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A capital do turismo regional, por Letícia Vargas

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Quinze de Novembro é muito conhecida como a capital do turismo regional. Suas belezas naturais encantam as pessoas que por ali passam. Há muito tempo as pessoas a conhecem como uma cidade turística. Mas o que é turismo? A palavra é oriunda do latim “Tornare” e do grego “tornus”, tendo seu significado como “giro”. O turismo pode ser interpretado como algo que as pessoas fazem para se sentir bem. As atividades realizadas durante viagens, momentos de lazer e a permanência por pouco tempo em lugares distintos de suas casas são características do turismo.
As cidades turísticas são aquelas que estão preparadas para receber pessoas de fora e acolhe-las da melhor forma. O turismo pode ser rural, cultural, religioso, ecológico, entre outros. Na cidade de 224 Km² de área total, 3 distritos e 3.653 habitantes (segundo o IBGE de 2010) agrupa praticamente todos os tipos de turismo. Em Quinze de Novembro, se concentram pelo menos 23 pontos que os viajantes podem visitar, a maioria deles vinda de belezas naturais.

Muitas pessoas que vivem em cidade média ou grande procuram descanso durante os finais de semana. Quinze de Novembro é conhecida como uma cidade calma, e dá o prazer de escutar os bons sons da natureza. Quando as pessoas que moram nas metrópoles, localizadas aos arredores da cidade, descobrem esta paz, procuram construir uma casa ou se hospedar em uma dos hotéis da cidade. Ao passar pelo lago do Passo Real é fácil ver construções ás margens da barragem, a maioria delas são de estrangeiros, pessoas que moram em outras cidades e se locomovem para apreciar as belezas deste local.

Por ter uma grande extensão de lagos e rios, a prática da pesca é muito comum. Viajantes que gostam de pescar marcam com seus amigos um churrasco ao leito da barragem. Não importa se não conseguirem pegar nenhum peixe, muito deles vão apenas se divertir e conversar com os amigos. Outros utilizam a pesca para se sustentar e vender os peixes para aqueles que não têm tempo de pescar.

O turismo existe há muito tempo, mas nem sempre ele foi estudado. Recentemente foram surgindo pesquisas sobre o turismo. Antes ele não tinha muita importância para as cidades, ser “a capital do turismo regional” não era muito comum, pois aquilo era visto com pouca importância. Atualmente, essas atividades são de grande valor, tanto para os turistas, quanto para aqueles que vivem em uma cidade turística.
A atividade turística é uma das mais importantes no setor econômico e de geração de emprego e renda. Quase 8% do PIB nacional vêm do setor de turismo e o mesmo é responsável por gerar 6,59 milhões de empregos. Ser uma cidade turística pode facilitar muito na economia do local e da região.

Quinze de Novembro, uma cidade pequena, possui basicamente cinco fontes de economia: agricultura, pecuária, indústria, comércio e turismo. Sendo que o maior ramo de trabalho é na plantação dos agricultores. O restante das fontes econômicas depende dos moradores rurais, se a safra não for muito boa, toda a população fica prejudicada. O turismo ajuda no financeiro dos comerciantes. Principalmente no verão, a estação que tem seu maior pico de movimentação, costuma facilitar a vida de quem depende de vendas.

Boa parte do crescimento de Quinze de Novembro se dá a partir do turismo. A cidade está utilizando o que tem de melhor em suas terras. A limpeza, organização, carisma e crescimento tornam o município um exemplo para os vizinhos territoriais. Pessoas que moram ao lado da capital do turismo, preferem se deslocar a ficar em suas próprias terras. A visão da região do Alto Jacuí e de boa parte do estado é de um munícipio promissor que ainda tem muito a ser explorado, suas terras são dignas de muito além do que já foi conquistado até os dias atuais. Para continuar crescendo talvez o município necessite de algo a mais. Será que a população precisa ajudar a usufruir todo o potencial, a gestão pública ou todos em união?

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Aprendizagem versus treinamento: como equilibrar?, por Valeska Schwanke Fontana Salvador

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Apesar de parecer óbvio, há confusão frequente entre aprendizagem e treinamento.
Aprendizagem sempre será um processo maior, sistêmico e continuado. Já o treinamento, dependendo da estratégia, até pode ser um dos pilares para o desenvolvimento das equipes num processo de aprendizagem.
O que quero dizer é que estes dois vocábulos estão longe de ser sinônimos. Então, ao optar pela aprendizagem, a organização precisa adaptar-se e fomentar um espaço propício a esta estratégia.
Quando pensamos em treinamento, imediatamente vem à tona a era industrial. Afinal, o treinar é fazer com que as pessoas executem determinada tarefa com maior eficiência.
Contudo, em alguns casos, é essencial que as pessoas saibam como manipular com excelência determinada atividade. Pois, como solicitar que se inove e aloque conhecimento, sendo que nem se imagina como fazer para “funcionar” determinado recurso?
Quando tratamos de treinamento é importante que fique claro que ele terá uma visão técnico-operacional. Portanto, caso a necessidade de desenvolvimento de competências seja esta, mesmo sendo um paradigma da era industrial, a estratégia será muito benéfica também na era do conhecimento, ou seja, a nossa.
Aprendizagem versus treinamento: um ou outro?
Apesar de já termos iniciado essa conversa, vale termos um espaço específico para refletirmos.

O que já trouxemos para este artigo é:

a) Aprendizagem é um processo sistêmico e continuado.
b) Treinamento é aplicado para as necessidades técnicas e operacionais.

