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Dirson Willig fala sobre a relação de Ibirubá com o nazismo

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O Jornal O Alto Jacuí realizou uma entrevista com Dirson Volmir Kläsener Willig, que nasceu em 1979 no interior de Quinze de Novembro, na Comunidade Esquina 7 de Setembro, hoje Dirson mora em Marau/RS e é Engenheiro Eletrônico. Mas, a relação com Ibirubá e a região permanece com os parentes que moram aqui, a mãe Isolda, o filho Christofer e a irmã Rejane além de inúmeros parentes moram na cidade de Ibirubá.”

Dirson é um estudioso e um pesquisador sobre as histórias que ligam a região ao Nazismo, além disso realizou um levantamento bibliográfico dessas histórias e das “lendas urbanas” que há décadas são passadas para as gerações. 

OAJ Como surgiu o interesse em pesquisar sobre Ibirubá e o Nazismo?

Desde pequeno sempre gostei muito de histórias, li muito sobre História do Brasil e fatos envolvendo o império. Fazia consultas literais na biblioteca da escola onde estudei. Sempre relacionando fatos e histórias que me intrigavam. 

Meu tio me contava histórias de tesouros enterrados, de luzes estranhas, velas acesas e fogueiras aparecendo e sumindo sem explicação. Esses episódios até mulheres sérias da família contaram que viram. São estórias e passagens envolvendo minha gente, parentes e moradores ao longo de um rio. 

OAJ Desde quando realiza essas pesquisas, quais fontes?

No ano de 2005 eu havia lido um artigo no jornal “O Alto Jacuí” sobre pedras que haviam se soltado de um antigo poço denominado “Poço Azul”, no interior de Ibirubá e resolvi elucidar aquilo que há muito tempo me inquietava. Parti para investigar e com a ajuda deste parente consegui obter informações sobre o poço (que ele em forma de enigma, dizia haver um enterro, contava: “Da ponte velha ao poço azul, uma vez e meia…”) e seu proprietário. Fui até lá, pedi licença e fui fazer algumas medições e buscar evidências. As buscas com as máquinas em nada resultaram e na frustração ouvindo a história do morador local que o poço não teria fundo, resolvi fazer um mergulho para ver, que resultou em seu mapeamento e rendeu um bom resfriado proporcionado pelas suas águas gélidas. 

Nessa época meu parente também me contava sobre a morte e o “misterioso desaparecimento do cachorro do Dr. Braun” e as estórias relacionadas, Isso me levou a também pesquisar o fato a partir então do fim de sua sesmaria em 1906. 

Todo o material verificado e buscado como base são a princípio relatos orais, ancorados por artigos de época em jornais e revista e em grande parte teses de mestrado ou doutorado escrito por alunos de diversas Universidades. 

OAJ Que histórias descobriu com as pesquisas?

Um outro tio relatou fatos e coisas a respeito dessa morte e que me pareciam muito coerentes. Então resolvemos direcionar a pesquisar sobre fatos e peculiaridades do nazismo em artigos acadêmicos que estavam à disposição, quando me deparei com a história de Panambi que em épocas pré-guerra possuía uma relativa influente cúpula “quinta coluna” do partido nazista, bem como diversas agremiações ligadas ao tema. Pesquisando histórias nazistas também em Santa Catarina e Paraná, pude ver que eram em tudo muito parecidos, inclusive com histórias de túneis para fugas e encontros sigilosos.

Primeiramente pesquisamos sobre a morte do Dr. Braun, juntando alguns relatos de pessoas mais antigas de Ibirubá chegamos a conclusão que ele tinha relações com essa “quinta coluna” de Panambi (Nessa época Panambi se chamava Pindorama). Buscando artigos em jornais e revistas nos deparamos com reportagens que afirmavam que nazistas haviam passado por Ibirubá. Moradores locais como Franz Hümmler (padre Chico), Dr. Orsini Guterrez, Anselmo Kempf entre outros, foram entrevistados nessa época porém pouco revelaram. 

