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Notícias Gerais

Ex-prefeito de Cruz Alta é preso em Capão da Canoa

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No final da tarde de segunda-feira, 24 de junho, o ex-prefeito de Cruz Alta Juliano da Silva, 44 anos, foi preso no litoral norte do estado. Segundo informações da Delegada Caroline Bamberg Machado, a Polícia Civil de Cruz Alta mantinha contato com seus pares em Capão da Canoa pois haviam indícios que Juliano da Silva estivesse naquele local.

Em abril de 2019 o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-prefeito, que era considerado foragido da Justiça, conforme a Polícia Civil.

O ex-chefe do Executivo é acusado de desviar recursos públicos e de cometer o crime de lavagem de dinheiro durante seu mandato na cidade, entre 2013 e 2016.

Sua prisão preventiva foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), de forma unânime pela Quarta Câmara Criminal.

Silva também teria agido para ocultar a origem dos bens adquiridos ilicitamente, como carros e cavalos.

Veja o anúncio oficial da Polícia Civil

Captura de Foragido

Delegacia de Polícia Capão da Canoa
SEÇÃO DE INVESTIGAÇÃO

Data 24/06/19

Após diligências e longa investigação, coordenados pela Delegada Sabrina Deffente a equipe de investigações da Delegacia de Capão de Canoa, CAPTUROU o foragido JULIANO DA SILVA, ex prefeito de Cruz Alta. O mesmo é investigado por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, enquanto gestor naquele município. Juliano teve sua prisão preventiva decretada pelo TJ-RS e Habeas Corpus negado pelo STF, restando como foragido. Era sabido que Juliano mantinha endereços no litoral norte, mas todas diligências. Na data de hoje o ex-prefeito foi reconhecido por um dos agentes em um posto de gasolina da cidade, ao tentar abastecer seu veículo. Após a sua prisão , foram realizados exames médicos de corpo de delito, para posterior encaminhamento a casa prisional. Ocorrência em andamento.

 

Da Redação de Jornalismo da Rádio Cidade FM de Ibirubá

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Notícias Gerais

Candidatas a corte de Senhoritas Turismo da Rota das Terras Encantadas participaram de workshop

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Dicas de postura e comportamento, ensaios para o desfile e entrevistas, essa foi a rotina das 14 candidatas a corte de Senhoritas Turismo da Rota das Terras Encantadas na última sexta(11).

As concorrentes participaram em Não Me Toque de um workshop com o jornalista e publicitário Luciano Baumgart.  Pela parte da manhã no auditório da Prefeitura Municipal as candidatas receberam orientações de etiqueta, postura, maquiagem e comportamento em redes sociais, momento que contou ainda com a participação de diretores municipais de turismo, além do  Presidente do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal dos Municípios do Alto Jacuí e Alto da Serra – Comaja; e Prefeito de Saldanha Marinho Volmar Telles do Amaral, bem como da  Diretora do Departamento de Turismo – Rota das Terras Encantadas,  Carolina Lopes.

Pela parte da tarde ocorreu o ensaio do desfile para o baile e uma sessão de fotos individual.    Para finalizar os trabalhos do dia as meninas passaram pela primeira etapa do concurso, a entrevista individual, com três jurados.

Baile de escolha da Nova Corte

O baile que vai coroar a Nova Corte de Senhoritas Turismo será realizado no dia 25 de outubro, no Clube União de Não Me Toque. O evento vai contar com a participação de convidados, autoridades e representantes dos 16 municípios que compõem a Rota das Terras Encantadas. 

Participaram da escolha 14 senhoritas turismo. Confira:  Boa Vista do Incra – Milena Martins;  Colorado – Aline Linhares do Amaral;  Cruz Alta – Lavínia Neves Brignoni; Fortaleza dos Valos – Tainara Bucco Rocha;  Lagoa dos Três Cantos – Bruna Eduarda Eckstein;  Não-Me-Toque – Daniani Gabriela do Nascimento;  Quinze de Novembro – Paula Renata Schäfer;  Saldanha Marinho – Rafaela Barden;  Salto do Jacuí – Djeniffer Costa;  Santa Bárbara do Sul – Thainar Floss Piccinini;  Selbach – Franciéli de Almeida dos Santos;  Tapera – Natália Schneider Stumpf;  Tio Hugo – Milena Ubel;  Victor Graeff – Jéssili Ongarato dos Santos.

Cruz Alta – Lavínia Neves Brignoni

Texto :  Douglas Schaeffer – Assessoria de Comunicação/ Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal dos Municípios do Alto Jacuí e Alto da Serra – Comaja

Fotos: Anderson Artmann (CREDITAR)

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Colunistas

Quanto tempo para ter resultados na musculação?

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Os resultados na musculação estão diretamente relacionados com 3 fatores primordiais: descanso, treino e dieta.

Caso um deles não esteja correto ou muito bem alinhado, os resultados podem demorar muito mais, ou pior, nem aparecer.

Por isso, é preciso entender que de acordo com sua dieta, o treino e o descanso, os resultados irão aparecer.

Quanto melhor e mais específico for seu treino, com as doses certas de intensidade e volume, mais rapidamente os resultados aparecem.

Da mesma forma, se sua dieta oferecer todos os nutrientes necessários para que o corpo se recupere dos estímulos, os resultados também serão mais rápidos.

E o descanso é responsável por toda a regeneração celular, liberação de hormônios anabólicos e tudo mais que vai potencializar tudo isso.

Um tempo plausível é de 4 meses, levando em conta os fatores acima.

Para um iniciante os primeiros 2 meses apresentam um aumento demasiado de força, mas a melhora nessa aptidão é causada principalmente por adaptações neurais. O ganho em hipertrofia são mais crônicos e levam um tempo maior para aparecerem.

Quando se fala em perda de gordura, 2 meses é um tempo suficiente para se notar diferenças consideráveis.

