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Eu recomendo, por Estevan Scarsi

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O Lobo de Wall Street – A história de Jordan Berlfort, um corretor de títulos da bolsa norte-americana, durante o dia ele ganhava milhões de dólares por minuto, e nas noites gastava com festas, acompanhantes, drogas e viagens internacionais, vivendo uma vida onde dinheiro, poder, mulheres e drogas nunca eram suficientes, porém, suas artimanhas e a vida corrupta fizeram ele ser investigado pela Receita.

O Nome da Rosa – Ambientado em 1327, um monge franciscano e um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália, onde vários assassinatos começam acontecem e o monge decide investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além do mais, alguns religiosos acreditam que é obra do Demônio, mas com inteligência o monge vai lentamente solucionando o motivo dos assassinatos. Baseado no livro homônimo de Umberto Eco.

300: A Ascensão do Império – Após a morte do pai, Xerxes dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia, enquanto os 300 espartanos liderados por Leonidas tentam combater o Deus-Rei, (já sabemos o resultado) os exércitos do resto da Grécia se unem para uma batalha com as tropas de Artemisia no mar, tendo Themistocles como o responsável por liderar os gregos.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes – Quatro amigos que estão sempre metidos em enrascadas, acabam descobrindo uma sessão secreta de jogos de cartas comandada por um “negociador”, e resolvem juntar suas economias para tentar ganhar um dinheiro fácil, mas depois de perder muito mais do que poderiam, eles tem de pagar o que devem sob a pena de perderem um dedo a cada dia de atraso e agora precisam correr atrás do prejuízo.

Séries: Dexter – Baseado na obra de Jeff Lindsay, “Darkly Dreaming Dexter”, a série tem como protagonista um especialista forense em amostras de sangue, que trabalha para o Departamento de Polícia de Miami e é um serial killer que mata as pessoas que a polícia não consegue prender, assim a sua identidade dupla tem de ser escondida de todos, incluindo sua irmã, namorada e companheiros de trabalho, vivendo conforme um apanhado de regras e procedimentos desenvolvidos por seu pai adotivo que era um policial.

Séries: Sons of Anarchy Retrata os negócios e as vidas familiares de uma gangue de motoqueiros, a série tem um enfoque maior na vida dupla que cada um deles leva e a maneira com a qual eles se consideram como uma segunda família, onde todos devem se ajudar, funcionando como uma religião, onde seguem uma tradição, regras de conduta e princípios forjados dentro de cada grupo.

Frase da semana: “Há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos!”. Millôr Fernandes.

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Agricultura Sustentável é possível?

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Agricultura Sustentável: Na semana do meio ambiente, a equipe do OAJ foi em busca de uma pauta que abordasse o meio rural e a sustentabilidade, e para esclarecer essas dúvidas a equipe da Bioma Engenharia e Consultoria Ambiental nos concedeu uma entrevista bem esclarecedora.

OAJ: Quais os maiores impactos ambientais da agricultura? OAJ: Existe a possibilidade de se incorporar uma agricultura sustentável?

Sim, pois a agricultura sustentável tem como foco a produção de alimentos aliada a preservação dos recursos naturais para as gerações futuras, ou seja, busca um modo de cultivo com menor degradação do recurso natural utilizado, visando assim um menor impacto (agricultura de baixo carbono) ou mínimo (agricultura orgânica). Cabe destacar que muitos agricultores já estão revendo a sua relação com o meio ambiente e essa conscientização faz com que utilizem melhores práticas aplicadas no seu dia a dia, afinal os recursos naturais são imprescindíveis para que obtenham mais produtividade nas suas lavouras e no cultivo dos mais diversos alimentos.

OAJ: De que forma os agricultores podem incorporar práticas sustentáveis e quais os desafios?