O fato que levou a concluir a necessidade pessoal da morte do Dr. Braun se deu quando nos deparamos com o artigo sobre a captura (pelo MOSSAD) do procurado nazista Adolf Eichmann. O fato de 1961 repercutiu tanto na mídia brasileira e internacional que Braun não teve outra alternativa senão “sumir através da morte”. Até o momento não se comprova se Braun realmente tinha ciência de estar ou não na lista de Simon Wiesenthal, chefe do MOSSAD. Acreditamos que perante a dúvida era melhor agir. Wiesenthal começava a ter êxito em suas capturas, andar próximo a Argentina e Paraguai e a qualquer momento poderia bater à porta da frente.

Desde meados da década passada já havíamos ouvido falar dos túneis e agora com o alarde das fugas nazistas em massa para o Brasil e Paraguai via Argentina, nossos “amigos” teriam papel de importância vital nessa missão secreta sem despertar maior curiosidade nos cidadãos locais quando das visitas destes “parentes alemães distantes”.  Inicialmente cremos que os túneis foram pensados em suprir uma necessidade do período da repressão de Getúlio (1938), quando o partido foi condenado a extinção. A construção de pequenas galerias interligando casas entre membros do NSDAP era a forma mais segura de reestabelecer reuniões em segredo pois “acima da terra” agora eram observados pelos espiões do regime, (que muitas vezes eram os próprios alemães pagos pelo governo para dedurar suspeitos). E foi o que aconteceu!

Com o tempo passando, a pressão da guerra e da repressão aumentando, a fama de “seguro” do túnel foi crescendo entre os empoderados membros nazistas locais. Cada necessitado ou interessado teve então a chance de atracar ao túnel (com suas próprias custas), desde a sua casa até a galeria para se interligar nessa estrutura (recém descoberta) que atravessavam a parte central da cidade.

Quanto aos ”dedo duros”, vendo, lendo e procurando artigos em revistas, jornais e artigos acadêmicos me deparei com um do DEOPS OPA (Departamento de Ordem e Política Social – Porto Alegre) publicado na Revista Vida policial de 1944 fazendo referência e combate ao nazismo em Comunidades alemãs de Pindorama (Panambi) e  Ibirubá, bem como em outras edições, em todo o território do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Há de se ressaltar que o nazismo hoje é um adjetivo condenatório e de cunho depreciativo, fato imposto pelo decreto de nacionalização imposto por Getúlio Vargas em 1938, mas em tempos passados (pelo menos desde 1920 a 1938) o adjetivo era apenas mais um dos desígnios para representar ideais políticos alemães da época. 

Como qualquer outro partido tem sua sigla e alcunha, o termo NAZI vem de NSDAP (National Sozialistische Deutsche Arbeiter Partei) e era livremente propagandeado com seus membros bastante conhecidos nas comunidades onde atuava. Havia diversos fundos internacionais provindo do NSDAP central da Alemanha que era especialmente destinado aos congregados Teuto-Brasileiros nas mais diversas agremiações que se ligaram a ele, dos quais em parte sobreviviam do auxílio. Havia de um todo também vários tipos de ajuda humanitária à alemães teutos (mesmo não filiados – Por não serem natos) expedidas desde a sede do partido, distribuídos em parte aos postos do partido em suas cidades bases, expedidas pelo Banco Alemão Transatlântico e em outra parte por acordos e visitas pessoais com seus métodos pouco comuns de transporte e entrega.

Mas agora o Nazismo era proibido e tudo quanto a ele referido nos 20 anos de “missão” estava sacramentado como ilegal. Não bastasse a imposição aos políticos, também aos alemães comuns, que na maioria das vezes nada tinha de haver com o NSDAP (nem sabiam que isso existia), as obrigações e restrições foram igualmente impostas e severamente punidas.

