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Paramos de aprender em algum momento da vida?

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Para começar esta reflexão, peço que pare por um instante o que estiver fazendo e pense se você aprendeu algo novo hoje. Acredito que a resposta para minha pergunta seja “Sim, eu aprendi algo novo hoje”. Isso ocorre porque estamos o tempo todo em contato com informações e acontecimentos, seja em nossas casas quando assistimos aos noticiários logo cedo, quando nos deparamos com algo diferente em nosso trabalho, em uma conversa com a família no horário do almoço, nas instituições formais de ensino e também na internet. O fato é que mesmo com a idade avançando, nós nunca paramos de aprender. Para que haja um adequado desenvolvimento da estrutura e das funções cerebrais é necessária uma atenção no período da infância, especialmente no que tange a nutrição, ao lúdico, ao afeto e aos recursos disponíveis ao desenvolvimento da criança. O fenômeno que permite que nós continuemos aprendendo por toda vida chama-se plasticidade cerebral. Este caracteriza-se pela capacidade do Sistema Nervoso Central de modificar sua estrutura e seu funcionamento de acordo com o tempo e os acontecimentos na vida de cada pessoa. É, basicamente, uma adaptação neuronal.

Nosso corpo é um mecanismo inteligente que tem a capacidade de se regenerar sempre que necessário. É por isso que quando sofremos algum trauma físico, como uma fratura, nosso corpo promove as interações necessárias para se reconstituir. Isso pode ocorrer de forma satisfatória – quando o membro fraturado é operado, engessado, imobilizado – ou de forma precária e improvisada, quando a pessoa não vai ao médico e deixa que o osso cole sozinho, por exemplo, podendo ficar com graves lesões. Ainda assim, o corpo conseguiu se regenerar. Isso ocorre o tempo todo com nosso cérebro também. Provavelmente você já ouviu falar de pessoas que nasceram com alguma deficiência, visual, por exemplo, e que mesmo assim conseguiam fazer praticamente todas as coisas que as demais pessoas faziam. Isso ocorre devido ao poder do cérebro de encontrar alterativas quando algum dos sentidos não está funcionando adequadamente.

É uma adaptação natural promovida pelo cérebro. O mesmo ocorre com pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas que com o tempo, e muita persistência, puderam contornar as lesões sofridas, voltando a ter uma vida o mais próximo do estado anterior possível. Nem sempre, no entanto, essa regeneração é completa. Nosso cérebro é incrível em criar alternativas diante de alguma limitação. A capacidade de aprender está sempre presente na vida das pessoas. Isso não significa que todos aprenderão da mesma forma, mas que com os estímulos adequados, principalmente na infância e adolescência, os mecanismos da aprendizagem acontecerão de modo mais eficaz. Estamos sempre aprendendo, independente da idade que tenhamos alcançado. Aprender não necessariamente está ligado ao conceito formal e institucional da aprendizagem (escola, cursos, graduação), pois a aprendizagem acontece em todos os momentos. A plasticidade cerebral permite que mudemos de opinião, de gostos, de percepções, e nos possibilita perceber alternativas onde antes não as enxergávamos. Não paramos de aprender mesmo quando envelhecemos, pois nosso cérebro continua processando as informações recebidas e as sensações vivenciadas através da comunicação entre os neurônios, processo chamado de sinapses.

Quanto mais aprendemos ao longo da vida, mais qualidade nestas interações cerebrais teremos no futuro. O processo da aprendizagem é tão imperceptível quanto a respiração, acontece a todo momento, sem que estejamos pensando sobre isso. Os conhecimentos adquiridos em um dado momento da vida, sejam eles formais ou informais, poderão ser úteis ou não em momentos posteriores, pois o cérebro promove processos de reciclagem o tempo todo, e aquilo que não é mais importante num dado momento é deixado em um segundo plano. Ainda assim, estes conhecimentos podem ser novamente acessados sempre que necessário, embora nem sempre com a mesma clareza. Um exemplo disso é a famosa frase de que “é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece!”. Quem aprendeu, após algum tempo de treino, poderá novamente andar.

Tudo por conta da plasticidade cerebral, seu poder de remodelar a atividade neuronal, para que possamos continuar aprendendo a vida toda, resgatando memórias e habilidades, mudando concepções e prioridades. Quanto mais exercitamos nosso cérebro, maior será sempre nosso leque de conhecimentos e possibilidades! 

Luana Caroline Kunast Polon é Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica, Mestre e Licenciada em Geografia. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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O que são países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos?

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Por vários fatores – históricos, culturais, físicos, religiosos, econômicos e sociais – os países do mundo apresentam níveis diferentes de desenvolvimento. É comum ouvirmos falar em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos, e estes conceitos já foram amplamente discutidos por especialistas. Principalmente a noção de subdesenvolvimento é bastante questionada, já que entende que os países em questão não apresentam qualquer nível de evolução. Da mesma forma, questionam-se os critérios utilizados para afirmar se um país é ou não emergente.

De qualquer forma, algumas características são comumente aceitas para se referir ao nível de desenvolvimento dos países no globo. As três categorias – desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos – são estados atuais das condições socioeconômicas, embora sejam também situações passíveis de mudanças ao longo do tempo. Basicamente, entende-se que países desenvolvidos sejam aqueles que tenham um Índice de Desenvolvimento Humano-IDH elevado frente aos demais países; uma distribuição de renda justa entre as pessoas; níveis de escolaridade elevados; acesso aos recursos de saúde; alta expectativa de vida da população; baixíssimos índices de mortalidade infantil; desemprego dentro das médias consideradas como aceitáveis economicamente; desenvolvimento tecnológico de destaque em várias áreas produtivas; renda per capita elevada; Produto Interno Bruto-PIB com destaque no cenário internacional; economia sólida nos três setores (primário, secundário e terciário); destaque nas negociações comerciais mundiais; setor industrial moderno e bem diversificado; agropecuária desenvolvida de modo intensivo; sistemas interligados de transportes e comunicações; elevados índices de urbanização e consequente redução da população rural; acesso ao saneamento básico e boas condições de habitação; crescimento populacional lento ou estagnado (baixas taxas de natalidade e alta expectativa de vida).