A agricultura orgânica, é a prática sustentável mais conhecida, a qual concentra a produção de alimentos livres de químicos (mais saudáveis) e com menor pegada ambiental, tendo como principal desafio a reprodução em grande escala (custo x benefício econômico).
Porém, existem outras práticas sustentáveis que podem ser aplicadas à agricultura convencional/industrializada para torná-la de baixo carbono. Destacam-se algumas ações: a diminuição de adubos químicos com a utilização de fertilizantes orgânicos (cama aviária, dejetos líquidos bovinos/suínos desde que compostados), o uso de captações de águas das chuvas para irrigação, o uso de biocombustíveis (biodiesel, biogás, biomassa) como fontes de energia, a implantação de novas tecnologias – agricultura de precisão e mecanização, o sistema de plantio direto (proteção do solo e manutenção da matéria orgânica), o manejo correto dos agroquímicos respeitando as indicações de uso (dosagens) e descartando corretamente as embalagens (logística reversa) e a implantação de sistemas agrossilvipastoris (lavoura + pecuária + floresta), sendo o principal desafio custo x benefício econômico.

OAJ: Que leis ambientais os agricultores precisam estar atentos?
A legislação ambiental é bem ampla e está em constante atualização, todas as leis partem das diretrizes nacionais, como a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81), Código Florestal Brasileiro (Lei 12.727/2012), Lei das Águas (9.433/97), Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei º 12.305/10), Agrotóxicos (Lei Federal nº 9.974/00) e das diretrizes estaduais, como a Resolução CONSEMA nº 372/2018 e alterações (empreendimentos passíveis de licenciamento).
A particularidade de cada atividade agrícola está relacionada à exigências legais específicas, por este motivo procure informações com técnicos capacitados os quais lhe orientarão como proceder para cumprir com as exigências legais e preservar o meio ambiente.

OAJ: Vocês enquanto empresa e funcionários, teriam algum recado em especial para a população, sobre este assunto?

Como profissionais ligados ao meio ambiente, o desejo é que possamos viver em uma comunidade na qual todos os utilizadores de recursos naturais, sejam eles empreendedores rurais ou urbanos, percebam a importância da conservação do meio ambiente como um valor agregado ao seu negócio, produto e/ou serviço.

OAJ: E para concluir, quem é a Bioma Engenharia e Consultoria Ambiental, quais serviços oferecem?

Somos uma empresa aqui de Ibirubá que busca oferecer serviços tais como, projetos para Licenciamento Ambiental e Florestal; Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Cadastro no SIOUT e Outorga de uso da água; CAR; Projetos de irrigação; Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD); Serviços de saneamento; Consultoria técnica ambiental especializada.

Para quem necessitar de nossos serviços ou buscar conhecer melhor nosso trabalho pode nos procurar, ficamos contente em recebê los. Nossa equipe é composta por Eduardo Rafael Prass é Engenheiro Florestal e Jéssica Formentini Both é Engenheira Sanitarista e Ambiental. Ambos são responsáveis técnicos pela Bioma Engenharia & Consultoria Ambiental, empresa localizada na Rua Castanhal, 21 – Bairro São Jacob Ibirubá/RS E-mail: bioma.atendimento@gmail.com Telefone: (54) 3199-0789

Departamento de Jornalismo O Alto Jacuí/Rádio Cidade

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[OAJ Entrevista] Ansiedade: O mal do século, causas, consequências, sintomas, tratamentos

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Sabendo da importância em se falar desse assunto, a equipe do OAJ, foi em buscar de algumas respostas com a Psicóloga Carolina Soares. Confira:

OAJ: O que é o transtorno de ansiedade e quais as causas?

Carolina Soares: A ansiedade é um afeto processado no ego, que gera intensa carga de sofrimento, podendo ser que a pessoa identifique uma relação causal com algo que viveu, pensou ou sentiu, com a expectativa por um acontecimento vindouro, e também pode aparecer desconectado de qualquer sentido ou causa aparente. Em ambos casos traz profundo sofrimento, a ponto de causar prejuízos nas diversas esferas da vida do sujeito. As causas podem ser inconscientes e não identificáveis em um primeiro momento ao paciente, ou ativada por fatores externos ao sujeito (situações traumáticas, crises vitais, perdas importantes, ou outros momentos estressores).
Relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que o Brasil é o país latino com maior índice de doenças relacionadas à ansiedade, afetando aproximadamente 9,3% da população nacional. Pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero, idade ou condição social.