A restrição chegou a tal ponto que falar alemão, italiano e japonês agora era proibido, ler ou possuir livros nessas línguas era proibido (mesmo que fossem bíblias, livros de curas ou de receitas), tudo deveria ser entregue ao DOPS que se encarregava de destruir o “que não prestava”. Rádios, fotografias militares, bandeiras e material de escritório das sociedades da época, com escritas em alemão eram recolhidos e destinados ao descarte, enfim tudo o que os brasileiros do DOPS julgassem ferir a lei era juntado e levado. E o não cumprimento destas leis era passível de prisão. Reuniões entre grupos e entidades recreativas alemãs eram tão severamente torturadas pelas investigações ao ponto de seus membros chegarem a ocultar o seu material religioso e intelectual para não perder totalmente a cultura. E quando o DOPS encontrava os escondidos o problema se agravava.

OAJ Existe alguma documentação que comprove as informações?

Dentre os muitos artigos que ainda tenho guardado e que podemos citar  estão:

NSDAP-Ortsgruppe Porto Alegre, comemorações do 1º de Maio (1933-1937), participantes. Escrita por Imgart Grützmann da  Universidade Federal de Pelotas, Centro de Letras e Comunicação,Campus Porto. Pesquisa sobre a participação do NSDAP em comemorações na capital Porto Alegre.

Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil.  Universidade de São Paulo, faculdade de filosofia , letras e ciências humanas, escrito por  Ana Maria Dietrich, que aborda o sistema pelo qual o nazismo se perpetuou.

A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NA COLÔNIA ALEMÃ GENERAL OSÓRIO (1909 – 1979) – Universidade de Passo Fundo, Mestrado em História escrito por Dilce Maria Stürmer

A POLÍCIA GAÚCHA NA ERA VARGAS 1930-1945: DIRETRIZES CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS –Pontifícia Universidade Católica do RGS – Programa de pós graduação em História, escrito por Allysson Arthur Roque dos Santos.

O “PERIGO ALEMÃO”: A COMUNIDADE TEUTA E A DOPS EM CURITIBA  por Solange de Lima   – Revista Vernáculo, n. 23 e 24, 2009  

O DISCURSO DA IMAGEM: REPRESENTAÇÕES E IMAGINÁRIO SOBRE O NAZISMO NA REVISTA VIDA POLICIAL (1942 – 1944)  Doutorando de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul escrito por Tiago Weizenmann.

A REVISTA VIDA POLICIAL (1925-1927) MISTÉRIOS E DRAMAS EM CONTOS E FOLHETINS – Programa de Pós-Graduação em História, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná, defendido por ELENA CAMARGO SHIZUNO.

QUEM NASCE NO BRASIL, É BRASILEIRO OU TRAIDOR! AS COLÔNIAS GERMÂNICAS E A CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO – Universidade di Vale do Rio dos Sinos- Centro de Ciências Humanas e Pós Graduação em História, escrito por ROSANE MARCIA NEUMANN

CORTANDO AS ASAS DO NAZISMO Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, para obtenção de título de Mestre em História. escrito por Tiago Weizenmann. 

VIDA POLICIAL  Revista  n69 1944 – revista mensal que apresenta contos e fatos do Departamento de Ordem Político e Social  Brasileiro no RS, SC e Paraná.

OAJ  Quais outras histórias da região ainda não foram contadas?

Lendas urbanas existem em todo lugar, normalmente “quem conta um conto aumenta um ponto”  já diz o ditado. Para purificar, resta ouvir o máximo que puder, juntar e filtrar o que aos olhos de um bom entendedor soa plausível daquilo que parece fantasia. Ibirubá é uma cidade misteriosa desde antes mesmo de sua concepção como sesmaria ao Barão de São Jacob. 

Já nos tempos idos de 1759 o arroio Jacuí Mirim era motivo de peregrinação Jesuíta quando se deu a forçosa retirada decretada pelo Marquês de Pombal. O mistério do ouro enterrada nessas paragens faz qualquer um sonhar e prestar atenção em tudo que se fala ao pé do ouvido. Há relato de igreja jesuíta inteira enterrada no interior do município (já retirados os devidos indícios fantasiosos).

O próprio mistério do Poço Azul ao qual me dediquei em 2005 e que expeliu grande quantidade de pedras após um tempo de chuvas tem mistificado a mente dos Ibirubenses. Muitos no passado tem recordado as façanhas do que um olho d’água é e foi capaz de fazer. Matéria já foi feita em revista local sobre o fato e o considero o definitivamente solucionado.