Então, você imagina que precisamos optar por um caminho ou outro ou que possamos conciliá-los?
Dica: qualquer ação que envolva o desenvolvimento de pessoas deve ser planejada e ligada aos objetivos estratégicos da organização. O segredo é saber utilizá-la como insumo e tecnologia, trazendo o aprendiz para o centro de todo planejamento estratégico.
Então quer dizer que devemos treinar as equipes e gerar aprendizagem nos líderes?
De forma alguma. Dificilmente um líder será submetido a um treinamento, propriamente dito. Porém, em virtude do pensamento sistêmico, exigido para uma learning organization (organização que aprende), pode ser que haja tal ação educacional. Todavia, seria uma exceção à regra.
De outro lado, privar as equipes de terem a possibilidade de um processo de lifelong learning (educação continuada) é tolher o que Peter Drucker chama de trabalhadores do conhecimento. Citando suas palavras:

[…] profissionais que sabem como alocar conhecimentos para uso produtivo. Pessoas capazes de incrementar a produtividade e gerar inovação. Esse é um trabalhador que aprende mais, melhor e muito mais rápido; para isso uma nova forma de educação deve surgir. (DRUCKER, 1997).

Neste sentido, é essencial entender e aceitar o quão estratégico é desenvolver as pessoas. Precisa-se imediatamente mudar o paradigma industrial onde o investir no capital humano era visto unicamente como um custo.
Aliás, para compreendermos a diferença entre o paradigma industrial e do conhecimento, vale analisar o quadro abaixo.

Entretanto, sabemos que em um cenário tão conturbado e complexo como o que estamos presenciando nos últimos tempos, a aprendizagem e o treinamento não são prioridades nas organizações. Todavia, será que haverá criação e manutenção de diferenciais competitivos, sem que haja investimento em melhorar as competências que são essenciais para o ecossistema empresarial? Fica a indagação para a nossa análise.

 

Valeska Schwanke Fontana Salvador é CPO e CO-Founder da Conducere Inteligência Corporativa. Mentora, professora universitária e Advisor de Smart Business. Possui especialização em Inovação em Tecnologia Educacional e Design Instrucional/Educacional.

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A Festa Junina no contexto da cultura popular brasileira, por Luana Polon

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Eis que chega o mês de Junho, e com ele as famosas festas juninas! A cultura popular brasileira é rica em manifestações, caracterizada pela multiculturalidade, uma mescla da diversidade dos grupos humanos que formam o povo brasileiro. Para Darcy Ribeiro, um dos mais importantes antropólogos que o Brasil já teve, o povo brasileiro é constituído originalmente pela miscigenação entre os grupos indígenas que viviam nas terras que atualmente chamamos de Brasil, os brancos europeus na figura dos colonizadores e os negros africanos trazidos no contexto da escravidão. Soma-se a isso a presença dos demais grupos que vieram posteriormente, todos carregando traços culturais dos seus locais de origem. Com isso, formou-se um ambiente cultural dotado de grande diversidade, seja nas danças, na gastronomia, nas ritualísticas, nas vestimentas e crenças.

Uma das festividades mais conhecidas no Brasil é a Festa Junina. Estas festas são realizadas em vários locais do Brasil, no entanto, não são homogêneas em sua caracterização. Por exemplo: as festas juninas nordestinas não são iguais as festas juninas realizadas na região Sul. Isso porque os grupos populacionais foram inserindo elementos próprios de outras culturas na comemoração junina, inclusive no que diz respeito aos alimentos. Originalmente, a Festa Junina era uma comemoração que foi trazida pelos portugueses e espanhóis para o território brasileiro, e tinha relação com a religião católica, constituindo-se como uma homenagem a santos como São João, Santo Antônio e São Pedro. Em um primeiro momento, estas festas eram chamadas de “festas joaninas” em referência a São João, ou ainda na cultura pagã “Midsummer” (celebração do meio do verão) e tinham relação com o solstício de verão no Hemisfério Norte. No Brasil, como estamos em outro hemisfério terrestre (Sul), estas festas ocorrem no período de transição para o inverno, mais especificamente no mês de Junho, por isso ficaram conhecidas como “festas juninas”.
As festas que seguem a mesma lógica da Festa Junina são desenvolvidas no mundo todo, mas cada lugar possui uma manifestação diferente, segundo a cultura local. No Brasil, a Festa Junina é caracterizada como festividade do “interior” ou ainda “caipira”. As festas brasileiras são baseadas nas festas dos santos populares em Portugal, com uso de instrumentos musicais como sanfonas, cavaquinhos, reco-reco. Ainda, vestimentas no estilo caipira, em uma clara referência aos povos sertanejos que se instalaram na região Nordeste do Brasil. São comuns as comidas típicas como canjica, pamonha, o milho cozido, a pipoca e o bolo de milho, arroz-doce, broa de milho, cocada, a bebida chamada de “quentão”, o vinho quente, pé-de-moleque, a batata-doce, o bolo de amendoim, o pinhão e outros. A Festa Junina mais típica do Brasil é a da região Nordeste, no entanto, essa festividade ocorre em vários outros lugares do Brasil também. Na região Sul do Brasil são incorporadas vestimentas, músicas e danças, bem como a culinária mais apropriada aos aspectos culturais dos povos que colonizaram esta região. Assim, é comum que a roupa nas festas juninas da região Sul do Brasil seja ligada a cultura gaúcha, com as meninas vestidas de prenda e os meninos de peão. As músicas são o vaneirão, o chamamé e o xote gaúcho.

Além disso, há uma maior incorporação de pratos com pinhão, o espetinho de carne, a canjica de leite, doces de origem europeia, chimarrão. Apesar das diferenças na forma da comemoração nas diferentes regiões do país, a Festa Junina tem uma origem comum, tendo sido incorporados os demais elementos culturais posteriormente com o processo de miscigenação do povo brasileiro. A Festa Junina é um momento do ano esperado por muitas pessoas, seja pela alegria que esta festividade representa, pelas comidas típicas tão famosas, pelas músicas, danças e apresentações, ou pela possiblidade de conhecer pessoas e festejar a amizade. A Festa Junina é uma comemoração multicultural, aponta para o solstício de inverno (Hemisfério Sul) e solstício de verão (Hemisfério Norte) e homenageia os santos na crença católica. É uma festa bonita e que já está consolidada na cultura popular brasileira. É tempo de comemorar!