OAJ: Quais os principais sintomas do transtorno de ansiedade?

Carolina Soares: Entre os sintomas mais comuns podemos citar o medo de morrer ou de enlouquecer, sensação de perda de controle sobre os pensamentos ou sobre si mesmo; sintomas físicos como taquicardia (que leva o paciente a pensar que está sofrendo um ataque cardíaco), alterações na respiração (falta de ar, respiração ofegante etc.), pressentimentos ou sensações de que algo trágico vai acontecer.

O psicanalista David Zimermann apontou que existem vários níveis de manifestação de ansiedade, e é normal que em algum momento de nossas vidas nos sintamos assim. Começa a tornar-se patológico de acordo com a intensidade e a recorrência dos sintomas, isto é, conforme a força da ansiedade, a ponto de dominar a pessoa, e a frequência com que os episódios acontecem. Conforme Zimermann a pior forma de ansiedade é semelhante ao que os bebês e crianças pequenas sentem, que é o desamparo ou desalento, um terrível sentimento de estar completamente só, sem ninguém que o ampare, proteja ou acolha em suas necessidades. Um outro estágio é a chamada angústia de aniquilamento, sensação muito primitiva que é comum aos bebês e que pode seguir pela vida, em que a pessoa sente um risco real e iminente de morte, quando sofre o ataque dos afetos hostis e agressivos (pulsão de morte), e pode realmente ter a sensação de estar desfazendo-se em pedaços. Este tipo de angústia é bem caracterizado nos casos futuros de psicose, em anos posteriores, com a fragmentação do psiquismo e muitos delírios ou alucinações de fragmentação da imagem corporal ou do corpo em si. A angústia de engolfamento acontece nas relações simbióticas, caracterizadas por mães que não conseguem desgrudar-se dos filhos, literalmente engolfando-os em suas carências e desejos, projetando na criança suas fantasias e frustrações. Neste tipo de relação a mãe não consegue reconhecer o filho como um ser em separado, de personalidade e necessidades próprias, mas enxerga-o como uma extensão sua. Este tipo de angústia pode resultar mais tarde nos sintomas fóbicos, que levam à evitação de determinadas situações e de situações de intimidade ou aprofundamento de relações. A ansiedade de separação tem origem no período ainda inicial da vida em que o amor materno e paterno não foi consistente de forma a assegurar sua manutenção. Mas é natural por volta dos 8 meses do bebê, momento em que começa a “estranhar” a aproximação com pessoas que não pertençam ao seu convívio diário. Inseguranças neste estágio podem se cristalizar como ansiedades decorrentes na vida toda, manifestas por exemplo nas pessoas que tem dificuldade de confiar nos parceiros, nas relações de extrema insegurança e dependência. Qualquer separação lhe remete às primeiras separações dos pais, acarretando em uma vivência traumática.

A angústia depressiva aparece quando a pessoa entra em contato com porções suas que lhe parecem desagradáveis ou reprováveis, assumindo as responsabilidades sobre eles. Encarregar-se das imperfeições, dos problemas e dos erros pode levar o sujeito a angustiar-se e também a entrar em um estado depressivo.
A ansiedade decorrente do medo da perda do amor acomete crianças pequenas ou adultos, quando não desenvolveram um nível de confiança básica nas figuras parentais ou cuidadores, seja pela displicência ou pela rigidez nas punições. Já a angústia de castração decorre do período edípico, em que a rivalidade com a figura parental do sexo oposto, mesclada com o amor e admiração, geram fantasias de punição que envolvem retaliação, perda de espaço junto aos pais e reprovação pelo aparecimento das pulsões tanto amorosas quanto hostis. Já a ansiedade persecutória é resultado das projeções que o sujeito faz, ou seja, da forma como lida com seus afetos considerados reprováveis, jogando-os nas outras pessoas, o que volta-se contra si de modo ameaçador e persecutório; a pessoa imagina-se rodeada de perseguidores. A recorrência das crises de ansiedade, se não tratada, pode gerar doenças físicas, devido ao excesso de carga emocional descarregadas no corpo. Doença mental ou emocional não é frescura e nem coisa de gente fraca, mas características da condição humana, como formas de expressão do sofrimento, e precisam ser tratadas com o devido respeito.