Já os países emergentes, também chamados de países em desenvolvimento, são caracterizados por um padrão de vida da população entre baixo e médio, com apenas uma pequena porção das pessoas com elevado padrão de vida; melhoria nas condições de vida da população refletida em indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano-IDH; setor industrial em expansão, geralmente concentrado em alguma área, como o agronegócio; crescimento e melhoria da infraestrutura do país, como portos, rodovias, aeroportos, sistemas de comunicação; atração do capital estrangeiro diante de setores produtivos em expansão; presença de empresas multinacionais através de suas filiais; geração de empregos; menores taxas de analfabetismo; aumento da expectativa de vida da população; redução dos índices de pobreza e desnutrição e consequente queda das taxas de mortalidade infantil; saída massiva de pessoas do campo em direção às cidades, especialmente para trabalhar nas indústrias, com isso, há o aumento da urbanização.

Os países subdesenvolvidos são aqueles caracterizados por uma grande dependência econômica e cultural em relação aos países já desenvolvidos; são normalmente países que tiveram uma colonização voltada para a exploração dos recursos naturais e da mão-de-obra existente no território; a economia tem como base o setor primário, como a agricultura e a pecuária; as relações comerciais internacionais são desfavoráveis, de modo que exportam produtos primários (baratos) e importam tecnologias (caras); os níveis de desemprego e subemprego são elevados; há uma urbanização evidente, mas não planejada, e os problemas urbanos são graves (favelização, falta de infraestrutura, congestionamento, falta de saneamento básico, violência urbana, poluição); elevada desigualdade social; altas taxas de natalidade; elevadas taxas de mortalidade infantil; baixa expectativa de vida; baixos índices de escolaridade e falta de qualificação profissional da população; baixos índices de industrialização; infraestruturas precárias, como rede de transportes e comunicações; agropecuária extensiva, baixa produtividade e pouca mecanização. Para serem enquadrados em um dos três grupos – desenvolvidos, emergentes ou subdesenvolvidos – os países não precisam, obrigatoriamente, ter todas as condições citadas. Estas caracterizações são mutáveis e dependem dos contextos históricos, por isso, nem sempre é tarefa fácil definir a qual dos grupos um país pertence. Observando estas especificações, por exemplo, em qual dos três conceitos o Brasil poderia ser enquadrado? Para pensar, não?! 

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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A importância do crédito de custeio para a economia local

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O que é crédito de custeio? Aos que não trabalham em alguma área do agronegócio, fica difícil entender. Mas aqui, iremos explanar o que é o crédito de custeio e sua importância na economia local.
Neste período, vemos um intenso movimento, junto às instituições bancárias, principais financiadoras do agronegócio, como Banco do Brasil, Sicredi, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Bradesco e a mais recente Sicoob, de produtores rurais, buscando o crédito de custeio.
O crédito de custeio serve para que o produtor rural, financie sua atividade, que pode ser agrícola (soja, milho, trigo, cevada, canola, aveia) ou pecuária (leiteira, bovinos de corte ou suinocultura).
Sabemos que em toda e qualquer atividade que exploramos, seja no meio urbano, ou rural possuímos custos com insumos e serviços. No caso específico que estamos tratando, o crédito rural é aplicado ao financiamento destes insumos e serviços, necessários para a formação de uma boa lavoura, ou a produção pecuária, na propriedade rural.
O produtor rural, quando busca este crédito junto aos bancos, precisa antes de tudo, fazer o planejamento e o projeto de financiamento com uma empresa e um técnico habilitado. Lá, são informados ao banco, vários dados, como por exemplo, áreas de exploração que pode ser próprio ou arrendado, produções passadas, previsão de produção futura, garantias, etc.
Após a contratação do custeio pelo banco, o recurso é liberado ao produtor, e é neste, o momento mais importante, pois o produtor rural vai às compras dos insumos necessários à formação da lavoura ou a manutenção de animais na propriedade.
A partir daí, inicia-se a uma fase onde vê-se todas as empresas, cooperativas, cerealistas, além de postos de combustíveis, lojas agropecuárias, enfim, vários segmentos da economia do município, concentrando a maior e grande fatia da venda de produtos e serviços.
Claro que não só neste período isto acontece, mas concentra-se em função da contratação do crédito de custeio junto ás instituições financeiras.
É neste momento, que a roda da economia do município, ou da nossa região, gira mais forte, com maior intensidade, pois estas empresas, cooperativas, cerealistas e profissionais liberais, que vendem insumos e serviços aos produtores rurais, também precisam de insumos e serviços. Os funcionários e gestores, que recebem seus proventos compram, investem, gastam estes recursos no mercado local ou regional, seja com produtos ou serviços.
Portanto, devido a estes principais fatores, que destacamos a importância da contratação e liberação dos recursos de crédito de custeio, para alavancar a produção primária e fazer com que a economia local e regional se fortaleça.

Para maiores informações, coloco toda nossa equipe de técnicos a disposição.
Grande abraço e até a próxima.

Marcio André Ücker
Especialista em Gestão e Economia: Agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
Bel. Gestão de Empresas Rurais pela Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ
Consultor em Gestão, Economia e Fomento a produção agropecuária
Sócio proprietário da EPAGRE Projetos e Assistência Técnica Ltda

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Conceito de Desenvolvimento Sustentável, por Luana Polon

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O Desenvolvimento Sustentável é um conceito que tem em si uma mudança de pensamento e de práticas. Este conceito abrange a possibilidade do crescimento econômico, no entanto, sempre priorizando o desenvolvimento social como um todo. Ou seja, ele entende que é necessário e importante que os países continuem tendo suas economias em crescimento. No entanto, precisam também pensar no desenvolvimento social, no aumento de qualidade de vida para as pessoas, na inclusão, igualdade, cumprimento de direitos, numa melhoria geral da sociedade. Além disso, este conceito entende que o desenvolvimento de hoje não pode comprometer o desenvolvimento das gerações que virão no futuro. Estas novas gerações também precisam ter condições de se desenvolver, e para isso, carecem dos recursos naturais e de qualidade ambiental. Este conceito é importante porque supera a ideia de crescimento econômico propriamente dito.