O Potreiro do Gabe é outro “conto” que se precisa aparar arestas. Essa propriedade está envolta a mistérios insolutos e que promete grandes páginas jornalísticas. Nosso colega Clóvis Messerschmidt não tem medido esforços para adentrar essa vereda.

O próprio caso Dr. Braun, que de certa forma tem ligação com os túneis já foi motivo de reportagens externas e que até o momento só tem acrescentado dúvidas a cada desvelar ou incidente relacionado.

OAJ E quais são os laços de família entre eles?

Temos no imaginário popular a tendente ligação do Dr. Braun com a esposa de Hitler, a senhorita Eva Braun. Motivo pelo qual levantamos toda a árvore genealógica dos dois para comprovar (ou refutar) de vez por todas essa relação. Também do mesmo modo o Padre Chico (Franz Hümmler) que de batismo herdou o sobrenome e ao qual atribuem como parente próximo o chefe das SS. Heinrich Hümmler.

O caso do túmulo da família Krapf no cemitério evangélico se vê nitidamente um filho trajando uniforme militar das SS (Shutzstaffel) o qual veio ao Brasil com sua família em 1922 com 1 ano de idade (mérito de meu colega Eduardo de Andrade) onde, fora sepultado aqui em 1949 devidamente trajado a la SS (o que não é de se ignorar). Sabemos que sua mãe Elisabeth e a irmã mais velha Hildegard em certo tempo dirigiram o hospital Santa Helena, construindo quiçás logo após o pastor Albert Adam e as diaconisas terem abandonado os ofícios médico-religiosos.

OAJ O que você pensa sobre essa relação da região com o nazismo e a repercussão na mídia sobre os túneis ?

Não só Ibirubá mas sim todas as colônias germânicas do extremo sul do Brasil tinham sem sombra de dúvida, alguma relação com o nazismo. Cidades catarinenses como Marechal Cândido Rondon/PR e Blumenau/SC sempre foram alvo de investigações e vem trazendo bons frutos à luz do dia. 

Falando só de Rio grande do Sul, temos a famosa cidade de Cândido Godoi que acolheu nada mais nada menos que Josef Mengele, Ijuí onde o seu não menos famoso médico Dr. Ulrich Kuhlmann atuava como vice-cônsul, tramitando diretrizes desde a cúpula alemã de Berlin passando pelo consulado de Porto Alegre, através do cônsul Dr. Gottfried Wallbeck até nossa região e mesmo Santa Catarina.

Como exposto acima, o nazismo não era uma prática proibida no passado, era liberado nos anos antes de 1938 e consequentemente essas pessoas transitavam e propagandeavam livremente fazendo jus ao seu partido o NSDAP como qualquer outro. O que aliás chama atenção é o fato de que nunca concorreu a nenhuma eleição no Estado nem no País. A obscuridade e o total aparte para com essas disputas políticas locais quem sabe foi uma dos motivos que inspirou dúvida ao então governo ditador de Getúlio (que cá entre nós, pessoalmente era simpatizante das causas alemãs). Getúlio aguentou o quanto pode para se manter neutro mas os EUA determinaram a entrada do Brasil na guerra com nada mais que o naufragar (dando a devida culpa aos alemães) dos 5 navios mercantes brasileiros. Getúlio mordeu a isca e largou o colega conquistador alemão.

Levando em conta que boa parte da população alemã conservava sua cultura e língua e quase nada sabia falar em língua portuguesa, é de se imaginar o sofrimento imposto a essa gente quando que de uma hora à outra estava proibido a língua alemã, italiana e japonesa. A discrição precisava ser mantida pois ao menor deslize a casa era invadida, fosse por uma simples denúncia. O material literal fora sem piedade suprimido sem o mínimo direito à explicação. Nem todos tinham culpa das pretenções de Hitler mas com certeza pagariam o preço imposto por elas.