Referências
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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[Geografia e Afins, por Luana Polon] É possível prever um tornado?

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De tempos em tempos ressurge uma dúvida: “é possível prever os tornados?”. Essa indagação emerge em períodos do ano onde há um maior risco de temporais, devidos às condições gerais da atmosfera. Quando a mídia publica algo do tipo, não demora muito para que milhares de pessoas republiquem a matéria, o que pode gerar certo medo na população. Mas primeiramente, o que são tornados? Os tornados são fenômenos naturais que deixam um rastro de destruição por onde passam. Basicamente, são nuvens em forma de funil que ligam a base de uma cumulonimbus (nuvem de amplo desenvolvimento vertical) à superfície terrestre. A partir de seu deslocamento, causam estragos em conformidade com suas proporções. A Universidade Estadual de Campinas estima que desde os anos de 1990 até pelo menos 2015, o Brasil tenha sido atingido por mais de 250 tornados. Portanto, pode-se dizer que o país está na rota dos tornados, e que o fenômeno natural, embora ainda pouco conhecido, possa acontecer muitas vezes no Brasil nos próximos anos. Em homenagem ao cientista de tornados Dr. Ted Fujita, da Universidade de Chicago, a escala que mede a intensidade dos tornados é a Escala Fujita.

Assim, F0 – considerado fraco, atinge ventos que se estendem desde os 64 até 116 Km/h – Os danos registrados são galhos de árvores quebrados e telhas arrancadas. Raramente há registros de pessoas feridas nesta categoria de tornado. F1 – considerado ainda fraco, atinge ventos de 117 até 180 Km/h – Nesta categoria são registradas árvores arrancadas ou derrubadas, podendo haver ainda danos maiores em telhados, bem como tombamento de trailers e desabamento de barracos. F2 – considerado de intensidade média, são aqueles cujos ventos se estendem de 182 até 253 Km/h. Nesta categoria são registradas árvores voando e arrastadas pela força dos ventos. Além disso, pequenas estruturas vão ao chão. F3 – considerados médios, abrangendo ventos de 254 até 332 Km/h. Esse tipo de tornado é mais severo, quando carros tombam e paredes são derrubadas. Comumente árvores são arrancadas com raízes neste tipo de tornado. F4 – considerado como um tornado violento, pode atingir velocidades entre 333 e 418 Km/h. Esse tipo de tornado provoca devastação no local atingido e casas são parcialmente destruídas. F5 – são tornados considerados violentos, sendo que atingem velocidades entre 420 e 512 Km/h.

Neste contexto, estruturas de aço do tamanho de carros podem mover-se, edifícios podem ser arrancados do chão. Apesar dos grandes danos ocasionados por esse tipo de fenômeno natural, infelizmente ainda não existem meios eficazes para detectar sua ocorrência. Por enquanto, a ciência tem capacidade de explicar os meios pelos quais um tornado se forma, o que dificulta a detecção do fenômeno é a rapidez com que ele se estabelece. Apesar de os tornados ocorreram todos os anos no Brasil, especialmente na região Sul, a incidência é considerada como baixa pelos pesquisadores. O Brasil é um país de clima tropical, com presença de muita água em seu território, e estes são fatores que funcionam como termorreguladores para auxiliar na não formação de tornados. Ainda assim, os tornados ocorrem, e não são previsíveis. Em locais do globo, como os Estados Unidos, onde os tornados são muito comuns, já existem tecnologias com capacidade de previsão destes eventos severos.

Além da carência de tecnologias, o Brasil não tem um sistema de dados muito robusto sobre a incidência dos tornados em seu território, e isso é fundamental para que se possa estudar mais a fundo a formação destes eventos, já que eles não ocorrem de forma homogênea em todo o globo. Hoje o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos-CPTEC/INPE consegue afirmar se uma ocorrência foi um evento tornádico depois que ele já ocorreu, usando para isso a severidade dos estragos que ele ocasionou, imagens de vídeo e fotografias, dados das condições atmosféricas no momento. No entanto, isso é diferente de detectar com antecedência, o que ainda não é feito no Brasil. Portanto, a população deve conhecer mais sobre as formas de proteção quando ocorrem os tornados, podendo acessar para isso os sites da Defesa Civil de seu Estado. Cabe a consciência de que, pelo menos por enquanto, o Brasil não tem condições de detectar precocemente um tornado, então todas as notícias divulgadas fora dos órgãos oficiais, são meras especulações. Na dúvida, não compartilhe a informação, e acesse o site de algum órgão oficial de meteorologia.

*Adaptação do texto “Tornado” publicado pela autora no site educacional Estudo Prático.

** Luana Polon é Mestra em Geografia.

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[Cotidiano, por Letícia Vargas] A história de uma quadra de esportes

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Entre um gol e outro, quantos joelhos já foram ralados na quadra Erno Sand? São mais de 40 anos de histórias construídas em uma quadra de esportes. A área esportiva Erno Sand está localizada na praça Clara Saft, a praça central de Quinze de Novembro. A quadra de esportes foi criada em 1974, quando o município ainda era distrito de Ibirubá.

A intenção era trazer um entretenimento ao povo que vivia por ali, que até então não tinha muitas áreas de lazer. Bertoldo Sand perdeu seu filho de 26 anos no mesmo ano da criação da quadra. Erno Sand, filho de Bertoldo, é pai de dois meninos Élio e Ércio Sand, os quais na época ainda eram crianças pequenas. Para homenagear o filho falecido tão precocemente e deixar essa lembrança para seus netos que ocupariam a quadra futuramente, Bertoldo foi até Ibirubá e pediu que a quadra tivesse o nome do seu filho. A prefeitura de Ibirubá aceitou o pedido do triste pai e nomeou a quadra como Quadra Erno Sand.