OAJ: Que outros distúrbios estão ligados à ansiedade?

Carolina Soares: A ansiedade pode manifestar-se em diversas tipologias de distúrbios psicológicos, além de acompanhar os diagnósticos de doenças orgânicas. Mas comumente está associada a quadros depressivos, bipolaridade, pânico, fobias, ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos alimentares, toxicomanias, luto patológico, transtorno de estresse pós-traumático, entre outros.

OAJ: Alguns dos fatores que podem aumentar o risco da doença:

Carolina Soares: Hábitos de vida desregrados, sedentarismo, falta de controle das emoções, ambiente insalubre, contexto sócio-econômico-cultural deficitário em atender às necessidades básicas do sujeito são fatores que contribuem para a instalação de um quadro patológico de ansiedade. A colocação de ideais muito altos, nível de auto exigência e dificuldade em admitir erros também deixam a pessoa em constante estado de alerta e vigilância sobre seus atos. Além do histórico familiar, o que sinaliza uma maior predisposição a desenvolver o transtorno. Abuso de substâncias (drogas lícitas e ilícitas) também pode exacerbar os sintomas, e a existência de comorbidades psicológicas contribuem para o aparecimento da ansiedade.

OAJ: Quais as melhores formas de tratamento da ansiedade?

Carolina Soares: Recomenda-se tratamento multiprofissional, com acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Existe a possibilidade de a ansiedade não ser o transtorno em si, mas a manifestação de outra desordem mais complexa, o que exige avaliação criteriosa. Somente a medicação pode não alcançar o cerne do problema, que exige uma mudança nos comportamentos e padrões de pensamento. A psicoterapia entra como o meio de ajudar o paciente a encarregar-se de suas decisões, responsabilizando-se por suas escolhas e assumindo assim a possibilidade de modificar os aspectos de sua vida que estão em desacordo com suas expectativas. Modifica-se também padrões tóxicos de relacionamento. Praticamente todas as técnicas de tratamento psicológico podem ser utilizadas, incluindo a psicanálise, que permite o acesso ao conteúdo inconsciente, fonte das repetições do padrão de sofrimento, possibilitando uma mudança no registro psíquico e reordenamento dos afetos, dando-lhes novo destino e ampliando a plasticidade do aparelho psíquico, ou seja, aumentando os recursos emocionais para a pessoa enfrentar as situações de crise com maior tranquilidade.

OAJ: A correria do dia a dia, a incansável busca pelo fazer perfeito, pode ser um fator que contribuí para ter ansiedade ou até mesmo para o agravante da ansiedade?

Carolina Soares: O excesso de preocupações e pressões da vida atual, a crescente demanda da sociedade e do mercado. Neste mundo competitivo em que estamos vivendo há uma pressão constante sobre o desempenho em todos os setores da vida, seja profissional, sentimental, sobre o corpo e a saúde. O discurso de prosperidade que está em alta por vezes intensifica os medos e angústias, à medida que não se consegue alcançar o esperado. Há uma pressa por viver e alcançar metas, incrementada pela crise econômica(este um dos grandes fatores geradores de ansiedade).

Carolina Camara Soares, psicóloga formada pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Pós graduada em Gestão de Recursos Humanos e em Avaliação Psicológica. Psicanalista membro efetivo da Sigmund Freud Associação Psicanalítica. Tem experiência em docência, atuando com clínica psicanalítica para todas as idades, Orientação Profissional e de carreira, desenvolvimento de pessoas e grupos de estudo em psicanálise.