O crescimento econômico leva em consideração dados monetários, mas não considera o bem-estar da população, nem tampouco os custos ambientais. Assim, crescer economicamente não é sinônimo de desenvolvimento. Isso porque existem muitos custos envolvidos no crescimento econômico, como a degradação ambiental, o acirramento das desigualdades sociais, a exploração do trabalhador, o endividamento, as doenças causadas pela exploração ambiental, dentre outros. O Desenvolvimento Sustentável é importante para que a geração atual tenha uma vida com dignidade, mas sem comprometer as condições de existência das gerações que virão futuramente. É, assim, um conceito que deve superar a teoria, e ser colocado diariamente em prática através de ações individuais e coletivas. As mudanças para que os objetivos do Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados vão desde ações individuais, coletivas, até medidas políticas, acordos internacionais e mesmo punições. É necessário um comprometimento por parte dos representantes dos países do mundo, pois em parte são eles que criarão as bases para as mudanças no coletivo. Já as mudanças individuais dependem de cada um, no seu ambiente doméstico, na sua forma de pensar, de agir socialmente e com relação ao meio ambiente. São mudanças que envolvem questões políticas e acordos internacionais: acabar com a pobreza em todas as suas formas, dando para isso as condições necessárias para que as pessoas não passem nenhum tipo de privação. Ainda, acabar com a fome no mundo, incentivando práticas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, dando prioridade para tipos de agricultura como a familiar, orgânica, agroecológica. Isso as pessoas e coletivos também podem fazer, escolhendo modos conscientes de consumo. Ainda, assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, a qual é uma medida que depende de programas governamentais de acesso aos recursos de saúde. Assegurar inclusão na educação, bem como oportunidades de aprendizagem durante toda a vida, um objetivo que depende de políticas públicas na área educacional, e não apenas da vontade individual. Alcançar a igualdade de gênero, empoderar as mulheres e meninas, que é uma questão que envolve uma mudança de pensamento social, e que deve ser pauta das mais diversas discussões em todos os espaços. As mulheres devem ter papel ativo em qualquer sociedade. Gestão sustentável da água e saneamento, objetivos que dependem de programas governamentais, o mesmo ocorre com acesso à energia para todos. Além disso, trabalho decente para todos, incentivo à inovação, redução das desigualdades sociais, cidades inclusivas e seguras e produção sustentável.

Medidas relacionadas ao clima, políticas de conservação dos recursos hídricos, e dentre muitas outras questões permeadas pelo Desenvolvimento Sustentável e que dependem de uma mudança no pensamento coletivo para que possam ser efetivamente praticadas com resultados positivos. São exemplos de Desenvolvimento Sustentável: Uso de fontes de energia renováveis e limpas; Racionalização e controle da exploração dos recursos minerais, já que estes são finitos; Reciclagem do lixo, reaproveitamento, compostagem, destinação correta dos materiais não recicláveis; Uso de meios de transporte sustentáveis, como bicicletas, transporte coletivo, sistema de caronas; Uso consciente dos recursos hídricos e também o Reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

*** Texto adaptado a partir de artigo publicado no site Estudo Prático: https://www.estudopratico.com.br/desenvolvimento-sustentavel/

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com

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Resultados versus objetivos: estratégias para uma empresa inteligente, Valeska Schwanke

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Como equilibrar resultados versus objetivos estratégicos? Esta, sem dúvidas, é uma das questões que estão na mente dos líderes empresariais, independentemente do porte da sua empresa ou sua área de atuação.

Executar estratégias em uma Learning Organization, ou seja, aquela organização que aprende e que pode ser denominada como uma empresa inteligente, deve ser uma ação coordenada e muito bem planejada.

Por quê?

Ao possibilitar à organização um espaço privilegiado que viabilize do desenvolvimento das 05 disciplinas determinadas por Peter Senge como essenciais para ter uma organização que aprende, quais sejam: domínio pessoal, modelos mentais, objetivos comuns, aprendizado em grupo e pensamento sistêmico, qualquer desenho e execução de estratégia necessitam ser coerentes e gerar valor para todo o ecossistema empresarial.

Compartilho isso com você, pois tomei ciência de um artigo escrito por Simon Horan e Michael Connerty e pubicado pela Harvard Business Review, sob o título: “A boa execução de estratégia exige o equilíbrio de 4 tensões“.

Assim, vamos tratar, brevemente, sobre a relação entre as estratégias da sua empresa e os objetivos estratégicos definidos para ela.

A inteligência de equilibrar resultados versus objetivos

No artigo que citei, publicado na Harvard Business Review, os autores identificam quatro tensões que podem prejudicar a execução de uma boa estratégia.

Recomendo que, se possível, você possa ler o artigo. Nele, além das explicações das tensões, há um case explicativo. que enriquece bastante o entendimento.

De qualquer maneira, para poder fazer a relação desejada neste momento, transcreverei parte do que os autores trabalham com exaustão.

Tensão: um resultado final inspirador versus um objetivo inspirador

Conforme os autores, há a necessidade em equilibrar a motivação pelos resultados com o entendimento dos objetivos.

Perceba que, quando o aprendiz é um adulto, necessariamente ele deve entender o “porquê” está fazendo tal ação e desejar ardentemente fazer isso. Do contrário, sua performance estará comprometida.