Praças são feitas com o intuito de entreter e dar lazer as pessoas que por ali passam. Na praça central da cidade se encontram várias opções de lazer: tem parquinho para as crianças, sombra, bancos, laguinho, museu e quadra de esportes. Muitas pessoas, principalmente quando crianças, já brincaram, jogaram bola, pularam corda ou até mesmo assistiram alguém jogando nas áreas esportivas.

Em Quinze de Novembro não é diferente. Adultos, jovens e até mesmo pessoas de idade, possuem várias histórias que aconteceram na área esportiva da praça. Cada gol marcado, vitória, derrota, arranhão e até mesmo brigas de criança estão marcadas na memória de cada um que por ali passou.

“Quando o sino tocar é hora de você vir pra casa”. Era o que muitas mães diziam para os seus filhos que todos os dias, com chuva ou sem chuva, iam jogar futebol, um jogo que tinha suas próprias regras na quadra esportiva. As mães sabiam que às 18:00 horas seus filhos estariam vindo pra casa. Isso, graças a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), localizada no outro lado da rua, tocava o sino todos os dias sem errar e sem se atrasar.

Quando as escolas municipais ou estaduais estão de reforma ou não possuem um lugar para realizar as atividades esportivas, os professores levam os alunos para praticar exercícios na “quadra da praça”, como muitos a chamam. É alegria na certa. Brincar em um lugar diferente é sempre divertido para a criançada e ainda mais em lugar onde todos vão te ver brincando.

Construir um espaço de lazer muitas vezes tira a possibilidade de melhorar algo visto como “mais importante” pelos moradores no momento. Ter boa qualidade de vida, se divertir, ter lugares legais para ir no seu município também é algo importante, e por isso é necessário fazer reformas. Vivemos em um mundo moderno e com mais qualidade de vida. Inovar é necessário.

Atualmente, a quadra se encontra em obras. Está sendo reformada para ser uma quadra de grama sintética. O projeto é realizado pelo governo do prefeito, Gustavo Peukert Stolte, e do vice-prefeito, Paulo Adalberto Prante, e será inaugurada no dia 01/06/2019. Muitas pessoas brincaram na antiga quadra e quantas outras irão brincar na nova. Antes joelhos eram ralados pela espessura áspera da quadra, e agora quais serão as marcas de criança que a quadra com grama sintética vai deixar?

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[Geografia e Afins, Luana Polon] As pessoas com deficiência e o espaço urbano

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O espaço urbano é o ambiente da diversidade! É no espaço urbano onde se encontram os vários estilos, crenças, atividades profissionais, ideologias, pensamentos, sentimentos, afetos. Mas é também no espaço urbano onde as desigualdades e limitações sociais são mais perceptíveis. Se as pessoas já não são naturalmente incorporadas ao espaço urbano de forma igualitária, a situação fica ainda pior para as pessoas que convivem com algum tipo de deficiência. Segundo dados do IBGE, aproximadamente 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência (física, visual, cognitiva, auditiva, etc.). Desta forma, é estimado que o Brasil tenha 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs) atualmente. Mas, onde estão essas pessoas? Algumas deficiências são plenamente perceptíveis em um primeiro momento, mas muitas outras são “deficiências não visíveis” ou que se apresentam de forma mais discreta.

As pessoas com deficiência estão em todos os lugares, compartilhando dos espaços urbanos cotidianamente, no banco, no supermercado, buscando vaga de estacionamento, nas praças, escolas, nos ambientes de trabalho. Nem sempre, no entanto, os espaços urbanos são inclusivos. Se já parece difícil para alguém que não tenha deficiências andar em um trânsito caótico, rodar vários minutos até encontrar uma vaga para estacionar, se deslocar alguns metros debaixo de chuva ou no frio, carregar sacolas pesadas com compras até o carro, imagine tudo isso para uma pessoa com deficiência! São comuns os estabelecimentos comerciais que não tenham vaga exclusiva para pessoa com deficiência, e quando as têm, muitas vezes são apropriadas por aqueles que não as precisam. Além disso, calçadas quebradas, com raízes de árvores expostas, buracos, obstáculos (lixeiras, bicicletários, placas), falta de rebaixamento nas calçadas (guia rebaixada), são limitações comuns para as pessoas com deficiência e que se deslocam pelo espaço urbano. Soma-se a isso a intolerância de alguns motoristas que não respeitam a faixa de pedestre, enquanto recurso para que as pessoas atravessem em segurança as vias. Ou ainda, a discriminação pelas pessoas que usam filas prioritárias para pagamentos, atendimento bancário ou situações do tipo. Sem falar no preconceito que ainda é latente em uma sociedade onde os padrões estéticos cultuam um corpo perfeito.

As pessoas com deficiência sofreram muito ao longo da história, tendo sido mortas por incompreensão em relação a sua situação, posteriormente “escondidas” da sociedade em abrigos, asilos e hospitais. Hoje, apesar dos avanços em relação à inclusão da pessoa com deficiência na sociedade (vagas de trabalho, em concursos, prioridade de atendimento), ainda há muito por ser feito. A inclusão das pessoas com deficiência não deve ser realizada apenas para se respeitar uma Lei, mas por um princípio de humanidade, de proteção diante dos mais vulneráveis, empatia. Os espaços urbanos ainda precisam ser mais adequadamente planejados para que as pessoas com deficiência sintam-se confortáveis e seguras ao se deslocar pela cidade. Da mesma forma, os eventos, festividades, o comércio, os espaços de lazer, as instituições de ensino, devem possuir as condições básicas de acessibilidade. Hoje existem várias organizações, conselhos, instituições que defendem e lutam pelos direitos da pessoa com deficiência, e isso mostra o quanto ainda é preciso evoluir, já que estes direitos nem sempre são cumpridos. Para além das questões políticas, cabe a cada indivíduo questionar como tornar menos limitante a vida das pessoas com deficiência no cotidiano. Quais medidas podem ser tomadas por você, sua empresa, escola, igreja, seu círculo de convívio e que promovam a qualidade de vida e a inclusão das pessoas com deficiência? Como é o espaço urbano da sua cidade em relação às necessidades das pessoas com deficiência – inclusivo ou excludente? Você respeita as vagas de estacionamento para pessoas com deficiência? Você cede seu lugar na fila para alguém com deficiência? Sem concluir, uma reflexão: “se o lugar não permitir o acesso a todas as pessoas, esse lugar é deficiente”.