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Escolinha de Vôlei iniciou suas atividades dia 16/03- Confira

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Desde o dia 16 de março junto ao Ginásio de Esportes da EMEF Santa Teresinha a acontece as s atividades da Escolinha de Voleibol. Projeto que o Município de Ibirubá, através da Secretaria de Educação, oferece para crianças e adolescentes no contra turno escolar.
No dia 16/3 durante a abertura oficial as atividades do ano de 2019,  foram realizadas as inscrições dos participantes e uma explanação do Secretário de Educação Henrique Hentges e da Vereadora Jaqueline Brignoni Winsch para os pais e responsáveis sobre o funcionamento das atividades neste ano de 2019. Em seguida os alunos participaram de uma oficina de voleibol.
Destacamos que o evento teve a participação de um bom público. E neste ano o projeto tem 2 professores ministrando as aulas: Professor Luiz Oliveira e professora Julia Schol, as aulas estão acontecendo no Ginásio do Bairro Planalto e Ginásio da Escola General Osório.
As aulas de voleibol estão sendo disponibilizada de forma gratuita no contraturno escolar para crianças e adolescentes interessados e as categorias divididas de acordo com o ano de nascimento:
Mirim: nascidos em 2008/2009/2010.
Infantil: nascidos em 2005/2006/2007.
Juvenil: nascidos em 2002/2003/2004.

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A importância da educação sexual como forma de prevenção

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A educação sexual dos pré-adolescentes e adolescentes está no centro do debate da sociedade, um grupo acredita que a educação sexual estimula os jovens a ter uma iniciação sexual precoce. Outro grupo, de médicos, profissionais da saúde, educadores e psicólogos acreditam que abordar a educação sexual em casa e nas escolas é importante para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez precoce, além do autoconhecimento do próprio corpo.

Um tema polêmico nas últimas semanas foi a indicação do presidente Jair Bolsonaro em retirar e modificar conteúdos da Caderneta da Saúde, desenvolvido pelo Ministério da Saúde. A caderneta de saúde do adolescente traz informações sobre o desenvolvimento dos órgãos genitais, informações de como utilizar de forma correta o preservativo e sobre o desenvolvimento e mudanças do corpo que ocorrem na puberdade. Além disso, traz informações gerais sobre a saúde dos pré-adolescentes e adolescentes, de 10 a 19 anos, e é distribuída em postos de saúde para acompanhamento saúde dos jovens. Conversamos com a psicóloga Maria Eduarda Rossato Facco, ela é especialista em Psicologia da Criança e do Adolescente pela Unisinos, São Leopoldo/RS e nos trouxe informações como a educação sexual pode ser abordada de maneira adequada pelos pais ou cuidadores.

OAJ – A partir de que idade os pais devem conversar sobre sexualidade?
A idade é algo muito relativo varia de crianças para criança, adolescente a adolescente. A gente fala muito que criança não tem sexualidade, o que é um tabu falar sobre. Mas criança tem sexualidade, o bebê quando nasce tem aquele momento em que, quando a mãe faz um carinho no bracinho, na perninha do bebê são ativados centros de prazer no cérebro, o que será revivido na adolescência ou na puberdade.
É importante salientar que a puberdade e adolescência não são a mesma coisa, pois podemos ver crianças com nove anos que menstruam, mas que não tem maturidade emocional e que ainda são crianças, mas já entraram na puberdade, ou seja, o corpo está pronto para a tarefa biológica da reprodução, mas o aparelho psíquico do indivíduo não. O momento ideal para abordar esse assunto é quando a própria criança ou adolescente mostra interesse, com questionamentos sobre o assunto.

OAJ – Como podemos lidar no momento em que as crianças começam a descobrir seus próprios corpos?
São os momentos que a criança não entende o que é esse processo , não vê como um ato sexual propriamente dito, a criança se toca porque a sensação é boa – e não há nada de errado nisso. Nesse momento os pais e cuidadores podem conversar sobre estas situações, da maneira que julgar correto, e, em casos que apresentem maior dificuldade procurar um psicólogo, pediatra ou hebiatra. Sempre abordando de maneira a não reprimir, mas alertando quais os locais apropriados e momento em que se pode fazer. Pois a sexualidade é algo instintivo, os seres vivos nascem para reprodução. Somente o ser humano é que pratica um ato sexual por prazer, é algo instintivo, nós nascemos para reproduzir a espécie, então é natural que este desejo apareça quando estamos chegando perto da maturação sexual. Também é importante entender que abordar educação sexual não irá estimular a criança, a criança quando pergunta ela já está curiosa. E ainda na infância é perfeitamente normal sentir desejo, mas elas não sabem o que fazer ou lidar com isso se não for abordado e informado.