Caso isso não ocorra, é normal que ocorram frustrações. Estas frustrações são recorrentes no processo de aprendizagem dos adultos. Especialmente, quando há o desequilíbrio em quatro pilares fundamentais da aprendizagem de adultos, que chamamos de ARCS:

Attencion (atenção);

Relevance (relevância);

Confidence (confiança); e,

Satisfaction (satisfação).

Quando estas estratégias de aprendizagem são “esquecidas” ou até menosprezadas pela equipe da Gestão Estratégica de Pessoas, todos os planejamentos para a melhoria na performance dos times dificilmente atingirão os resultados desejados.

Por isto mesmo, deve-se focar justamente no equilíbrio, na conciliação entre os resultados a serem alcançados, a partir dos objetivos bem definidos.

Resultados versus objetivos: devemos concilia-los

Por mais que você não seja um designer em educação corporativa, certamente tem a noção de que um dos segredos para engajar sua equipe no processo de mudança é conciliar os objetivos estratégicos com os resultados desejados.

Sabemos das dificuldades que há para os gestores de equipes e demais líderes no desenvolvimento de times, para fazer com que as pessoas possam compreender claramente os objetivos e atingir os resultados desejados. Especialmente, quando isso exige novos aprendizados, ou seja, necessitam ser criados novos conhecimentos, que hoje não estão presentes na cultura da empresa ou mesmo do seu time. 

Porém, o seu foco enquanto líder de um time é analisar, pensar e construir experiências para proporcionar um ambiente criativo, inovador e colaborativo na sua empresa.

Isto acontece quando você consegue conciliar bem os objetivos que você necessita que o time alcance, com os devidos resultados aguardados.

Para tanto não esqueça de considerar os pilares ARCS – Attencion (atenção); Relevance (relevância); Confidence (confiança); e, Satisfaction (satisfação) – em todos os seus processos de gestão de pessoas, especialmente na educação corporativa.

Ah, não esqueça também que quando estamos tratando da aprendizagem de adultos, há a necessidade de conciliar teoria e prática, com a utilização de tecnologias assertivas e inovadoras.

De qualquer forma, desde já, analise, faça suas considerações e avalie o que pode ser mudado na sua empresa, no seu time para que sejam atingidos os resultados desejados e que haja ganho para todas as partes envolvidas.

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O papel da família na Educação Infantil, por Luana Polon

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Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, em seu artigo primeiro “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.
Isso significa que os processos educativos e de aprendizagem não são exclusividade dos ambientes formativos oficiais, como as escolas, mas estão permeados por uma complexa gama de agentes, e um deles é a família.
O papel da família é importante em todos os momentos da vida de um indivíduo, porém, se faz ainda mais essencial nos primeiros momentos do desenvolvimento de um ser humano, caracterizados pela infância.
O momento escolar da Educação Infantil é o contato da criança com novos e instigantes conhecimentos, mas é também um dos primeiros confrontos com a diversidade, com os limites impostos pela sociedade, com as noções do que é moralmente correto segundo os padrões sociais.
E se a família não for uma aliada da escola neste momento, podem surgir alguns problemas, como a falta de respeito com os professores e colegas, o não reconhecimento dos limites e das regras do ambiente escolar, bem como a resistência diante do que é novo para a criança.
O artigo segundo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) estabelece que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Desta forma, tendo como base a legislação brasileira, é possível perceber que as instituições formais de educação devem trabalhar de forma inter-relacionada com as famílias, de modo que os indivíduos possam alcançar a plenitude de seu desenvolvimento.
A Educação Infantil é o primeiro momento da Educação Básica, e abrange a formação das crianças de zero a três anos na creche e de quatro e cinco anos na pré-escola. Este momento formativo é essencial para que seja alcançado o princípio do desenvolvimento pleno do sujeito, e abarca os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais.
Através disso, pode-se perceber que diante da complexidade da formação plena do indivíduo, a escola, enquanto instituição formal, não tem as condições necessárias para integralizar de forma concreta todos os aspectos deste processo formativo. Por isso, a presença e atuação da família são fundamentais neste momento da vida escolar.
O papel de cada uma destas instituições – escola e família – por vezes parece estar distorcido na sociedade brasileira, de modo que se exige das escolas funções que não lhe cabem diante da legislação que embasa a educação no país.
Por isso, é necessário que se tenha clareza de que a família é a principal responsável pela educação das crianças, pois é a primeira instituição social a qual os indivíduos são integrados.
A escola é um espaço formal de aprendizagem, onde são socializados os conhecimentos produzidos cientificamente, e onde as crianças vivenciarão com maior intensidade os contatos e conflitos com outro. Por isso, a escola é também um ambiente de constituição da identidade do sujeito.
As famílias não podem delegar apenas às escolas a educação de seus filhos, pois isso seria aceitar que uma instituição coletiva escolhesse totalmente os rumos da formação das crianças.
As famílias precisam trabalhar de forma integrada com as escolas, de modo que os conhecimentos teóricos tenham um significado na vida cotidiana das crianças.
Essa inter-relação entre a escola e as famílias é a base para que a educação alcance o ideal da formação plena do sujeito, e isso ocorre em todo o processo educativo, seja dentro ou fora da escola. Por isso, a presença da família é essencial em todos os momentos da formação, mas é especialmente necessária na Educação Infantil.

Referências
BRASIL. Presidência da República. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 05 jun. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação-MEC. Educação Integral. Educação Infantil. Disponível em: http://educacaointegral.mec.gov.br/educacao-infantil. Acesso em 05 jun. 2019.
*Texto originalmente publicado no site educacional “Educa Escola”.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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A importância do planejamento na agropecuária

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Há muito se fala, da importância do planejamento de atividades, insumos e comercialização na produção agropecuária.