Dessa forma o vindouro proliferar nazista pela região conseguiu tanto êxito. O povo magoado com o sistema imposto não estava afim de colaborar e para se vingar, todas as diligências que se fizeram na cidade e região em busca de revelações se tornavam infrutíferas (salvo algumas apreensões banais) conseguindo assim ocultar grandes fatos, feitos e nomes do nazismo alemão. Depois dizem que alemão é teimoso…mentira!

Atualmente está mais do que na hora de se esclarecer alguns fatos, a mídia tem se esforçado para dirimir dúvidas e o povo carece de explicações. O que passará a acontecer se não forem dados os devidos esclarecimentos, é que pessoas então começem a falar e pensar de forma própria, e essas coisas somadas às dúvidas apenas distorcem ainda mais o que já está distorcido. Por esse motivo cremos que é preciso juntar forças para aniquilar de uma vez por todas esses “diz-que-disse” rotulantes do dia-a-dia daqueles que buscam esclarecer o que não está claro.

OAJ Você acha perigoso relacionar a região com o nazismo?

O fato é sério e merece cautela pois nomes locais importantes se misturam e mesmo com inúmeros registros e detalhes ainda há margem para dúvidas, e portanto, não é prudente sair por aí atirando a esmo. Pensemos bem e vamos com calma pois o respeito é sempre, serventia da casa.

Acredito que a “estas alturas do campeonato” muito pouco se tenha do que temer, ou que tenham a temer as famílias envolvidas. O nazismo por si só não foi um crime, se tornou um crime por decreto de lei. Nada além de Hitler poderia ter ideia do que estava por vir se este tivesse ganho a guerra, acreditamos que devido ao empenho do NSDAP no exterior, a proposta era de organizar localmente os governos para uma almejada vitória nazista, do qual então todo o tempo de treino e dedicação pudesse vir à tona e servir para o comando de cada módulo ou seção com um mínimo de atraso possível.

Em tempos de exploração espacial é imperdoável que ainda estejamos pagando royalties de guerra, mesmo que moralmente. O que devemos sim é buscar esclarecer os fatos e colocar a verdade acima de tudo sem querem buscar culpados pois na guerra nunca há um vencedor e sim dois derrotados.

Dirson Volmir Willig, Marau 09 Outubro de 2019

Na imagem destacada algumas imagens de materiais apreendidos na região

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Notícias Gerais

Engenheiro Físico produz respirador e doa a hospital

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Jovem que mora em Fortaleza dos Valos construiu equipamento para o Hospital Bom Pastor

Já pensou em construir o seu próprio Ventilador Mecânico Pulmonar? Um equipamento essencial para unidades de saúde, e que salva vidas, ganhou os holofotes devido a Pandemia do Coronavírus. A situação mostrou que em muitos hospitais os ventiladores mecânicos e respiradores estão em falta, e são esses itens que ajudam no tratamento da Covid-19.
Em Fortaleza dos Valos um empreendedor e Engenheiro Físico encontrou nas dificuldades causadas pela pandemia uma oportunidade de ajudar o município. Lucas Tarasconi, de 27 anos, levou apenas 60 dias para construir um ventilador mecânico, que foi destinado para o Hospital Bom Pastor. Em entrevista a Rádio Cidade e ao Jornal O Alto Jacuí, Lucas, que se formou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) contou como surgiu a iniciativa “Ficamos sabendo que o nosso hospital não tinha nenhum respirador pulmonar, entramos em contato com a direção para saber como poderíamos ajudar. Sugerimos que poderíamos construir um ventilador mecânico. Realizamos uma reunião e constatamos que, por mais que o hospital tivesse uma boa estrutura, não estava preparado para um surto de covid-19. Estudamos artigos relacionados a ciência por trás de um ventilador, entendemos que era possível construir algo seguro em tempo hábil”, explicou.