OAJ – As brincadeiras entre crianças, brincar de médico ou papai e mamãe, como os pais podem abordar isso?
Isso acontece porque é algo da curiosidade da crianças. Não deve ser reprimido, mas precisa ser explorado e os riscos alertados. Ao falar sobre sexualidade se esclarece pontos e também a criança começa a ter cuidado com o próprio corpo e com o corpo do outro, que aquele corpo não é para o meu prazer. Porque o outro também sente dor e que deve respeitar o corpo do outro, assim como gostaria que respeitasse o seu próprio.

OAJ – Muitos pais e cuidadores ainda hoje não conversam sobre a primeira menstruação da menina?
É um tabu, porque falar de sexualidade com os filhos é extremamente desconfortável. Isso acontece porque muitas mães e pais também não receberam informações a respeito. Hoje esses pais que não conseguem falar sobre sexualidade e primeira menstruação também não tiveram alguém que pudesse fazer esse processo para eles. Ou tiveram e foi algo muito traumático. Pensar nessa bagagem, de traumas anteriores, e quando fala-se sobre isso com os filhos, há o retorno de questões passadas. Então precisamos levar em consideração. Procurar um psicólogo, pediatra, um médico especialista em adolescente que podem ser profissionais para auxiliar nesse processo e passar nessas fases da forma mais tranquila possível.

OAJ – Hoje a iniciação da prática sexual começa cada vez mais cedo, nesse sentido, como os pais podem alertar e informar sobre uma gravidez precoce ou até mesmo uma doença sexualmente transmissível.
Os pais falarem com os filhos sobre sexualidade é um tabu, os pais têm medo que ao falar com os filhos sobre sexualidade estarão incitando os filhos a iniciarem uma vida sexual precoce. O que não é verdade, hoje em dia a vida sexual dos jovens começa cada vez mais cedo. Mas esse desejo sexual existe ha muito tempo, e não existe fórmula para isso que não seja a informação. Alertar nossos jovens, nossas crianças dos riscos que elas correm, não só os físicos como uma DST ou uma gravidez precoce, mas riscos psicológicos, uma criança gestando outra criança, isso é muito grave e a gente precisa falar sobre isso para que isso deixe de ser algo, de certa forma, secreto. E que seja algo que seja presente na sociedade, também por meio das políticas públicas.

OAJ – Quais as diferenças da educação no passado para a educação que temos hoje?
É difícil fazer esse parâmetro, os nossos pais receberam uma educação mais rígida, baseada com o respeito com o professor, os mais velhos e qualquer figura de autoridade e hoje essa rigidez afrouxou. O que eu penso ser benéfico em diversas situações, em outras a gente concorda que não, como o tiroteio em Suzano/SP (ocorrido na quarta-feira, dia 13 de março). Esse afrouxamento da rigidez da educação existe e não creio que seja ruim, o respeito antigamente era baseado no medo, porque as crianças teriam alguma punição caso não o fizessem. Hoje se fala em limites, que devem ser estabelecidos dentro de casa, que devem ser dados para que esses atos não aconteçam.