Cada vez mais, passa safra, vem safra, vemos nossas margens, nossa rentabilidade cada vez menores e cada vez mais, se faz necessário atentarmos a esta prática simples, mas que permitirá retornarmos a ter uma lucratividade em nossa propriedade rural. Percebe-se que o endividamento no campo, cresce, devido a alguns fatores importantes, como a baixa rentabilidade que a produção primeira revela, por causa dos altos custos de produção e a venda de seus produtos no seu preço não ideal e a não realização do planejamento de atividades, custos e venda.
Aliás, o assunto endividamento, volta a pauta, pois visualizamos novo período de dificuldades extremas na agropecuária, muito em breve, se não tomarmos atitudes importantes e que determinarão nosso futuro no campo. Mas isso será tema de outra matéria, com base em estudo mais aprofundados.

Identificamos com base em nossa consultoria com os produtores rurais, assistidos pela EPAGRE Projetos e Assistência Técnica Ltda, que hoje atende quase 1500 clientes em mais de 30 municípios gaúchos, a falta do planejamento de sua produção, para a safra atual e futura. Hoje estamos alicerçados e praticamente “presos” a produção de um único produto: a Soja, assim, como antigamente nossos pais e avós, onde a base da produção era o trigo e a suinocultura, onde muitas famílias fizeram fortuna, adquirindo extensões de terras, com os ganhos nestas atividades.

Identificamos a importância extrema em avaliarmos a produção ou a exploração de mais, ou outras atividades. As boas práticas agrícolas, que se aprende nos cursos técnicos ou na graduação, é praticamente extinta em nosso meio. É compreensível, pois o produtor rural atual se prende ao fato que é na escala maior de produção, que terá maior rentabilidade, que não deixa de ser um pensamento de certa forma correto, mas que não traduz o perfeito equilíbrio.
Falando nas atividades exploradas no verão, onde o principal produto é a soja, vemos uma atividade importante, o milho, esquecido. Importante, pois além de ser uma válvula de escape ou outra “veia de produção”, onde bem manejada, possibilita uma entrada de recurso no fluxo de caixa antes que a soja (normalmente em janeiro) e ainda possibilita a implantação de safrinha, que pode ser o próprio milho novamente ou até mesmo o feijão (comida nossa do dia-a-dia) esquecido por muitos.

Identificamos cada vez mais, o desestímulo da produção no inverno, com nossas culturas de trigo, cevada, canola e as aveias (preta e branca). Muitos avaliam somente sua rentabilidade negativa, como principal fator a direcionar o desestímulo do plantio, deixando assim, nossas coxilhas vazias, sem nada a produzir. Lembramos, que nas atividades de inverno, não somente deve-se avaliar a rentabilidade logo após a colheita. Precisa-se avaliar os demais benefícios que as atividades proporcionam, como o manejo da próxima cultura que fica mais facilitado, a sobra de fertilizantes no solo, a palhada que fica em cobertura e até mesmo o controle de ervas daninhas, que se eliminam muito mais facilmente. Deixando novamente de ter uma entrada de recursos em nosso fluxo de caixa, em período onde não se tem receita (novembro e dezembro – NATAL).

Ora, mas por qual razão explorara estas atividades que nos deixam rastros de prejuízo e aumentam nosso endividamento? Será?

Bem planejadas estas atividades, podem sim, ser alvos de rentabilidade ao setor primeiro. Precisamos focar em três situações. Primeiro, é a fixação do custo de produção; Segundo, a garantia da comercialização do produto, através de mecanismos de comercialização que pode ser até mesmo hedging ou opções de venda; Terceira, e a mais importante é limitar outro risco a nossa produção que é o clima, onde neste fator, encontramos no seguro agrícola nosso aporte.
Assim, o produtor fica “blindado” frente as principais intercorrências, como o preço e o clima. Com uso destas ferramentas, minimiza estes riscos, garantindo assim a rentabilidade positiva.

Lembrando que para isso, o planejamento é fundamental. Ainda antes do final da colheita do verão, é necessário avaliar vários e diversos fatores, como mercado de produtos e insumos, clima, a condição da propriedade, localização, política agrícola, etc., para melhor identificar o caminha a seguir naquela safra e a futura, pois quando falamos em planejamento, devemos pensar em curto, médio e longo prazo.

Mas não só de grãos, vive nossa região. Aliás, destaca-se muito em nosso Estado, a produção pecuária, principalmente o leite. Atividade sagrada, que em muitos casos, é o sustento mensal no campo.
O leite traz entradas mensais de recursos financeiros no fluxo de caixa da propriedade, com isso, o produtor paga sua conta de luz, faz o mercado, abastece seus veículos, enfim, faz a roda da economia girar no município. Gerando renda em vários segmentos na cidade, principalmente aos que trabalham com o agronegócio.

Assim como os grãos, o setor leiteiro está com sua rentabilidade afetada, principalmente aos que tecnificaram sua produção para outros sistemas, onde o custo se elevou e a necessidade de maiores investimentos é constante. Por outro lado, aos que produzem de forma mais rústica, conseguem manter a propriedade e ter uma rentabilidade maior.
Para todos os caminhos, seja para custear a produção ou na aquisição de novas tecnologias, máquinas, implementos e equipamentos, podemos contar com o aporte de financiamento junto as instituições financeiras, que assim como os demais fatores, precisam ser avaliados com cautela. Saber qual a linha de financiamento acessar, qual o prazo, juros, mitigadores de riscos, são tão ou mais importantes do que os demais.
Muitos, na ansiedade ou sem orientação profissional fazem negociações que podem ser cruciais, para o andamento de suas atividades na propriedade rural, não só agora, mas com impactos profundos no futuro, principalmente em períodos de dificuldades ou de frustrações de safra.

Muitos outros assuntos relevantes a perpetuidade da propriedade e da produção precisam ser tratados, podemos ainda mencionar o endividamento agrícola e a sucessão familiar. Mas certamente será tema de nosso relato, em outra oportunidade, assim que convidados por este meio de comunicação.