Bom fim de semana e bons treinos 

Laira Guedes
Personal Trainer – CREF 021342-G/RS
Empresária e Proprietária do Studio Laira Guedes

Texto em parceria com Cirio Weber 

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Colunistas

Consumismo e o mês da criança

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É no mês de outubro em que a publicidade direciona ainda mais esforços para cativar as crianças e vender produtos. Juntamente com os produtos são vendidas as ideias e concepções que pautam o objeto consumido. Há vários problemas em relação às formas pelas quais a abordagem publicitária induz ao consumismo infantil. As crianças são um alvo privilegiado em uma sociedade cujos ideais são pautados no consumo, já que no mundo atual elas ocupam uma posição de relevância no âmbito familiar, inclusive com influência sobre as decisões acerca de compra, viagens, atividades e rotina. As pessoas não nascem consumistas, mas vivem em sociedades onde os hábitos de consumo podem ser nocivos, especialmente quando motivados por estratégias que visam o rápido descarte dos bens consumidos. As coisas hoje não são feitas para que durem, porque isso retardaria a compra de novos produtos. Os bens hoje são criados visando a obsolescência, ou já nascem com prazo de validade, ou são bastante frágeis ou se tornam defasados muito rapidamente. E é isso que movimenta o consumismo na sociedade. As crianças são sujeitos em permanente processo de formação de suas preferências, modos de ver o mundo, concepções, gostos, vontades.

Quando estão expostas ao conjunto de informações que a publicidade associa a um dado produto, elas assimilam não apenas o consumo do objeto em si, mas também das informações que são vendidas com o produto. A questão envolve múltiplas perspectivas, como o tipo de brinquedo que é vendido para meninos e meninas, e como estes objetos designam as formas pelas quais a menina deve se comportar socialmente e o que se espera dos meninos. Ainda, os objetos são cada vez mais tecnológicos, e isso não é ruim, o problema é que demandam de um espaço físico cada vez menor para serem utilizados. Desta forma, ao contrário da bicicleta, patins ou patinete, alguns brinquedos prendem ainda mais as crianças dentro do espaço da casa durante horas do dia. Isso limita a sociabilidade, formação de laços de amizade e vivência em outros espaços como parques, praças e na própria rua. A questão do consumismo infantil pode aparecer como um problema no próprio orçamento doméstico, de modo que alguns pais não medem esforços para presentear os filhos com aquilo que desejam, mesmo que isso custe um valor financeiro elevado. Em décadas passadas apenas os programas televisivos tinham influência sobre o consumismo infantil, tanto que havia programas diários voltados para as crianças. Havia marcas bem consolidadas no mercado de brinquedos, os quais atuavam conjuntamente com os programas televisivos impulsionando o consumo. No momento histórico atual, a televisão ocupa um plano secundário, enquanto a internet ocupa um amplo espaço no cotidiano das crianças.

Os ídolos de hoje são principalmente os “youtubers”, os quais além de entretenimento, vendem também objetos como brinquedos, material escolar, livros, etc. Há toda uma investida publicitária envolvida na criação e venda desses objetos voltados ao consumo infantil e as crianças estão expostas de forma bastante intensa aos recursos de convencimento. Isso especialmente porque a propaganda não aparece mais apenas entre um episódio ou outro, mas dentro do conjunto de informações e dinâmicas que constituem um vídeo dos “youtubers” de público infantil. Se antes a criança não dava atenção ao intervalo televisivo, hoje ela não tem como escapar dos estímulos consumistas, já que estes estão dentro da própria programação, aparecendo de forma mais ou menos evidente nos vídeos que esta criança assiste na internet. Embora existam regulamentações para as ações publicitárias voltadas ao consumo infantil, é papel também das famílias, escolas e da sociedade como um todo os cuidados para evitar que a criança se torne vítima do consumismo. Especialmente no mês das crianças estes cuidados devem ser redobrados, e um bom começo para isso é ressignificar o presente, criar um sentido para o ato de presentear, para que a criança perceba que esta ação não é apenas um ato mecânico impulsionado pelo consumismo. 

Alguns sites que tratam com maior profundidade do assunto são:

Luana Caroline Kunast Polon

Mestre em Geografia e Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Alfa de Umuarama (FAU) e em Educação Profissional e Tecnológica (São Braz).

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Entrevistas

O que é, na verdade, uma cidade inteligente

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Por: Jocelito André Salvador, Founder e CEO da Conducere Inteligência Corporativa. Mentor e assessor de Smart Business. Professor universitário, com ênfase em controladoria, educação corporativa, gestão do conhecimento e inovação. Coautor do livro Inovação e Cidades Inteligentes: desafios e oportunidades para as cidades do século XXI.

Participação especial: Drª. Giovana Goretti Feijó de Almeida, pós-doutoranda em cidade digital estratégica pela PUCPR, doutora em desenvolvimento regional e especialista em branding e place branding. E-mail: goretti.giovana@gmail.com

Iniciamos aqui uma série de postagens, que procuram trazer à tona três assuntos, que vamos aprofundar gradativamente: inovação, empresas e cidades inteligentes.

De uma forma ou de outra, estes três assuntos estão ou vão logo estar na sua mente e nos seus planos estratégicos. Sejam estes de ordem pessoal ou profissional.

Para auxiliar no aprofundamento destes assuntos, convidamos para estar com a gente nesta série de postagens a Profa. Dra. Giovana Goretti Feijó de Almeida.

A Dra. Giovana, inclusive, foi uma das organizadoras da obra Inovação e Cidades Inteligentes: desafios e oportunidades para as cidades do século XXI. Obra da qual a Valeska Schwanke Fontana Salvador e eu participamos, juntamente com autores de outras partes do Brasil, assim como Argentina e Portugal.

Pois bem, vamos começar a falar sobre o que são as ditas cidades inteligentes.

Perguntamos à Dra. Giovana: qual é a sua visão de uma cidade inteligente?

[Dra.. Giovana]: A cidade inteligente vai além da mera aplicação de recursos tecnológicos no contexto urbano ou da proposta de soluções sustentáveis ambientalmente. A cidade inteligente do futuro envolve tecnologia, sustentabilidade, mas também criatividade e a articulação estratégica de todos esses fatores entre si e com o meio urbano. É muito mais complexo e há muitas críticas quanto ao uso do adjetivo inteligente nesse contexto.