OAJ – Como deve ser feita a educação sexual nas escolas?
Nós temos agora um governo mais rígido se assemelhando à educação que nossos pais tiveram. A escola pode providenciar a educação sexual porque a primeira instituição que pertencemos é a nossa família, quando a família falha em nos passar essas informações, a escola se obriga a dar conta desse processo. Existem pais que não conseguem falar sobre sexualidade com seus filhos. Cabe a escola trazer essa informação, no cunho de produzir conhecimento, acerca de doenças sexualmente transmissíveis (DST), de aborto, riscos de uma gravidez precoce. Hoje a puberdade está acontecendo muito antes que antigamente, então é preciso abordar esse assunto da mais adequada possível. A escola deve providenciar uma fala com profissionais qualificados, que sejam adequados para falar sobre esse assunto. As cartilhas disponibilizadas (do adolescente) que contém essas informações foram elaboradas por profissionais adequados para falar sobre o tema. Que tem conhecimento técnico sobre, porque há essa demanda. Por exemplo, a ONU tem uma estatística que o Brasil detém 49% dos casos de HIV da América Latina e 35% dos infectados têm de 15 a 24 anos, porque não se tem informação acerca deste tema. Quanto mais a gente conhece sobre o assunto, mais responsabilidade nós temos sobre. Retirar imagens das cadernetas é um retrocesso, um pré-adolescente que vai enxergar uma vulva num manual não vai incitá-lo a procurar uma menina que tem uma igual. Porque isso já está dentro dele, estamos falando sobre puberdade, os hormônios estão à flor da pele. Informar como se coloca um preservativo no pênis não irá fazer com que esse adolescente vá correndo ter uma relação sexual. Ele vai aprender a se prevenir, essa cartilha tem o efeito de prevenção. A educação sexual não significa ensinar a manter uma relação sexual, mas sim informar a diferença do corpo do outro, o meu corpo, respeitar o corpo do outro, para quando houver a possibilidade de entrar em contato com esse outro, a gente possa saber se prevenir, para que os casos de HIV e outras DST’S parem de aumentar, é uma epidemia, e que precisa ser trabalhada como caso de saúde pública.

OAJ – Qual recado final gostaria de deixar para esses pais?
Os pais tenham paciência com seus filhos a adolescência e a puberdade são fases mais difíceis, e qualquer sinal de curiosidade, punir não é a saída, reprimir não é a saída. A nossa saída é a informação e o conhecimento de maneira adequada para que a gente consiga não reduzir, mas controlar o aumento de DSTs. A comunicação entre as famílias também é um papel principal, porque a nossa família é a primeira instituição, a escola vem para pincelar esses assuntos. Que sejamos pais suficientes para que nossos filhos não precisem aprender na escola assuntos que poderiam ser conversados e resolvidos dentro de casa.

MARIA EDUARDA ROSSATO FACCO
Psicóloga – CRP 07/25102

Psicóloga clínica, formada pela Universidade de Passo Fundo. Especialista em Psicologia da Criança e do Adolescente pela Unisinos, São Leopoldo.

Atualmente atende nas cidades de
Ibirubá e Passo Fundo.
Telefone para contato: (55) 99131-6036

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[OAJ entrevista] Marceli Refatti fala sobre alimentação saudável

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Você sabe o porquê de se ter uma alimentação saudável? Os benefícios que ela traz ao seu corpo e a importância de procurar um bom profissional da área quando se pensa em fazer uma dieta? Se você ainda não sabe, ou tem alguma dúvida, confira a entrevista com a nutricionista Marceli Refatti, que esclarece esses pontos.

OAJ – Marceli quais as dicas para ter uma boa alimentação saudável e perder peso?

Alimentar-se é um ato natural e vital ao ser humano, portanto, alimentação é um processo de ingestão de alimentos capazes de fornecer ao nosso organismo nutrientes para o seu desenvolvimento. E a alimentação saudável? Essa é capaz de influenciar positivamente na saúde e qualidade de vida das pessoas. Além de fornecer saúde, boa energia e bem-estar geral, ela também nos ajuda a combater doenças, manter o peso corporal saudável e um bom desenvolvimento físico.

Nós somos formados por células e nossas células precisam de nutrientes, que são a matéria prima do organismo e por isso devem ser de boa qualidade. E para que você leitor, mantenha uma alimentação adequada e saudável, vou deixar para você algumas dicas que serão de bom proveito em sua alimentação no dia-a-dia.

– Não fique muito tempo sem comer. É mais importante comer pouco, mas em intervalos curtos do que comer muito em poucas vezes ao dia. Assim o organismo evitará a restrição de energia, facilitando a perda de peso. Faça pequenos lanches, com frutas e alimentos saudáveis, de 3 em 3 horas, intercalando entre as grandes refeições.