Para tudo que foi tratado neste artigo, o produtor rural pode contar com a equipe de técnicos e gestores da EPAGRE Projetos e Assistência Técnica, que possui mais de 30 anos de experiência no crédito de financiamento e na orientação ao produtor rural, trazendo benefícios, rentabilidade e consequentemente maior qualidade de vida no campo.

Grande abraço e até a próxima.

Marcio André Ücker

Bel. Em Gestão de Empresas Rurais
Sócio proprietário da EPAGRE PROJETOS E ASSISTÊNCIA TÉCNCNICA

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O que é a Escola, qual sua função? [Luana Polon]

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A resposta para a pergunta “o que é a escola?” pode parecer óbvia, mas também pode vir carregada de generalizações, já que é uma questão que as pessoas não costumam fazer cotidianamente, ficando mais retida aos espaços de formação de profissionais da educação. Mas, o que afinal se pode entender como escola? Qual a função prática desta instituição na sociedade? A escola hoje ainda é importante na formação dos sujeitos?

O que é a escola, qual sua função?

Quando é realizado um exercício de pensamento mais profundo sobre a questão educacional e o papel da escola, a pergunta original deste artigo (o que é a escola?) não parece mais tão facilmente elucidável. Ao longo da história, a humanidade juntou uma ampla gama de conhecimentos sobre o mundo, os quais eram extremamente necessários para que as civilizações pudessem continuar existindo (por exemplo: quais plantas eram comestíveis e quais poderiam matar; qual o melhor momento para migrar, para plantar, etc.). Estes conhecimentos eram repassados entre as gerações através de teorias e de práticas, porém, sem que para isso existisse outra instituição além da família e da comunidade. Com isso, a humanidade criou um enorme arcabouço de conhecimentos ao longo de sua evolução, por isso, os seres humanos são chamados de sujeitos históricos, porque fazem parte de todo conhecimento construído ao longo da história. A palavra “escola” deriva do grego “scholé”, que significa “lugar do ócio”. Isso porque as pessoas iam à escola em seu tempo livre para aprender a pensar. O modelo atual de escola surge ainda no século XII na Europa, com professores como detentores do conhecimento e os alunos como aprendizes. Antes disso, já existiam métodos de socialização do conhecimento, porém em modelos informais. As instituições educacionais europeias daquele contexto estavam vinculadas à caridade católica, onde além de aprender a ler, escrever, contar, as crianças ainda tinham lições de catecismo. Esse modelo foi trazido ao Brasil pelos Padres Jesuítas da Companhia de Jesus ainda em 1549. A escola atualmente é fruto dos vários momentos pelos quais passou a educação brasileira, com diversos modelos metodológicos, correntes de pensamento, filosofias e psicologias da Educação. A escola é o espaço próprio da educação formal. As crianças chegam à Educação Básica já com vários conhecimentos formulados, mas é na escola onde serão socializados os conteúdos acumulados ao longo do tempo pelas várias gerações de seres humanos que habitaram o planeta Terra. Estes saberes foram agrupados em áreas do conhecimento, visando seu melhor aprofundamento, bem como uma mais eficaz socialização. No entanto, a escola é também o ambiente da construção de novos conhecimentos. É no ambiente escolar onde os alunos são instigados a pensar sobre os acontecimentos, bem como atribuir a estes suas próprias considerações e significações. Por isso, cada vez mais se busca a construção de uma escola em perfil democrático, onde haja a participação também das famílias e da comunidade em geral. Uma escola onde a pluralidade de ideias e de concepções pedagógicas esteja presente na prática cotidiana, garantindo a formação plena dos sujeitos no processo educativo. A escola é o espaço onde a diversidade se apresenta com maior intensidade, seja ela de modos pelos quais ver o mundo, de concepções religiosas, políticas, de entendimento das questões sociais, bem como em relação ao próprio jeito de ver as limitações e potencialidades do outro. O papel da escola na sociedade é o de permitir que os estudantes tenham acesso ao conhecimento acumulado historicamente. Ainda, que estes desenvolvam a capacidade de pensar criticamente sobre as coisas, posicionando-se sempre que necessário ou desejável. A escola é um ambiente de socialização e consequente modelamento da própria personalidade. As crianças aprendem em todos os lugares e situações, no entanto, é principalmente no ambiente da escola que elas terão a oportunidade de ter acesso a um mundo de conhecimentos, os quais foram constituídos no decorrer de todo processo histórico pelo qual a humanidade passou.

Referências
BRASIL. Presidência da República. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, DF: Presidência da República
BRASIL. Ministério Público Federal-MPF. Turminha do MPF. O que é a escola?

*Texto originalmente publicado no site educacional “Educa Escola”.
Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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A vida de um produtor de leite [Letícia Vargas]

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Você sabe de que lugar sai a caixinha de leite que compramos no supermercado? Quinze de Novembro, assim como boa parte da região, é uma cidade pequena e a maior parte da população conhece ou já ouviu falar das vacas leiteiras. Na capital do turismo regional a maior parte de sua terras são rurais, ou seja, grande parte da população se encontra no interior. A agropecuária familiar está muito presente nesses pedaços de terra e junto a elas as atividades leiteiras.

Nos 365 dias do ano, duas vezes por dia, o produtor de leite precisa ir ordenhar as vacas. Independente se tem chuva ou sol, se o clima está quente ou frio, com barro ou não; o produtor precisa ir até estrebaria e começar o seu trabalho. As vacas necessitam de rotinas e por isso os produtores possuem o horário da ordenha e da alimentação. As atividades costumam ser bem trabalhosas, são anos de dedicação para conquistar o resultado.
Na agropecuária familiar, os produtores costumam criar suas próprias vacas. Uma vaca demora em torno de dois anos e meio para estar pronta para a ordenha. São 30 meses de investimento sem gerar lucro nenhum. Além de possuir esses gastos, o produtor necessita produzir o alimento, comprar a ração, ter os gastos com higiene e remédio. O proprietário só recebe o valor gasto depois de um mês de trabalho. O produtor nunca tem certeza do valor que vai receber pelo seu produto. Ele não escolhe pelo valor que compra as mercadorias e muito menos pela qual vende o seu produto final.