As cidades contemporâneas já são complexas por natureza e vir a se tornar uma cidade inteligente nessa situação é ser uma cidade inteligentemente sustentável, criativa e estratégica no uso dos recursos de que dispõe. Muitas vezes, as cidades não têm recursos financeiros para implantar alta tecnologia, mas possuem criatividade para propor mudanças positivas com os recursos que já possui.

Nesse sentido, não se fala em cidades inteligentes, mas em cidades inteligentemente sustentáveis e criativas que conseguem se articular estrategicamente local e em múltiplas escalas. Além disso, fala-se em outros tipos de cidades, como as digitais e as cidades digitais estratégicas. Todas possuem conceitos e metodologias diferentes em suas implantações. 

Vejam que relevantes considerações estão aqui tratadas. Vale considerar, em especial, que mesmo que a cidade (o município) não tenha grandes recursos para aplicar em tecnologias de ponta, vale muito investir na articulação local e regional para desenvolver as criatividade das pessoas. Isto para que tais cidades tornem-se inteligentemente sustentáveis e criativas.

Inclusive, numa cidade que pode ser assim considerada há características muito claras, dentre elas:

  1. Incentivo à inovação, especialmente para as empresas que já estão lá instaladas.
  2. Incentivo ao empreendedorismo seja dos jovens, seja das pessoas mais maduras, as quais desejam mudar de carreira ou desejam investir em outra área de negócio.
  3. Foco no desenvolvimento empresas inteligentes. Assunto este que vamos tratar com mais ênfase na próxima edição.

Aliás, o mais importante aqui é saber que estas soluções são para a sua cidade (o seu município). Especialmente quando falamos na rica região do Alto Jacuí.

Até a próxima!

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Notícias Gerais

Emendas parlamentares garantem respiro para os hospitais da Região

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A saúde gaúcha recebeu um reforço na manhã da segunda-feira (7/10). Em solenidade na Casa da Ospa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, o governador Eduardo Leite e a secretária da Saúde, Arita Bergmann, assinaram os repasses de R$ 127 milhões para hospitais, Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e outras entidades de saúde. Ao todo, 176 instituições de 142 municípios serão beneficiadas com recursos federais liberados por emendas parlamentares de deputados e de senadores.

Na região, Ibirubá recebeu 3 emendas repassadas para o Hospital Annes Dias, R$ 200.000,00 de Darcísio Perondi (MDB), R$ 59.809,00 Pedro Westphalen (PP) e R$ 500.000,00 de Ronaldo Nogueira (PTB), num valor total repassado de 759.809,00.

Quinze de Novembro, a Associação Hospitalar 15 de Novembro recebeu R$ 97.000,00 de Pedro Westphalen (PP). 

Selbach, o Hospital São Jacob, recebeu R$ 100.000,00 de Heitor Schuch (PSB)

O valor será aplicado no custeio de hospitais e de Apaes, como aumento temporário do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) do Estado. A negociação envolveu 42 parlamentares gaúchos, desta legislatura e da anterior, e se divide em R$ 68 milhões via emendas de bancada, R$ 32,6 milhões de emendas de comissão e R$ 27 milhões de emendas individuais.

Os critérios para a aplicação das verbas foram definidos em acordo com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul. Um dos pontos garante uma parcela mínima de 20% do valor para a oferta de novos serviços ou o aumento dos já contratualizados. Os hospitais e entidades podem usar os repasses, por exemplo, para consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.

A secretária Arita garantiu que o governo do Estado tem priorizado o investimento em saúde, a começar pelo esforço empenhado em viabilizar repasses mensais aos hospitais e aos municípios, evitando novos passivos, e na quitação de dívidas deixadas pela gestão anterior. “Temos razões para dizermos que estamos no caminho certo, promovendo saúde e salvando vidas”, celebrou. “Em tempo recorde, fizemos um plano de aplicação para os recursos e garantimos que cada emenda se traduza no cumprimento de metas qualitativas e quantitativas”, detalhou.

Os planos operativos enviados pelas entidades foram avaliados pela Secretaria da Saúde, considerando as necessidades locais e regionais de cada estabelecimento e do sistema de saúde. As emendas parlamentares podem também ser usadas para outros fins (veja lista abaixo). Até o dia 10 de setembro, R$ 87,4 milhões já haviam ingressado na conta do Fundo Estadual da Saúde (FES).

Aplicação de recursos garantidos via emendas da bancada gaúcha:

– Oferta de novos serviços ou expansão dos já contratualizados

– Consultas, procedimentos cirúrgicos e exames

– Reformas e adequações para qualificar a estrutura física e para sanar apontamentos da Vigilância Sanitária ou elaboração, aprovação e execução do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI)

– Compra de insumos, medicamentos, órteses e próteses entre outros

– Realização de exames de biópsias e anatomopatológicos (preferencialmente de próstata, tireoide e pele)

– Pagamento de pessoal (permitido exclusivamente às emendas de bancada e de comissão)

– Compensação dos serviços realizados que ultrapassaram o teto orçamentário disponibilizado ao hospital nos últimos 12 meses

– Manutenção de equipamentos e materiais permanentes

– Pagamento de contas de luz, água e telefone

– Programas de Qualidade e Segurança do Paciente, relativos a protocolos e processos de acreditação hospitalar

Departamento de Jornalismo Jornal O Alto Jacuí e Rádio Cidade FM

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Notícias Gerais

Das foto e apreensões de materiais nazistas em Ibirubá e Pindorama (Panambi)

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 Pesquisa realizada por Dirson Willig mostra as apreessões de materiais nazistas na região, uma reportagem na Revista Vida Policial (Rosane Marcia Neumann).