Referências

GUGEL, Maria Aparecida. A pessoa com deficiência e sua relação com a história da humanidade. Disponível em: http://www.ampid.org.br/ampid/Artigos/PD_Historia.php. Acesso em 20 mai. 2019.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra em Geografia, mas é também deficiente física e vive na pele as limitações do espaço urbano.

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[Eu recomendo, Estevan Scarsi] 5 lições de vida com Game of Thrones

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Você pode gostar ou não, mas o fato é que “Game of Thrones” é uma das séries mais influentes da história da TV. E esse sucesso todo não é fruto apenas da produção grandiosa da HBO. A história é muito cativante, cheia de suspense e mistério. Além disso, os personagens têm um alto grau de profundidade, o que cria uma conexão emocional com quem está assistindo. Para celebrar a temporada final de “Game of Thrones”, seguem cinco lições de vida que todos nós podemos aprender com a série.

1# HONRE A SUA PALAVRA
A palavra dos Stark tem peso de ouro em Westeros. Quando alguém da família faz uma promessa, todo mundo confia — até mesmo seus inimigos. Por quê? Os Stark têm uma longa tradição de honrar a palavra. Começou com Ned, passou para Robb e agora Jon Snow mantém o legado. Só que essa reputação não vem fácil. Você já ouviu falar naquela história de que respeito não se ganha, se conquista? Pois é. Se você quer que as pessoas acreditem na sua palavra, isso leva tempo e requer esforço, para que
você não se desvie no meio caminho.

2# ALIMENTE SEU CÉREBRO COM LIVROS
No mundo dos animais, a espécie mais forte é aquela que triunfa. Mas no dos humanos, são os inteligentes que chegam mais longe. É preciso adquirir sabedoria para tomar boas decisões. E podemos encontrá-la, principalmente, em duas fontes: experiências pessoais e livros. A primeira virá naturalmente com o tempo. A segunda depende de você se dedicar seriamente ao hábito da leitura, como Tyrion Lannistir, o homem mais sábio de Westeros, sempre fez.

3# CERQUE-SE DE PESSOAS LEAIS E CAPAZES
Ninguém chega longe sozinho, especialmente no que diz respeito ao mundo dos negócios. Por isso é muito importante se cercar de pessoas leais e capazes. Olhe o exemplo de Daenerys. Os conselhos de Tyrion Lannister e Jorah Mormon, entre outros, foram fundamentais para a sua trajetória de sucesso. Quando as pessoas próximas a nós são tóxicas, por outro lado, as nossas decisões provavelmente serão ruins.

4# NÃO DEIXE O SEU PASSADO DEFINIR O SEU FUTURO
Não houve transformação maior em “Game of Thrones” que a de Jaime Lannister. Ele começou a série como um regicida ególatra, capaz de matar uma criança para defender seus segredos. Pode-se dizer que ele era o grande vilão da Westeros. Só que isso foi mudando com o passar das temporadas. Primeiro, ele perdeu a mão defendendo a honra de uma mulher. Depois, marchou sozinho para guerrear ao lado de uma líder inimiga, por achar que era a decisão mais honrada. Se você errou no passado, aprenda com esse erro e seja um homem melhor a partir de agora. Não deixe o seu passado definir o seu
futuro.

5# A PRÁTICA LEVA À PERFEIÇÃO
A violência é um fator constante no mundo medieval de Game of Thrones. Saber como manejar uma espada pode ser a diferença entre viver 25 ou 75 anos. Felizmente a sociedade atual não é mais assim. Mas podemos aprender bastante com a série. Os grandes guerreiros de Westeros — como Brianne, os irmãos Clegane, Jaime, Arya, etc — são aqueles que se dedicaram mais seriamente aos treinos. Você possivelmente não é um guerreiro profissional como eles e tão pouco vai participar da Guerra dos Tronos, mas ainda assim pode aplicar essa dedicação à sua carreira, seja ela qual for, e ser vitorioso profissionalmente.

*Adaptado do texto de Pedro Nogueira – Fonte: https://www.elhombre.com.br/5-licoes-de-vida-com-game-of-thrones/
Frase da semana: “Não adianta bater no peito e gritar aos quatro ventos ser algo que as
pessoas não enxergam em você. No fim, a forma como agimos acaba por criar de forma quase
automática a nossa “fama” no meio em que vivemos!”
**https://www.pensador.com/frases_game_of_thrones_licoes_de_vida/

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[Geografia e Afins, Luana Polon] Para além do petróleo, a necessidade de outras fontes energéticas

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Somos amplamente dependentes dos recursos energéticos em nosso cotidiano, os quais são utilizados desde as atividades mais simples, em nossas moradias, até na produção industrial. Hoje, devido aos avanços técnicos que obtivemos ao longo do tempo, é praticamente impossível nos imaginarmos sem o acesso a energia elétrica, por exemplo. O aumento do uso de fontes energéticas em todo o mundo nas últimas décadas leva a questionamentos sobre as fontes que têm sido utilizadas, e sobre a necessidade de encontrar novas fontes mais sustentáveis e mais baratas. Hoje os recursos energéticos mais utilizados no mundo são o petróleo, o carvão mineral e o gás natural, porém, estas fontes são esgotáveis, ou não renováveis, devido ao processo pelo qual passaram em sua formação, ocasionado naturalmente ao longo de milhões de anos. Além de esgotáveis, são fontes energéticas caras e cujo processo de extração acaba causando danos ambientais. Por isso, cada vez mais se discute sobre fontes de energia renováveis, sustentáveis, alternativas.