Em países da Europa, como a Suíça, o planejamento de arrecadação do leite é feito por um ano inteiro, dando estabilidade para os produtores. No Brasil os pequenos produtores iniciam o ano sem saber qual será seu destino depois de 12 meses. Vários fatores atrapalham a estabilidade financeira dos produtores de leite. As importações, alta exagerada dos insumos, inflações e a lei da oferta e procura, são a itens que dificultam a vida de agropecuaristas.

Por que ser um produtor de leite em frente a tantas dificuldades? Apesar de ser um ramo difícil e bem trabalhoso, é possível definir em três palavras: horário, valor e amor. O produtor consegue fazer seu próprio horário, em caso das agropecuárias familiares, eles são seus próprios donos. Não é necessário ter uma hora exata para iniciar a tarefa, podendo equilibrar com as outras atividades do dia, lembrando sempre em suprir as necessidades das vacas. Diferente do milho, soja, frango e suíno, o leite é uma renda mensal. A cada 30 dias o produtor recebe pelo o que trabalhou, conseguindo manter suas contas e gastos. A última palavra é o amor. Fazer aquilo que gosta. Muitos dos produtores de leites carregam essa profissão de seus pais, produzindo no mesmo terreno que seus bisavôs trabalhavam. Levantar ao amanhecer nem sempre é um sacrifício, mas também um prazer de ver sua terra coberta de geada ou com um sol lindo do verão.

O que mantém muitos dos produtores de leite nesta profissão é a esperança por um futuro melhor. Atualmente o Brasil não possui leis que facilitam a caminhada dos produtores. A importação é um dos fatores que poderiam ser melhorados politicamente para dar mais voz aos produtos produzidos dentro do país. Apesar de possuir varias faltas governamentais, Quinze de Novembro facilita a vida dos produtores de leite. A prefeitura costuma auxiliar e dar apoio para serviços que a mesma tem condição de fazer.

As agropecuárias familiares mantém Quinze de Novembro em movimento. Sem eles não haveria compras mensais e muito menos a circulação de dinheiro na cidade.
Eles, assim como boa parte do país receber pouco apoio para continuar em sua profissão e para que a comunidade continue recebendo alimentos de boa qualidade é necessário apoiá-los e incentivá-los.

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O inverno no Sul do Brasil [por Luana Polon]

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O inverno no Hemisfério Sul começa no dia 21 de junho de 2019, e é o momento em que as temperaturas apresentam significativa queda em algumas regiões do Brasil, especialmente na região Sul do país, que é onde as mudanças trazidas pela estação se fazem mais evidentes. O inverno é a estação que sucede o outono e antecede a primavera, e se encerra no dia 23 de setembro. Todos os anos, essa época gera expectativas sobre como serão as condições no período do inverno, se será seco ou chuvoso, se haverá neve ou granizo, e como estas características afetarão as atividades humanas (agricultura, pecuária, turismo). A ocorrência do inverno está relacionada com a posição da Terra em relação ao Sol, e a consequente radiação solar que atinge cada região do globo.

Nesta época, por conta do eixo terrestre, os raios solares incidem de forma mais inclinada, com isso, os dias são curtos e frios. Quanto mais próxima dos polos terrestres uma região estiver, mais afastada ela ficará do Sol durante o inverno, e isso porque menor intensidade de luz solar ela receberá, e consequentemente mais fria será. Por isso mesmo é que as regiões mais próximas da Linha do Equador possuem temperaturas mais constantes, e estações do ano pouco definidas, muitas vezes caracterizadas por um período seco (inverno) e outro chuvoso (verão). Mas essas condições climáticas são muito variáveis em conformidade com cada local do globo, também com o relevo, o tipo de solos, as massas de ar atuantes, bem como a vegetação que recobre cada local.

O inverno no Sul do Brasil é o mais rigoroso diante das regiões do país, justamente porque quase toda a região (excetuando-se uma parte do Norte do Paraná) fica abaixo do Trópico de Capricórnio. Essa linha imaginária que corta o globo terrestre marca a entrada em uma região climática específica, que é a Zona Climática Temperada do Sul. O clima predominante na região Sul do Brasil é o Subtropical (abaixo do trópico), e é marcado pela presença de um inverno mais rigoroso do que no restante do país, cujas regiões estão sob o domínio da Zona Climática Tropical. O inverno da Região Sul do Brasil acaba sendo um grande atrativo turístico para a região, trazendo anualmente muitas pessoas que querem vivenciar uma experiência diferenciada. Juntamente com o frio, destacam-se as belas paisagens da região, a possibilidade de conhecer as cidades voltadas para o turismo (especialmente da Serra Gaúcha), degustar os vinhos e as comidas típicas regionais (pinhão, café colonial). Destaca-se ainda a possiblidade de neve durante o inverno, que é mais comum de ocorrer na região Sul do Brasil. Quando há neve, o potencial turístico da região se torna ainda maior, porque é uma oportunidade única para muitas pessoas de vivenciar este fenômeno natural. A neve é uma ocorrência meteorológica onde há a precipitação de flocos formados por cristais de gelo, podendo ela ser úmida ou seca. Esse fenômeno ocorre mais comumente nos planaltos serranos do Estado do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina e do Paraná. Mas existem casos isolados de neve no Brasil nos Estados de São Paulo, de Minas Gerais e ainda do Rio de Janeiro.