Em abril de 1944, a Revista Vida Policial voltaria a apresentar possíveis nazistas de Pindorama, em sua seção “Cortando as Asas do Nazismo”. Dessa vez, uma reportagem mais densa, mantendo o vocabulário acusatório. Na primeira linha, lê-se: “mais uma vez ocupamos estas páginas para o ‘escracha’ habitual da quinta-coluna.’ Esta última, aliás, de tão carunchada, já há muito deixou de ser coluna, visto que já não tem solidez, sequer, para suster-se a si própria.” Naquele momento, restariam somente alguns elementos mais resistentes, quase inofensivos (VP abr./1944, nº 69, p. 53). 

Partindo ao estudo de caso, informa que, no ano de 1942, fora efetivada uma revisão geral em Cruz Alta, no tocante à persistência de atitudes, movimentos e subterfúgios quinta-colunistas. Superficialmente, não havia nada de anormal, mas, na realidade, os alemães continuariam manifestando veladamente sua admiração pela Alemanha. Seguindo, reiterava que em Pindorama existira uma chefia do N.S.D.A.P., extinta com o início da repressão. Lista, como atitude suspeita, o fato de o vice-cônsul alemão em Ijuí, Ullrich Kuhlmann, visitar Pindorama com freqüência, aparentemente sem motivo, avistando-se com os líderes locais. Somava-se a isso a realização de reuniões com o caráter de “tertúlias”, por pequenos grupos nas casas articulares, em sistema de rodízio, mantendo aceso o ideário nazista e um fluxo contínuo de notícias sobre a II Guerra. No seu entendimento, tendo sido uma vez nazista, não se resignavam a não sê-lo, “mas a hora do ‘não poder ser’ havia chegado,impreterivelmente” (VP abr./1944, nº 69, p. 56). 

Explica que a rede nazi de Ijuí-Cruz Alta fora desbaratada após a prisão do indivíduo Bruno Dombrowski, responsável pelo correio clandestino de informações, material e instruções na região. Uma vez preso, declinara o nome e o endereço dos que se utilizavam de seu correio. “De posse desses nomes e endereços, a polícia passou uma revista em regra nas casas dos suspeitos, apreendendo material abundante e variadíssimo…. e, também, os proprietários do citado material”. Os resultados confirmariam as suspeitas, encontrando muita “sujeira”, a qual “interessa sobremodo à polícia, que – ninguém o ignora – é especialíssima em tarefas de saneamento político-social” (VP abr./1944, nº 69, p.  56). Uma vez introduzido o tema, apresenta alguns nomes de nazistas de Ibirubá, não estendendo essa relação nominal para Pindorama. 

A reportagem em questão, todavia, estava ilustrada com várias fotografias, num total de 15. Dentre elas, as de número 3 e 4 retratam o material apreendido em diversas sociedades culturais “brasileiras” situadas na sede e interior de Pindorama, encontrado nas residências dos seus sócios.

Em outras duas fotografias (nº 7 e 8), aparece considerável quantidade de material, principalmente bandeiras, pertencentes às Sociedades de Tiro, Cavalaria, Lanceiros e Cantores, situadas no interior de Pindorama. A nota explicativa diz que essas sociedades e a quase totalidade de seus sócios eram brasileiros natos. 

“Entretanto, para abordar não apenas os sócios, mas os próprios presidentes e demais membros das diretorias dessas sociedades, a polícia teve de recorrer aos serviços de um intérprete, visto que, em geral, os elementos em questão não sabem falar o português!” 

Em fotografia subseqüente, 9 ver-se-ia o resultado da apreensão efetuada na Sociedade de Cantores da linha Italiana, dentre elas, folhas avulsas, calendário e pequenos livros em língua alemã. 

Quadros decorativos, panos de parede, diplomas alemães, fotografias em diversos tamanhos de Hitler, quepes, mochilas, etc, constituíam-se alvos das buscas (foto 12 e 13). 

Na fotografia 11, constava o produto da apreensão realizada na residência do pastor evangélico de Pindorama, Leopold Strothmann(sic). Maliciosamente comentava: 

Os instrumentos do culto “religioso” são os seguintes: 1 foto de Hitler; 1 capote militar; 1 quepe militar alemão; 3 tambores; 950 volumes de livros diversos. Há, ainda, em profusão, fotografias, jornais e revistas alemãs, de propaganda. Strohtmann(sic), figura de destaque no partido nazista, foi considerado um dos elementos perigosos de Pindorama (p. 62). 

Nas duas posteriores, são acusados de nazistas ou simpatizantes vários líderes de Pindorama, dentre eles, intelectuais e industrialistas. A primeira, contém um conjunto de material apreendido em Pindorama e Ibirubá, estando o primeiro destacado com etiquetas brancas, oriundo das “contribuições” dos indivíduos “José Hemesath, Gustav Motzkus, Otto Fetter, August Loose, Edmund Rahmaier, Otto Schmidt, Affonso Borchard, Otto Kepler, João Becker, Professor Duck, Prof. Lindner, Reinholdo Fischer, Paul Walter Goldhardt, Guilherme Klein, Karl Brendler, etc.” (p. 63). 

A  fotografia 15 é apresentada como “uma foto histórica:  mostra-nos, reunidos, os Chefes do partido Nacional Socialista em Pindorama, hoje não menos dispersos e impotentes que o seu partido”. Na fotografia, não datada, estão 21 homens e ao fundo, uma bandeira nazista com a suástica. Dentre os acusados, estão o pastor, professores e outros membros da elite. São identificados como H. Ellmann, Prof. Scheigler(Steiger, provavelmente), Prof. Geraldo(Gerhard) Paschke, Prof. Karl Frauens, Guilherme Klein, Keller, Maia, Pastor Leopold Strothmann, Fritz Graser, Otto Mutton, Kuhn, Hëtler, Ernesto Hass, Werner Hanscha(Honscha), José Hemesath, Hans Ebinger, Roberto Graser, Paul Walter Goldhardt, Gustav Motzkus, Carlos Schnitzer, Cristiano Meier(Meyer) .