O uso de fontes energéticas que sejam sustentáveis causa menos danos socioambientais. Existem vários tipos de fontes energéticas renováveis, como é o caso da hidráulica (força das águas), da biomassa (matéria orgânica animal e vegetal), solar (radiação de luz do Sol), eólica (força dos ventos) e geotérmica (calor proveniente do interior do planeta Terra), o problema é que elas constituem uma participação ainda muito pequena na matriz energética mundial. Somando-se todos os tipos de recursos energéticos utilizados no Brasil, o país destaca-se pela diversidade de fontes alternativas de energia, superando inclusive, no conjunto, o uso do petróleo. O Brasil tem um território riquíssimo em recursos hídricos, com vários de seus rios tendo características apropriadas para a instalação de usinas hidrelétricas. Embora a energia hidrelétrica seja oriunda de fonte renovável (água), a construção das barragens e usinas causa vários problemas socioambientais – expropriações, desequilíbrios nos ecossistemas, perda de espécies vegetais, etc.

Nenhum recurso energético é totalmente ileso de causar algum tipo de problema socioambiental, por isso, é preciso sempre mensurar os custos e benefícios de cada uma das possibilidades, visando a escolha das que são mais sustentáveis. São energias renováveis cujo uso está em expansão atualmente a energia eólica, a qual é oriunda da força dos ventos; a energia solar, proveniente da radiação do calor solar; geotérmica, a qual é originada a partir do próprio calor interno do planeta Terra. Além disso, um recurso energético que tem se destacado na matriz mundial de energia são os biocombustíveis. Estes são originados a partir da biomassa, que é um material orgânico, tanto de origem vegetal, quanto animal e também derivado de microrganismos. A decomposição de matéria orgânica tem a capacidade de produzir energia, sendo amplamente utilizada como matéria-prima a cana-de-açúcar, o milho, as oleaginosas, ainda os resíduos derivados das atividades agropecuárias (esterco), a madeira e a celulose.

O tipo de processo utilizado para produção de energia a partir destas fontes orgânicas vai depender do tipo da matéria básica, sendo os mais comuns a gaseificação ou pirólise (decomposição térmica), podendo ocorrer fermentação, transesterificação (reação química) ou ainda decomposição. Alguns dos biocombustíveis mais comumente utilizados são o Bioetanol, que é basicamente o etanol produzido a partir da biomassa; o Biodiesel, o qual é produzido a partir dos óleos vegetais ou animais, podendo ser usado em motores a diesel (são comuns nos ônibus); ainda, o Biogás, que é um gás combustível produzido a partir de biomassa, como esterco de animais. Existem muitas fontes de energia disponíveis hoje no mundo, e em muitos locais já se faz a priorização do uso de recursos que sejam ambientalmente viáveis. Como o petróleo é encontrado apenas em bacias sedimentares específicas, originado ao longo de milhões de anos, muitos lugares do mundo têm tomado a consciência de que já é tempo de incluir novas formas de obtenção de energia em sua matriz. E isso é fundamental para que as sociedades continuem se desenvolvendo com o uso dos recursos energéticos, os quais tanto melhoraram a qualidade de vida da população ao longo do tempo.

 

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.  

 

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[Geografia e Afins, Luana Polon] Ciências Humanas, para quê?

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As Ciências Humanas surgiram no século XIX, em meio a intensas transformações que ocorriam nas sociedades ocidentais, as quais eram resultado principalmente da Revolução Industrial e consolidação do capitalismo. As Ciências Exatas, no contexto, criaram as bases tecnológicas para que a Revolução Industrial fosse possível, porém, elas não deram conta das implicações sociais e culturais que as mudanças trariam. As Ciências Humanas vieram a surgir como uma alternativa para encontrar os meios de solucionar os problemas gerados pelas dificuldades que passava a sociedade da época.

Os avanços tecnológicos não estagnaram por ali, ao passo que durante o século XX desenrolaram-se diversos conflitos armados, sendo duas guerras de proporções mundiais, além da chamada Guerra Fria, marcada pela presença de armas nucleares e a corrida espacial. Além disso, estiveram presentes várias crises econômicas e a disseminação do consumo em massa, bem como diversos regimes políticos, sendo que a busca pela democracia foi crucial pela derrubada de regimes autoritários. Mas, afinal, onde é que entram as Ciências Humanas nisso tudo? Os estudos das Ciências Humanas sempre estiveram presentes nos principais acontecimentos da humanidade, sejam eles conflitos, crises e mesmo nos contextos de maior desenvolvimento, através das pesquisas e análises de cunho social, cultural, econômico e político, tendo-se em vista o apontamento de respostas para as inquietações que surgiram historicamente. Por maiores que sejam os avanços nas áreas técnica, científica e informacional, eles não sanam todos os problemas que assolam as sociedades, especialmente aqueles que dizem respeito às relações sociais. A própria inovação tecnológica depende primeiramente dos estudos das Ciências Humanas, já que surge para trazer soluções a uma dada necessidade social, por exemplo, a melhoria da mobilidade urbana. As descobertas científicas trazem possiblidades para auxiliar na resolução de questões que afligem a sociedade, como é o caso das pesquisas na medicina, as quais estão inseridas em um contexto social, respondendo aos anseios daquele grupo humano em específico.

