Ofensas entre presentes suspendem votação na Câmara de Vereadores

Ofensas entre presentes suspendem votação na Câmara de Vereadores

04/01/2019 0 Por Cidade_FM104.9

Na quinta-feira, 3 de janeiro, a Câmara de Vereadores de Ibirubá realizou sua primeira sessão do ano. Na ordem de votação do dia constavam mudanças na área urbana descontinuada do município, um projeto de emenda encabeçado pelos vereadores da oposição. O pleito era de interesse de associados da Cooperativa Habitacional Ibirubense, a COHAI, que possui uma área de terra as margens da VRS-824 e pretende lotear o espaço entre 122 beneficiados, entre eles famílias de baixa renda do município. Um grande número de interessados se fez presente. Diversas vezes o público se manifestou no decorrer da sessão, o que exigiu do presidente interrupções constantes no processo de votação.

Os trabalhos foram iniciados às 19 horas e tiveram duração de cerca de 89 minutos. Era a estreia do novo presidente do legislativo, Dr. Dácio Azevedo Moraes (PT). Na mesa diretora estavam Marcelo Dellay (Solidariedade), o Assessor Jurídico Rodrigo Ruschel, Presidente Dácio Azevedo Moraes (PT) e a vice Jaqueline Brignoni Winsch (PP). Do lado esquerdo da mesa, os vereadores da oposição Leonardo Fior (PTB), Patrícia Sandri (DEM), Oneide Neuland (DEM) e Silvestre Antônio Rebelato (Tuta – MDB). Na direita os vereadores da situação André Oliveira Ferreira (Canja – PP), Vagner Oliveira (PRB), Geovani Moacir Diesel (PP) Henrique Antônio Hentges (PT).

Entre os argumentos favoráveis para a legalização da área urbana continuada, o vereador Leonardo Fior (PTB) comentou que aprovar áreas urbanas continuadas favoreceria não apenas as famílias da COHAI, mas também traria uma competitividade para a cidade em relação à venda de lotes e com isso outras famílias poderiam adquirir um terreno com menor preço. Outro argumento apresentado pelo vereador Leonardo para aprovação da área continuada é a própria criação do Bairro Hermany, que na visão do vereador, também seria um bairro longe da sede do município. Também citou que o direito à habitação está previsto na Constituição, apresentou uma lei municipal de 2014, proposta pelo ex-prefeito de Lagoa de Três Cantos/RS, Sergio Antonio Lasch, em que cria uma zona de urbanização específica a 4 km da sede do município. A bancada da oposição solicitou à vereadora Jaqueline para que se abstivesse da votação, pois segundo a oposição a vereadora teria interesses particulares para que o projeto não fosse aprovado. Segundo o vereador Leonardo, o pai de Jaqueline tem pretensão em lotear uma área de terra no município.

A vereadora foi procurada pela nossa equipe e esclareceu ”meu pai tem uma área de terra rural, portanto não é passível de loteamento. O que prova mais uma mentira do vereador para desconstruir a imagem de pessoas idôneas da comunidade. Isso é revoltante! Também descaracteriza o interesse da vereadora, insinuando maldosamente pelo vereador Leonardo”, respondeu Jaqueline à reportagem da Rádio Cidade FM. Ela, o vereador Geovane Diesel e a vereadora Patricia Sandri não conseguiram se manifestar durante a votação.

Tensão entre o presidente da COHAI e vereadores

Durante as falas dos vereadores foi enfatizado o papel do Ministério Público na questão, pois durante a sessão foi repassado um documento (imagem abaixo) entre os presentes. O documento abordava a existência de uma ação pública contra a cooperativa e o município de Ibirubá. Nessa ação foram observados irregularidades e inconveniências aos interesses públicos em relação à área adquirida pela COHAI. No momento em que o documento estava sendo repassado pelo vereador Canja ao público presente, ocorreu a primeira discussão acalorada da noite. O presidente da COHAI, Pedro Lauxen, levantou da poltrona e disparou que o objetivo do impresso era ”desmobilizar os associados e membros da cooperativa”. O vereador, em sua defesa, afirmou que recebeu o documento e apenas repassou o material, de autoria desconhecida.

No momento em que o documento estava sendo repassado pelo vereador Canja ao público presente, ocorreu a primeira discussão acalorada da noite. O presidente da COHAI, Pedro Lauxen, levantou da poltrona e disparou que o objetivo do impresso era ”desmobilizar os associados e membros da cooperativa”. O vereador, em sua defesa, afirmou que recebeu o documento e apenas repassou o material, de autoria desconhecida.

 

Área não atende exigências para loteamento dizem vereadores da situação 

A bancada  da situação questionou o porquê desse projeto ter entrado de forma alheia as audiências públicas realizadas no final de 2018 e as reuniões do conselho do Plano Diretor relacionado ao tema. A bancada também argumentou, através da explanação do vereador Henrique Antônio Hentges, que não são contra a COHAI e seu propósito. E apontaram os equívocos que levam a bancada a rejeitar o projeto, argumentaram que o erro da diretoria da cooperativa foi ter escolhido uma área sem consultar os órgãos técnicos da prefeitura para saber a viabilidade do projeto. Também foi recebido um parecer técnico do departamento do meio-ambiente do município sobre área da COHAI, principalmente abordando a preocupação com as propriedades rurais destinadas a suinocultura e que estão em torno da área da COHAI. O vereador Henrique alertou que para a cultura é necessária uma distância segura da área urbana.

O assessor jurídico Rodrigo Ruschel ao término da sessão esclareceu que a votação deve continuar assim que o presidente do legislativo, Dr. Dácio Moraes, convocar a continuação da sessão.

Confira a fala do Presidente da Câmara Dácio Moraes explicando quando nova sessão será marcada 

O Assessor jurídico da Câmara Rodrigo Ruschel explica o que acontece quando uma sessão é suspensa 

Confira a avaliação dos vereadores Tuta Rebelato, Canja e Vagner Oliveira ao final da sessão. 




Da Redação de Jornalismo da Rádio Cidade FM

Fotos: R. Soares

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