Fotografia nº 1: Material apreendido na antiga “Escola General Osório” e na “Gemeine Bibliotetek General Osório”, ambas situadas na vila de Ibirubá, 5º Distrito de Cruz Alta. Foram 488 livros diversos, 7 mapas, 1 retrato de Hitler “fuehrer”, e parte do arquivo da biblioteca. Foram encontrados ocultos no interior de armários pregados no interior da antiga Igreja Evangélica de Ibirubá, posteriormente transformada em parte da residência do pastor. O material era distribuído em contínua circulação pelo distrito e região. 

Troféus pertencentes (ex-pertencentes) a SCHÜTZVEREIN GENERAL OSÓRIO (Sociedade de tiro) situada em Ibirubá. O conjunto formado por 27 quadros para tiro ao alvo, 1 caixote contendo o arquivo, e 146 livros diversos. 

Mostra-nos esta foto a literatura INTEGRALISTA e NAZISTA, com a qual se deliciavam as irmãs de caridade da Comunidade Evangélica de Ibirubá. Estes livros, da apreensão, haviam sido escondidos, a pedido das exaltadas irmãs, no interior da colônia, na residência de um dos fiéis da comunidade.  

Material produzido por Dirson Volmir Willig para o Departamento de Jornalismo do Jornal O Alto Jacuí e Rádio Cidade FM.

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Notícias Gerais

Dirson Willig fala sobre a relação de Ibirubá com o nazismo

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O Jornal O Alto Jacuí realizou uma entrevista com Dirson Volmir Kläsener Willig, que nasceu em 1979 no interior de Quinze de Novembro, na Comunidade Esquina 7 de Setembro, hoje Dirson mora em Marau/RS e é Engenheiro Eletrônico. Mas, a relação com Ibirubá e a região permanece com os parentes que moram aqui, a mãe Isolda, o filho Christofer e a irmã Rejane além de inúmeros parentes moram na cidade de Ibirubá.”

Dirson é um estudioso e um pesquisador sobre as histórias que ligam a região ao Nazismo, além disso realizou um levantamento bibliográfico dessas histórias e das “lendas urbanas” que há décadas são passadas para as gerações. 

OAJ Como surgiu o interesse em pesquisar sobre Ibirubá e o Nazismo?

Desde pequeno sempre gostei muito de histórias, li muito sobre História do Brasil e fatos envolvendo o império. Fazia consultas literais na biblioteca da escola onde estudei. Sempre relacionando fatos e histórias que me intrigavam. 

Meu tio me contava histórias de tesouros enterrados, de luzes estranhas, velas acesas e fogueiras aparecendo e sumindo sem explicação. Esses episódios até mulheres sérias da família contaram que viram. São estórias e passagens envolvendo minha gente, parentes e moradores ao longo de um rio. 

OAJ Desde quando realiza essas pesquisas, quais fontes?

No ano de 2005 eu havia lido um artigo no jornal “O Alto Jacuí” sobre pedras que haviam se soltado de um antigo poço denominado “Poço Azul”, no interior de Ibirubá e resolvi elucidar aquilo que há muito tempo me inquietava. Parti para investigar e com a ajuda deste parente consegui obter informações sobre o poço (que ele em forma de enigma, dizia haver um enterro, contava: “Da ponte velha ao poço azul, uma vez e meia…”) e seu proprietário. Fui até lá, pedi licença e fui fazer algumas medições e buscar evidências. As buscas com as máquinas em nada resultaram e na frustração ouvindo a história do morador local que o poço não teria fundo, resolvi fazer um mergulho para ver, que resultou em seu mapeamento e rendeu um bom resfriado proporcionado pelas suas águas gélidas. 

Nessa época meu parente também me contava sobre a morte e o “misterioso desaparecimento do cachorro do Dr. Braun” e as estórias relacionadas, Isso me levou a também pesquisar o fato a partir então do fim de sua sesmaria em 1906. 

Todo o material verificado e buscado como base são a princípio relatos orais, ancorados por artigos de época em jornais e revista e em grande parte teses de mestrado ou doutorado escrito por alunos de diversas Universidades. 

OAJ Que histórias descobriu com as pesquisas?

Um outro tio relatou fatos e coisas a respeito dessa morte e que me pareciam muito coerentes. Então resolvemos direcionar a pesquisar sobre fatos e peculiaridades do nazismo em artigos acadêmicos que estavam à disposição, quando me deparei com a história de Panambi que em épocas pré-guerra possuía uma relativa influente cúpula “quinta coluna” do partido nazista, bem como diversas agremiações ligadas ao tema. Pesquisando histórias nazistas também em Santa Catarina e Paraná, pude ver que eram em tudo muito parecidos, inclusive com histórias de túneis para fugas e encontros sigilosos.

Primeiramente pesquisamos sobre a morte do Dr. Braun, juntando alguns relatos de pessoas mais antigas de Ibirubá chegamos a conclusão que ele tinha relações com essa “quinta coluna” de Panambi (Nessa época Panambi se chamava Pindorama). Buscando artigos em jornais e revistas nos deparamos com reportagens que afirmavam que nazistas haviam passado por Ibirubá. Moradores locais como Franz Hümmler (padre Chico), Dr. Orsini Guterrez, Anselmo Kempf entre outros, foram entrevistados nessa época porém pouco revelaram. 

O fato que levou a concluir a necessidade pessoal da morte do Dr. Braun se deu quando nos deparamos com o artigo sobre a captura (pelo MOSSAD) do procurado nazista Adolf Eichmann. O fato de 1961 repercutiu tanto na mídia brasileira e internacional que Braun não teve outra alternativa senão “sumir através da morte”. Até o momento não se comprova se Braun realmente tinha ciência de estar ou não na lista de Simon Wiesenthal, chefe do MOSSAD. Acreditamos que perante a dúvida era melhor agir. Wiesenthal começava a ter êxito em suas capturas, andar próximo a Argentina e Paraguai e a qualquer momento poderia bater à porta da frente.