Estas questões estão permeadas também pelos conhecimentos filosóficos construídos milenarmente em um esforço por superar o dogmatismo religioso. Neste sentido, a Filosofia tem em seu âmago as questões éticas, o trabalho, a vida e a morte, a própria ciência, a felicidade, assuntos de importância social, e que embasam também os avanços promovidos pela ciência como um todo. Os dados sociais obtidos através dos centros de pesquisa, como as universidades, constituem a base para elaboração de políticas públicas, sempre com vistas a melhorar a oferta de serviços para a população, por exemplo, a criação de empregos, oferta de benefícios e auxílios sociais, formulação de leis, etc. O mesmo ocorre com as medidas adotadas diante da necessidade da sustentabilidade socioambiental, as quais são respostas aos anseios e necessidades diagnosticados através de estudos no âmbito das Ciências Humanas. Nem sempre os resultados das pesquisas em Ciências Humanas têm impactos imediatos, no entanto, eles formulam o quadro geral de demandas de uma dada sociedade, tanto no âmbito tecnológico, quanto social. Os avanços tecnológicos do século XXI, especialmente em relação à comunicação, trouxeram mudanças significativas no comportamento e na cultura das sociedades.

Fenômenos novos surgem neste contexto, como uma aparente diminuição do tempo-espaço, uma fluidez maior nas relações sociais, novas modalidades de famílias, novas formas de espiritualidade, contato com culturas múltiplas, relações de trabalho adaptadas à flexibilidade do momento, reconhecimento das identidades de gênero, o próprio feminismo, a luta pelo direito dos animais, novos formatos de crimes (cibernético, atentados, terrorismo, etc.), aumento das tragédias coletivas, conscientização ambiental, dentre muitos outros fatos. Diante disso, multiplicam-se as possiblidades de pesquisas dentro das Ciências Humanas, tendo-se em vista a compreensão de todas estas mudanças, bem como a geração das bases para que as demais áreas da ciência possam também pensar e criar soluções que beneficiem a sociedade como um todo. A sociedade é um complexo dinâmico e que carece de estudos de todas as áreas do conhecimento, e as Ciências Humanas são parte indispensável deste conjunto!

Artigo escrito em coautoria com Paulo Henrique Heitor Polon, professor do IFRS-Ibirubá.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra em Geografia.

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[Geografia e Afins, por Luana Polon] Você já ouviu falar em Biomas?

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Todos nós sabemos que há uma ampla diversidade de paisagens em todo o globo. Inclusive, não precisamos ir muito longe para que vejamos uma completa mudança na configuração física dos lugares. No Rio Grande do Sul mesmo são reconhecidos dois Biomas: a Mata Atlântica e o Pampa. Mas, afinal, o que são os Biomas? Os Biomas são, na escala global, a maior comunidade terrestre ou unidade ecossistêmica existente. São identificados como a comunidade madura ou associação de espécies dominantes numa determinada condição climática vigente.

Assim, os Biomas são regiões heterogêneas onde se integram diversos fatores, sendo os principais a vegetação, os climas e os solos. Como bioma, pode-se entender um conjunto de diferentes ecossistemas, mas que possui certo nível de homogeneidade. Ou seja, basicamente é uma região com características naturais bastante parecidas, mas que apresenta em seu interior uma variedade de ecossistemas, os quais são formados e influenciados pelas condições gerais da região.

O Brasil é um país que possui grande território (8.516.000 quilômetros quadrados), o que lhe possibilita uma ampla variedade de paisagens. São biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. Existem variações em relação à forma como os biomas são vistos. Por exemplo, Aziz Nacib Ab’Saber, um influente geógrafo e professor brasileiro, cunhou o termo “domínios morfoclimáticos” para definir os biomas brasileiros, e os separou de uma forma diferente da comumente utilizada. Para este geógrafo, as interações entre relevo, clima e vegetação formam unidades paisagísticas particulares, sendo elas: Domínio Equatorial Amazônico, Domínio dos Cerrados, Domínio dos Mares de Morros, Domínio das Caatingas, Domínio das Araucárias e Domínio das Pradarias. Além disso, ele abarcou também as zonas de transição entre os domínios, que são aquelas que possuem características dos biomas que estão ao entorno, sendo algumas delas o Pantanal, o Agreste e a Mata dos Cocais. No Rio Grande do Sul estariam presentes os Domínios das Araucárias, Domínio das Pradarias, o Domínio dos Mares de Morros e ainda faixas de transição entre estes domínios. Dos Biomas presentes no estado do Rio Grande do Sul, a Mata Atlântica é também chamada de Floresta Latifoliada Tropical, a qual é um bioma brasileiro extremamente degradado pela ação humana, pois ocupava áreas que eram densamente habitadas (e ainda ocupadas). Nesse tipo de bioma, há um predomínio do clima tropical úmido, e os níveis de biodiversidade são considerados os mais elevados do mundo. É o terceiro em maior extensão territorial no Brasil, e é a floresta que originalmente recobria o litoral brasileiro.

No estado do Rio Grande do Sul, ela se apresenta como vegetação florestal, se estendendo originalmente por cerca de 37% do território gaúcho, ocupando a metade norte do estado, hoje bastante degradada. Já o Bioma Pampa, que ocorre no Brasil apenas no Rio Grande do Sul, ocupa a metade Sul do estado, e se estende por 63% do território gaúcho. O Pampa é também conhecido como vegetação de campos.

O bioma Pampa é formado por plantas rasteiras, uma espécie de pastagem (herbácea). Por isso, esse bioma é amplamente usado para a pecuária. É comum que neste Bioma ocorra a formação de banhados. O Pampa no Rio Grande do Sul vem sofrendo com um processo chamado de “arenização do solo”, causado principalmente pela escassez de cobertura vegetal e pela criação de rebanhos. Os Biomas brasileiros foram, e continuam sendo, amplamente devastados pela ação humana, o que faz com que haja uma perca da biodiversidade destas áreas, seja de fauna ou flora. Dentre os biomas do Brasil, o que foi mais devastado ao longo da história é a Mata Atlântica, seguido pelo Pampa. Os Biomas mais devastados estão no Rio Grande do Sul, e para evitar que estes continuem a ser amplamente degradados, são necessárias políticas públicas ambientais.

