, aos que produzem de forma mais rústica, conseguem manter a propriedade e ter uma rentabilidade maior.
Para todos os caminhos, seja para custear a produção ou na aquisição de novas tecnologias, máquinas, implementos e equipamentos, podemos contar com o aporte de financiamento junto as instituições financeiras, que assim como os demais fatores, precisam ser avaliados com cautela. Saber qual a linha de financiamento acessar, qual o prazo, juros, mitigadores de riscos, são tão ou mais importantes do que os demais.
Muitos, na ansiedade ou sem orientação profissional fazem negociações que podem ser cruciais, para o andamento de suas atividades na propriedade rural, não só agora, mas com impactos profundos no futuro, principalmente em períodos de dificuldades ou de frustrações de safra.

Muitos outros assuntos relevantes a perpetuidade da propriedade e da produção precisam ser tratados, podemos ainda mencionar o endividamento agrícola e a sucessão familiar. Mas certamente será tema de nosso relato, em outra oportunidade, assim que convidados por este meio de comunicação.

Para tudo que foi tratado neste artigo, o produtor rural pode contar com a equipe de técnicos e gestores da EPAGRE Projetos e Assistência Técnica, que possui mais de 30 anos de experiência no crédito de financiamento e na orientação ao produtor rural, trazendo benefícios, rentabilidade e consequentemente maior qualidade de vida no campo.

Grande abraço e até a próxima.

Marcio André Ücker

Bel. Em Gestão de Empresas Rurais
Sócio proprietário da EPAGRE PROJETOS E ASSISTÊNCIA TÉCNCNICA

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