Desde meados da década passada já havíamos ouvido falar dos túneis e agora com o alarde das fugas nazistas em massa para o Brasil e Paraguai via Argentina, nossos “amigos” teriam papel de importância vital nessa missão secreta sem despertar maior curiosidade nos cidadãos locais quando das visitas destes “parentes alemães distantes”.  Inicialmente cremos que os túneis foram pensados em suprir uma necessidade do período da repressão de Getúlio (1938), quando o partido foi condenado a extinção. A construção de pequenas galerias interligando casas entre membros do NSDAP era a forma mais segura de reestabelecer reuniões em segredo pois “acima da terra” agora eram observados pelos espiões do regime, (que muitas vezes eram os próprios alemães pagos pelo governo para dedurar suspeitos). E foi o que aconteceu!

Com o tempo passando, a pressão da guerra e da repressão aumentando, a fama de “seguro” do túnel foi crescendo entre os empoderados membros nazistas locais. Cada necessitado ou interessado teve então a chance de atracar ao túnel (com suas próprias custas), desde a sua casa até a galeria para se interligar nessa estrutura (recém descoberta) que atravessavam a parte central da cidade.

Quanto aos ”dedo duros”, vendo, lendo e procurando artigos em revistas, jornais e artigos acadêmicos me deparei com um do DEOPS OPA (Departamento de Ordem e Política Social – Porto Alegre) publicado na Revista Vida policial de 1944 fazendo referência e combate ao nazismo em Comunidades alemãs de Pindorama (Panambi) e  Ibirubá, bem como em outras edições, em todo o território do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Há de se ressaltar que o nazismo hoje é um adjetivo condenatório e de cunho depreciativo, fato imposto pelo decreto de nacionalização imposto por Getúlio Vargas em 1938, mas em tempos passados (pelo menos desde 1920 a 1938) o adjetivo era apenas mais um dos desígnios para representar ideais políticos alemães da época. 

Como qualquer outro partido tem sua sigla e alcunha, o termo NAZI vem de NSDAP (National Sozialistische Deutsche Arbeiter Partei) e era livremente propagandeado com seus membros bastante conhecidos nas comunidades onde atuava. Havia diversos fundos internacionais provindo do NSDAP central da Alemanha que era especialmente destinado aos congregados Teuto-Brasileiros nas mais diversas agremiações que se ligaram a ele, dos quais em parte sobreviviam do auxílio. Havia de um todo também vários tipos de ajuda humanitária à alemães teutos (mesmo não filiados – Por não serem natos) expedidas desde a sede do partido, distribuídos em parte aos postos do partido em suas cidades bases, expedidas pelo Banco Alemão Transatlântico e em outra parte por acordos e visitas pessoais com seus métodos pouco comuns de transporte e entrega.

Mas agora o Nazismo era proibido e tudo quanto a ele referido nos 20 anos de “missão” estava sacramentado como ilegal. Não bastasse a imposição aos políticos, também aos alemães comuns, que na maioria das vezes nada tinha de haver com o NSDAP (nem sabiam que isso existia), as obrigações e restrições foram igualmente impostas e severamente punidas.

A restrição chegou a tal ponto que falar alemão, italiano e japonês agora era proibido, ler ou possuir livros nessas línguas era proibido (mesmo que fossem bíblias, livros de curas ou de receitas), tudo deveria ser entregue ao DOPS que se encarregava de destruir o “que não prestava”. Rádios, fotografias militares, bandeiras e material de escritório das sociedades da época, com escritas em alemão eram recolhidos e destinados ao descarte, enfim tudo o que os brasileiros do DOPS julgassem ferir a lei era juntado e levado. E o não cumprimento destas leis era passível de prisão. Reuniões entre grupos e entidades recreativas alemãs eram tão severamente torturadas pelas investigações ao ponto de seus membros chegarem a ocultar o seu material religioso e intelectual para não perder totalmente a cultura. E quando o DOPS encontrava os escondidos o problema se agravava.

OAJ Existe alguma documentação que comprove as informações?

Dentre os muitos artigos que ainda tenho guardado e que podemos citar  estão:

NSDAP-Ortsgruppe Porto Alegre, comemorações do 1º de Maio (1933-1937), participantes. Escrita por Imgart Grützmann da  Universidade Federal de Pelotas, Centro de Letras e Comunicação,Campus Porto. Pesquisa sobre a participação do NSDAP em comemorações na capital Porto Alegre.

Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil.  Universidade de São Paulo, faculdade de filosofia , letras e ciências humanas, escrito por  Ana Maria Dietrich, que aborda o sistema pelo qual o nazismo se perpetuou.

A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NA COLÔNIA ALEMÃ GENERAL OSÓRIO (1909 – 1979) – Universidade de Passo Fundo, Mestrado em História escrito por Dilce Maria Stürmer

A POLÍCIA GAÚCHA NA ERA VARGAS 1930-1945: DIRETRIZES CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS –Pontifícia Universidade Católica do RGS – Programa de pós graduação em História, escrito por Allysson Arthur Roque dos Santos.

O “PERIGO ALEMÃO”: A COMUNIDADE TEUTA E A DOPS EM CURITIBA  por Solange de Lima   – Revista Vernáculo, n. 23 e 24, 2009  

O DISCURSO DA IMAGEM: REPRESENTAÇÕES E IMAGINÁRIO SOBRE O NAZISMO NA REVISTA VIDA POLICIAL (1942 – 1944)  Doutorando de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul escrito por Tiago Weizenmann.

A REVISTA VIDA POLICIAL (1925-1927) MISTÉRIOS E DRAMAS EM CONTOS E FOLHETINS – Programa de Pós-Graduação em História, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná, defendido por ELENA CAMARGO SHIZUNO.

QUEM NASCE NO BRASIL, É BRASILEIRO OU TRAIDOR! AS COLÔNIAS GERMÂNICAS E A CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO – Universidade di Vale do Rio dos Sinos- Centro de Ciências Humanas e Pós Graduação em História, escrito por ROSANE MARCIA NEUMANN

CORTANDO AS ASAS DO NAZISMO Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, para obtenção de título de Mestre em História. escrito por Tiago Weizenmann. 