Referências: CONTI, José Bueno; FURLAN, Sueli Angelo. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: ROSS, Jurandyr L. Sanches (Org.). Geografia do Brasil. 6ª Ed. São Paulo: EDUSP, 2014.
Adaptação de textos publicados pela autora: “Biomas brasileiros: o que é, características e mapa” em Estudo Prático; “O que são Biomas” em Brasil Escola; “Biomas brasileiros: cada tipo e características” em Estudo Kids.

Luana Caroline Kunast Polon é Mestra e Licenciada em Geografia, Especialista em Neuropedagogia e Educação Profissional e Tecnológica. E-mail: luanacaroline.geografia@gmail.com.

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[Parte 1 – Concessão do Título de Município-Modelo do RS (eleito 01 por estado)

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Iniciamos nesta edição do jornal O Alto Jacuí o regate histórico do título de Município-Modelo do Rio Grande do Sul concedido à Ibirubá no ano de 1966, capacitando o município a receber investimentos do programa criado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA).

Cada estado do Brasil elegeu um município, obedecendo a vários critérios que estaremos divulgando na próxima edição, com informações obtidas em pesquisas realizadas em vários suportes da informação, como a edição do jornal Correio da Manhã (Rio de Janeiro) do dia 12 de abril de 1966.
Olavo Stefanello, Prefeito de Ibirubá naquela ocasião, publicou em seu livro de memórias a história da solenidade de Concessão do título de Município-Modelo do RS, descrevendo em detalhes este dia que marcou a história de nossa Ibirubá, desde a viagem até Porto Alegre, capital do estado.

Uma comissão integrada por autoridades designada pelos governos do estado e da União, instituiu mediante criterioso estudo técnico-sociológico, Ibirubá Município-Modelo, e pioneiro, no país.
Na verdade, um título conquistado por méritos a valores sociais evidentes pelo elevado espírito de integração e solidariedade comunitária. Mais do que um título, Ibirubá consagrava-se para o programa de organização e desenvolvimento de comunidades, que começou a ser implantado com o apoio do INDA. Para a solenidade de concessão do título, mobilizei as lideranças representativas do município, independente de credo e ideologia e mobilizei sessenta pessoas para me acompanharem à capital.

Havia muito entusiasmo na comunidade pela conquista do título, que marcaria uma nova era para o município e o Alto Jacuí. Na hora da partida, Flávio Goelzer Lima me ofereceu carona. “Tu e o Teodoro de vão em meu automóvel, tem mais conforto”. Dei o jipe para o Pereirinha transportar outros que desejassem ir.
Flávio era diretor e sócio proprietário do Cine Teatro Apolo. Politicamente não votara em mim. “Nem por isso”, dizia ele, “Ibirubá deve ser prejudicado. Além disso, sou teu amigo e o bem-estar de nossa terra está acima de tudo.” Todos comungavam do mesmo espírito de alegria e solidariedade.

Chegara a hora de Ibirubá saltar para o futuro

No aeroporto Salgado Filho os ibirubense comoveram o Dr. Eudes de Souza Leão Pinto e assessores que o acompanhavam desde o Rio de Janeiro.

Em uma recepção simples, mas alusiva, saudei o presidente do INDA, dizendo-lhe que ali se encontravam os pró homens do munícipio , lideranças de todas as classes, homens e mulheres dispostos a cumprir o que o INDA programasse. O Dr. Eudes abraçou-nos comovido.

A tarde, no Palácio Piratini, realizou-se a solenidade do anúncio oficial da concessão do título de Município-Modelo a Ibirubá, e toda a representação ibirubense compareceu e tomou lugar no salão do Palácio. O ato foi presidido pelo governador engenheiro Ildo Meneghetti e pelo Dr. Eudes de Souza Leão Pinto, presidente do INDA. Tomaram lugar à mesa do cerimonial todos os Secretários de Estado, o Presidente da Assembleia Legislativa e os Deputados Estaduais. A mim foi reservado lugar ao lado do Prefeito de Porto Alegre, Célio Marques Fernandes.
O Governador Meneghetti congratulou os ibirubense e ressaltou a importância do título, porém maior era o significado para o desenvolvimento das comunidades.

“Ele está sendo semeado em solo muito fértil, conheço a gente de Ibirubá, irá corresponder às expectativas do INDA.”

“União e vontade são palavras dominantes lá em Ibirubá. Conheço seu Prefeito, jovem de muita garra e disposição, que tudo fará para que esse programa alcance seus objetivos.”

Já o Dr. Eudes disse “estou encantado com Ibirubá que se fez representar desde o aeroporto Salgado Filho pela manhã com a minha chegada, e agora aqui me prestigiam, honram o Dr. Ildo Meneghetti e toda as autoridades com sua presença.”

“Estou sumamente contente e feliz em poder anunciar que a digníssima comissão de alto nível elegeu Ibirubá Município-Modelo do Rio Grande do Sul e o primeiro Município- Modelo do país.”
Emocionado, Dr. Eudes disse ver no povo de Ibirubá uma terra de gente abençoada, onde a unidade reina em todas as comunidades, o espírito de fé renova-se na prevalência da esperança e na verdadeira prática da caridade.
Desejou toda sorte de venturas ao povo de Ibirubá. Estava convencido do êxito do programa, que crescerá e será imitado pelas demais laboriosas comunidades gaúchas.

Em nome da Assembleia Legislativa do Estado RS, falou seu Presidente Deputado Fernando Gonçalves, que não só congratulou os ibirubense, como afirmou acreditar no sucesso do projeto que seria implantado em Ibirubá.
A solenidade foi encerrada com muitos abraços e vibrações dos ibirubense, sendo intensamente cumprimentados por autoridades e convidados.

Ao despedir-se, o Dr. Eudes anunciou que nos disa 7 e 8 de março de 1967 visitaria Ibirubá para confraternizar mais uma vez com seu povo.

continua…

Por Jorge Ferreira Gonçalves

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