– Coma com calma, com tempo para processar os alimentos, pois grande parte das enzimas digestivas são secretadas por estímulos sensoriais (visão, olfato, tato, paladar).

– Mastigue bem, a sua digestão inicia na boca, com a trituração dos alimentos e a ação da saliva. O objetivo principal da mastigação é tornar o alimento pastoso para facilitar o processo digestivo. Se você não mastigar bem a tendência é que seu organismo demore a avisar que está saciado e você acaba comendo mais do que necessita.

OAJ – Referente aos líquidos junto às refeições é correto beber e comer juntos?

– Não ingira líquidos com as refeições, isso faz com que você não mastigue bem os alimentos e atrapalha o processo digestivo. Por isso, procure beber 30 minutos antes ou 60 minutos após as refeições principais.

– PORÉM A ÁGUA É EXTREMAMENTE IMPORTANTE PARA O NOSSO ORGANISMO, beber água durante o dia faz com que nosso corpo se mantenha bem hidratado, ajuda o organismo a transportar os nutrientes que precisamos e contribui na digestão dos alimentos.

OAJ – Qual sua opinião quanto aos alimentos integrais, frutas e verduras?

Consuma alimentos integrais, frutas e as hortaliças, eles contém vários nutrientes que estão na película do grão. Eles são ótimos para manter a glicemia baixa (açúcar no sangue), além de ter fibras que servirão de alimento para as bactérias que ajudam seu intestino a trabalhar, controlando o colesterol e a saciedade. Verduras, legumes e frutas são ótimas fontes de fibras, vitaminas e minerais. Isso sem contar que são ótimos antioxidantes e protegem nossas células.

– Prefira alimentos naturais, pois uma alimentação o mais natural possível evita muitas substâncias como corantes e conservantes, que possuem altas quantidades de sódio e podem, em longo prazo, causar hipertensão e sobrecarregar os rins.

OAJ – Qual sua opinião sobre as famosas dietas da moda?

Outros assuntos de grande preocupação são as famosas “dietas da moda”. A cada semana surge uma dieta mirabolante que promete perda de peso rápida com o mínimo de tempo possível. Geralmente os inúmeros sacrifícios para reduzir medidas em um curto espaço de tempo, traz o indesejado efeito sanfona, que desanima o individuo. Se você quer realmente perder peso, precisa focar não em números na balança, mas uma melhoria na qualidade de vida. Com um equilíbrio de atividade física, uma alimentação saudável e uma rotina que permita você descansar, os resultados surgirão naturalmente.

Enfim, coma de tudo, pois um erro muito comum que as pessoas cometem é restringir grupos alimentares. Virar vegetariano, comer só proteínas ou saladas não são sinônimos de alimentação saudável. Ao invés disso, aposte no prato colorido, aquele que tem uma fonte de fibras, minerais, vitaminas e proteínas, essa é a melhor escolha.

OAJ – Como é o trabalho numa nutricionista junto ao um hospital, já que atualmente você trabalho no Hospital Annes Dias? (Marceli Refatti é nutricionista responsável pelo setor de nutrição e alimentação dos pacientes do Hospital Annes Dias há mais de 5 anos, atende pacientes com diversas patologias, cada qual com uma dieta específica)

Em meus atendimentos diários aos pacientes procuro orientar sobre a importância da alimentação saudável na evolução da qualidade de vida das pessoas.

OAJ – E para terminar Marceli, o que você tem a dizer as pessoas que querem seguir a profissão de nutricionista?

O profissional de nutrição promove a saúde a partir dos alimentos, ou seja, ajuda a estabelecer hábitos que possam prevenir doenças metabólicas, ou distúrbios causados pela alimentação irregular. Embora parte da população já tenha dado passos importantes em direção a uma mudança geral na maneira de se alimentar, ainda há muito chão pela frente. Um dos principais desafios da área da Nutrição é levar conhecimento SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL a toda população.

Da redação integrada Departamento de Jornalismo Rádio Cidade FM/ O Alto Jacuí

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