VIDA POLICIAL  Revista  n69 1944 – revista mensal que apresenta contos e fatos do Departamento de Ordem Político e Social  Brasileiro no RS, SC e Paraná.

OAJ  Quais outras histórias da região ainda não foram contadas?

Lendas urbanas existem em todo lugar, normalmente “quem conta um conto aumenta um ponto”  já diz o ditado. Para purificar, resta ouvir o máximo que puder, juntar e filtrar o que aos olhos de um bom entendedor soa plausível daquilo que parece fantasia. Ibirubá é uma cidade misteriosa desde antes mesmo de sua concepção como sesmaria ao Barão de São Jacob. 

Já nos tempos idos de 1759 o arroio Jacuí Mirim era motivo de peregrinação Jesuíta quando se deu a forçosa retirada decretada pelo Marquês de Pombal. O mistério do ouro enterrada nessas paragens faz qualquer um sonhar e prestar atenção em tudo que se fala ao pé do ouvido. Há relato de igreja jesuíta inteira enterrada no interior do município (já retirados os devidos indícios fantasiosos).

O próprio mistério do Poço Azul ao qual me dediquei em 2005 e que expeliu grande quantidade de pedras após um tempo de chuvas tem mistificado a mente dos Ibirubenses. Muitos no passado tem recordado as façanhas do que um olho d’água é e foi capaz de fazer. Matéria já foi feita em revista local sobre o fato e o considero o definitivamente solucionado.

O Potreiro do Gabe é outro “conto” que se precisa aparar arestas. Essa propriedade está envolta a mistérios insolutos e que promete grandes páginas jornalísticas. Nosso colega Clóvis Messerschmidt não tem medido esforços para adentrar essa vereda.

O próprio caso Dr. Braun, que de certa forma tem ligação com os túneis já foi motivo de reportagens externas e que até o momento só tem acrescentado dúvidas a cada desvelar ou incidente relacionado.

OAJ E quais são os laços de família entre eles?

Temos no imaginário popular a tendente ligação do Dr. Braun com a esposa de Hitler, a senhorita Eva Braun. Motivo pelo qual levantamos toda a árvore genealógica dos dois para comprovar (ou refutar) de vez por todas essa relação. Também do mesmo modo o Padre Chico (Franz Hümmler) que de batismo herdou o sobrenome e ao qual atribuem como parente próximo o chefe das SS. Heinrich Hümmler.

O caso do túmulo da família Krapf no cemitério evangélico se vê nitidamente um filho trajando uniforme militar das SS (Shutzstaffel) o qual veio ao Brasil com sua família em 1922 com 1 ano de idade (mérito de meu colega Eduardo de Andrade) onde, fora sepultado aqui em 1949 devidamente trajado a la SS (o que não é de se ignorar). Sabemos que sua mãe Elisabeth e a irmã mais velha Hildegard em certo tempo dirigiram o hospital Santa Helena, construindo quiçás logo após o pastor Albert Adam e as diaconisas terem abandonado os ofícios médico-religiosos.

OAJ O que você pensa sobre essa relação da região com o nazismo e a repercussão na mídia sobre os túneis ?

Não só Ibirubá mas sim todas as colônias germânicas do extremo sul do Brasil tinham sem sombra de dúvida, alguma relação com o nazismo. Cidades catarinenses como Marechal Cândido Rondon/PR e Blumenau/SC sempre foram alvo de investigações e vem trazendo bons frutos à luz do dia. 

Falando só de Rio grande do Sul, temos a famosa cidade de Cândido Godoi que acolheu nada mais nada menos que Josef Mengele, Ijuí onde o seu não menos famoso médico Dr. Ulrich Kuhlmann atuava como vice-cônsul, tramitando diretrizes desde a cúpula alemã de Berlin passando pelo consulado de Porto Alegre, através do cônsul Dr. Gottfried Wallbeck até nossa região e mesmo Santa Catarina.

Como exposto acima, o nazismo não era uma prática proibida no passado, era liberado nos anos antes de 1938 e consequentemente essas pessoas transitavam e propagandeavam livremente fazendo jus ao seu partido o NSDAP como qualquer outro. O que aliás chama atenção é o fato de que nunca concorreu a nenhuma eleição no Estado nem no País. A obscuridade e o total aparte para com essas disputas políticas locais quem sabe foi uma dos motivos que inspirou dúvida ao então governo ditador de Getúlio (que cá entre nós, pessoalmente era simpatizante das causas alemãs). Getúlio aguentou o quanto pode para se manter neutro mas os EUA determinaram a entrada do Brasil na guerra com nada mais que o naufragar (dando a devida culpa aos alemães) dos 5 navios mercantes brasileiros. Getúlio mordeu a isca e largou o colega conquistador alemão.

Levando em conta que boa parte da população alemã conservava sua cultura e língua e quase nada sabia falar em língua portuguesa, é de se imaginar o sofrimento imposto a essa gente quando que de uma hora à outra estava proibido a língua alemã, italiana e japonesa. A discrição precisava ser mantida pois ao menor deslize a casa era invadida, fosse por uma simples denúncia. O material literal fora sem piedade suprimido sem o mínimo direito à explicação. Nem todos tinham culpa das pretenções de Hitler mas com certeza pagariam o preço imposto por elas.

Dessa forma o vindouro proliferar nazista pela região conseguiu tanto êxito. O povo magoado com o sistema imposto não estava afim de colaborar e para se vingar, todas as diligências que se fizeram na cidade e região em busca de revelações se tornavam infrutíferas (salvo algumas apreensões banais) conseguindo assim ocultar grandes fatos, feitos e nomes do nazismo alemão. Depois dizem que alemão é teimoso…mentira!