Na agricultura, as principais culturas de inverno na região Sul do Brasil são o trigo, a cevada, triticale, centeio, canola, aveia e ainda soja-região fria. O inverno da região Sul do Brasil tem muitos atrativos turísticos e coisas interessantes que dinamizam a região. No entanto, é também o período do ano em que a atenção à saúde é potencialmente elevada na região, especialmente diante das doenças que se manifestam com mais frequência nesta época, como gripes e problemas respiratórios (asma, bronquite, pneumonia). Pessoas em situação de rua, idosos, crianças e aqueles que já tem doenças preexistentes são os que mais sofrem nesta época do ano. Os hospitais costumam ficar com os leitos lotados e o atendimento comprometido.

A situação pode ser ainda mais séria quando o inverno é chuvoso, trazendo consigo os riscos da umidade, como quedas com fraturas e acidentes nas estradas. Para o ano de 2019, estima-se que a mudança do outono para o inverno (do dia 19-06 até 21-06, quando começa o inverno) seja marcada pela entrada da última massa de ar polar intensa na região, derrubando as temperaturas, inclusive com potencial risco de geada. Após isso, com a entrada do inverno, as temperaturas naturalmente começam a diminuir ao longo de toda a estação. É hora de cuidar da saúde, mas também de aproveitar o que o inverno do Sul tem de bom para oferecer!

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

imagem Camila Bottega

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Eternos namorados [Letícia Vargas]

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Em 1965, 5 anos antes do casamento de Waldir Delmar Klein e Erminda Sand, ocorriam encontros de corrida a cavalo em Quinze de Novembro. A hípica, onde ocorriam as corridas, era um local onde os jovens da época se encontravam. A pequena cidade de Quinze de Novembro já era um local onde todos se conheciam, e assim todos costumavam frequentar os mesmo locais para se divertir. O primeiro olhar foi lançado em uma dessas corridas, o legítimo “amor a primeira vista”. Era a primeira vez que Waldir via Erminda. Ele só conhecia os irmãos dela e ficou encantado com tanta beleza. No outro dia Waldir não conseguia tirar ela da cabeça, o sorriso daquela moça encantadora tinha-o pegado de surpresa.

O próximo final de semana era aguardado ansiosamente. O menino estava com esperança de encontrar a linda moça novamente. Dito e feito. No final de semana, Erminda acompanhada pelo seu falecido irmão Erno Sand, entrou no salão de festa localizado no centro da cidade. Como costume, todas as moças sentavam em um banco e esperavam os meninos tirá-las para dançar. Waldir era envergonhado, mas não poderia perder a oportunidade de tentar conquistar o amor de sua vida. Colocou a vergonha de lado, tirou-a para dançar e no final pagou uma guaraná de garrafa de vidro para a moça beber. Desta vez não seria apenas Waldir que passaria os próximos dias pensando no encontro.

Já haviam passado vários finais de semana de encontros, dançavam em bailes, iam à sorveteria da cidade, se encontravam na praça e assim foram se conhecendo. Os encontros começaram a ficar sérios, os dois já estavam apaixonados um pelo outro. Era a hora de se apresentar para o pai da moça. Bertoldo Sand era um homem severo, assim como todo pai é com sua garotinha. No início ele não gostava muito do relacionamento da filha, pois o moço era de outra religião. Quando Waldir foi até sua casa para oficializar a relação e pedir a mão da Erminda em namoro, Bertoldo percebeu que Waldir era um menino bom e vinha de uma família boa. Finalmente os dois apaixonados estavam namorando.

Domingo de manhã a moça já se colocava na sacada de sua casa esperando seu amor. Waldir pedalava 7 quilômetros para encontrar Erminda. Waldir morava na Esquina Hetzel e Erminda onde hoje é localizado o Embutidos XV (propriedade da família). No começo ele ia de manhã e voltava durante a noite, mas como o caminho era longo, ele começou a ir nos sábados e voltar nos domingos. Com o tempo, Waldir já era mais do que da família, ajudava seu Bertoldo a trabalhar e ainda sobrava um tempo para namorar.
“Beijo engravida” era o que Erica Sand, mãe de Erminda, falava para sua filha e ela, inocentemente acreditava. Depois de 3 anos de namoro saiu o primeiro beijo, um símbolo de amor verdadeiro e foi ai que as coisas foram ficando mais sérias. Waldir demorava um pouco mais para ir embora, chegava um pouco antes da hora combinada. Até que um dia resolveram se casar. Precisavam comprar suas coisas para morar juntos. Foram economizando até conseguirem ter um pouco de dinheiro.

Waldir já tinha o dinheiro para conseguir comprar uma cama, mas exatamente naquela semana surgiu a oportunidade de ele e sua namorada olhar o jogo do time do coração dos dois, o Grêmio. O jogo aconteceria em Carazinho, com as despesas de viagem e ingresso, sobraria pouco dinheiro para o colchão. O casal não deu atenção e preferiram ir olhar o jogo do Grêmio. Erminda acabou passando mal durante a viagem. A coisa ficou séria. Erminda desmaiou várias vezes. Infelizmente nenhum do dois conseguiu olhar o jogo. Não havia mais dinheiro para o colhão e também não tinham aproveitado o jogo. Waldir não dava bola para o acontecido, na volta para casa, só agradecia por Erminda ter ficado melhor.
Um dia antes do casamento, a casa do casal tinha algumas cadeiras, uma cozinha americana e um fogão a gás. Os namorados não podiam dormir no chão em sua primeira noite de casados. Erminda, com a ajuda das irmãs de Waldir, fizeram um colchão utilizando as palhas encontradas no galpão da casa dos pais do namorado. O casamento ocorreu e foi um dia de muita alegria e festa.

Atualmente, Erminda e Waldir estão a 49 anos casados, possuem 3 filhos e 8 netos. O amor dos dois é perceptível há quilômetros de distância. Um não vive sem o outro. O primeiro olhar na corrida de cavalos é a mesma de hoje. Esse amor cresceu e aconteceu em Quinze de Novembro, assim como outros.

Qual é a sua história de amor?

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