Atualmente está mais do que na hora de se esclarecer alguns fatos, a mídia tem se esforçado para dirimir dúvidas e o povo carece de explicações. O que passará a acontecer se não forem dados os devidos esclarecimentos, é que pessoas então começem a falar e pensar de forma própria, e essas coisas somadas às dúvidas apenas distorcem ainda mais o que já está distorcido. Por esse motivo cremos que é preciso juntar forças para aniquilar de uma vez por todas esses “diz-que-disse” rotulantes do dia-a-dia daqueles que buscam esclarecer o que não está claro.

OAJ Você acha perigoso relacionar a região com o nazismo?

O fato é sério e merece cautela pois nomes locais importantes se misturam e mesmo com inúmeros registros e detalhes ainda há margem para dúvidas, e portanto, não é prudente sair por aí atirando a esmo. Pensemos bem e vamos com calma pois o respeito é sempre, serventia da casa.

Acredito que a “estas alturas do campeonato” muito pouco se tenha do que temer, ou que tenham a temer as famílias envolvidas. O nazismo por si só não foi um crime, se tornou um crime por decreto de lei. Nada além de Hitler poderia ter ideia do que estava por vir se este tivesse ganho a guerra, acreditamos que devido ao empenho do NSDAP no exterior, a proposta era de organizar localmente os governos para uma almejada vitória nazista, do qual então todo o tempo de treino e dedicação pudesse vir à tona e servir para o comando de cada módulo ou seção com um mínimo de atraso possível.

Em tempos de exploração espacial é imperdoável que ainda estejamos pagando royalties de guerra, mesmo que moralmente. O que devemos sim é buscar esclarecer os fatos e colocar a verdade acima de tudo sem querem buscar culpados pois na guerra nunca há um vencedor e sim dois derrotados.

Dirson Volmir Willig, Marau 09 Outubro de 2019

Na imagem destacada algumas imagens de materiais apreendidos na região

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OCORRÊNCIAS POLICIAIS

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No domingo, 13, em Ibirubá, às 18h, ocorreu uma prisão por cumprimento de mandado judicial. Segundo informações repassadas pela Brigada Militar: “Durante policiamento na 13° Expoibi a guarnição avistou o indivíduo de iniciais G.A.F, o qual era conhecido pelas guarnições de serviço e possui mandado de prisão em seu desfavor, sendo assim foi abordado e identificado. Após a confirmação foi dado voz de prisão ao mesmo, sendo necessário o uso de algemas visto a possibilidade do mesmo empreender em fuga, em razão do local da abordagem ser uma feira. Após contato com a Delegada de plantão, foi solicitado a apresentação do indivíduo na DP de Cruz Alta. Em ato contínuo o mesmo foi conduzido a UPA para confecção do laudo médico e posteriormente a Delegacia de Polícia.”

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Notícias Gerais

Expoibi registra grande participação de público e concretização de negócios

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A 13ª edição encerrou neste domingo (13), no Clube Divertido, superando positivamente as expectativas dos organizadores

Ibirubá foi o destino de muitas pessoas que aproveitaram o tempo ensolarado e quente para visitar a Expoibi. A grande fluência de público durante os quatro dias refletiu na realização de negócios, superando positivamente as expectativas dos organizadores, bem como dos expositores, que demonstraram a satisfação com a Feira.

Telmo Pedrinho Prass, coordenador da Feira e secretário de Indústria, Comércio e Empreendimentos, afirma que a avaliação é extremamente positiva. “Os quatro dias de sol permitiu que o público viesse, e se temos pessoas é porque existe interesse no evento. Conversando com os expositores, demonstraram satisfação”, observou.

O presidente da Acisa, Luiz Antônio Ribeiro Sfalcin, pontua que diversos fatores são responsáveis pelo sucesso de mais esta edição. “Tivemos tempo bom, a divulgação na imprensa igualmente foi excelente, e a gratuidade no acesso a feira e shows também é vista com bons olhos. Os pontos que precisam ser melhorados levaremos em consideração para corrigi-los”, assinalou.

Abel Grave, prefeito de Ibirubá, considera que novamente a Expoibi alcançou sucesso. “A cada edição temos observado o seu crescimento, onde recebemos os ibirubenses e público da região. A feira proporciona a concretização de negócios, bem como divulga nossas potencialidades, então encerramos avaliando positivamente a 13ª edição”, pontua.

O diretor proprietário da PDoze Feiras e Eventos, Paulo Ernani Klafke, agradeceu a parceria estabelecida com a Acisa e Poder Público Municipal. “Mais um ano encerramos com sucesso total, onde tivemos uma excelente presença de público, com programação que agradou a todos, sendo que os expositores também saíram satisfeitos. Nossa empresa sempre estará a disposição do povo ibirubense”, concluiu.

A 13ª Expoibi aconteceu entre os dias 10 e 13 de outubro, no Clube Divertido, no bairro Hermany, em Ibirubá, com acesso gratuito na Feira e shows. O evento é uma realização da Acisa com apoio da PDoze Feiras e Eventos, Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

O patrocínio é da Amisa, Cotribá, TriWay Internet e Telefonia, Vence Tudo, Corsan, Sicredi, Banrisul e Secretaria Estadual da Agricultura/Coopeagri. Acompanhe as informações do evento, acessando o site www.expoibi.com.br e também no Facebook: @expoibi.

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Triway participa de projeto premiado em âmbito nacional

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O projeto de Internet, Telefonia e Videomonitoramento para as áreas rurais de Marau, foi premiado na noite de quinta-feira, 10, em São Paulo. O prêmio do Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações é um dos mais relevantes do setor em âmbito nacional, e representa o compromisso da Triway/Coprel Telecom em unir forças para levar mais tecnologia e segurança para o meio rural.
A iniciativa de levar internet via fibra ótica para o interior está sendo desenvolvida em uma parceria com a Prefeitura Municipal de Marau, ACIM e Consepro.
Recebeu a premiação, o facilitador da Triway, Luis Fernando Volpato.

A Triway tem uma rede de altíssima tecnologia, por isso requer altos investimentos em infraestrutura e instalação. No plano de expansão Triway, as redes serão ampliadas conforme a demanda, garantindo a viabilidade do sistema sem redução na sua qualidade

Foto: Divulgação Triway
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