Custo baixo e fácil operação

Desde a reunião até a elaboração final, Lucas e mais 11 colaboradores trabalharam incansávelmente no projeto. Segundo o engenheiro, um dos principais diferenciais é que a maioria das peças e equipamentos que precisaram ser utilizados foram construídos por eles. Isso porque, o comércio estava fechado para aquisição e o custo sairia mais em conta “As peças foram difíceis de serem adquiridas, precisamos comprar maquinário para fazer as peças em polímero para agilizar o desenvolvimento, foram alternativas que encontramos para não parar, desenvolvemos sensores, oxímetros, servo motor, foi uma alternativa com um bom custo benefício e confiança”, explicou Lucas.
Mesmo custando mais barato que os ventiladores certificados, o equipamento não é de menos qualidade ou confiança. Conforme Lucas destaca, tudo foi medido e estudado de uma forma minuciosa, e o equipamento só é testado na prática com pacientes após aprovação de uma equipe médica. “Seguimos parâmetros básicos, como controle de pressão, volume e outros parâmetros temporais. Acabamos fazendo outras integrações para deixar o sistema mais fácil de operar, com mais confiança, como a correção por leitura da saturação de oxiemoglobina, que o sistema corrige automaticamente”, destacou.

Vídeo no YouTube explica o passo a passo da construção do ventilador pulmonar

Certificação atrasa chegada ao mercado


Outra situação encontrada por Lucas e os colaboradores é a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. A ideia de produzir os próprios respiradores, para uso próprio, é justamente devido a comercialização destes que exige uma certificação da Anvisa. O que, segundo Lucas, é um processo demorado e burocrático, tempo que as unidades hospitalares não estão tendo, devido a rapidez no número de casos de Coronavírus. “Acreditamos que um conjunto de avais de médicos e engenheiros seja mais rápido que a Anvisa. Essa solução foi uma virada no jogo, a ideia veio liquidar diversos problemas e gerar muitos benefícios. Essa iniciativa pode atingir o Brasil e o mundo, pois existe a possibilidade de utilizar mão de obra de várias pessoas que estão paradas”, acrescentou.

Custo baixo com confiança e procedência garantidas

O valor total de investimento no primeiro respirador chega a dois mil reais, sendo a peça mais cara no valor de 80 reais. No entanto, mesmo com os valores baixos o equipamento possui confiança e procedência, finaliza Lucas.

Redação integrada Rádio Cidade FM e Jornal O Alto Jacuí de Ibirubá

Fotos: Reprodução

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Ocorrências policiais em Ibirubá e região

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Propriedade rural é alvo de furtos em Boa Vista do Incra

Na noite de quarta-feira (4), a Brigada Militar de Boa Vista do Incra, atendeu uma ocorrência de furto qualificado em uma propriedade rural. A cerca e o galpão foram arrombados e furtado um GPS agrícola, instalado em um trator.

Ibirubense é alvo de estelionato

Uma ibirubense que foi até uma agência bancária de Ibirubá, na quarta-feira (4), sacar o Auxílio Emergencial, disponibilizado pelo governo, constatou que o dinheiro já havia sido retirado. Um funcionário da agência bancaria, informou que o saque havia sido feito em São Paulo, no entanto, a comunicante não possui nenhum contato com alguém do estado. A ocorrência foi registrado como estelionato.

Indivíduo descumpre prisão domiciliar

Na noite de quinta-feira (4), um indivíduo que estava em prisão domiciliar, descumpriu a medida protetiva que estava imposta. O caso foi registrado no Bairro Floresta, a mãe e a irmã de S.A, solicitaram a guarnição que fosse ao local, pois ele estava forçando a entrada na residência da família, perturbando-as e ameaçando-as. A guarnição deu voz de prisão e encaminhou o indivíduo a Delegacia de Polícia.

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Notícias Gerais

“Ficamos sempre bem, não sentimos nada.”, relato do ibirubense infectado pela Covid-19 alerta casos assintomáticos

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Ibirubá já registra 12 casos positivos de coronavírus, três casos foram de pessoas de uma mesma família, o pai a mãe e filho. No final do mês de abril, eles viajaram a Saldanha Marinho, para comemorar o aniversário do filho, o município que já soma 31 casos da doença. Três dias depois eles souberam que umas das pessoas que tiveram contato, havia testado positivo. Após isso, a família foi ao posto de saúde e realizou os exames, a coleta foi encaminhada ao Lacen e no domingo os casos foram notificados. 

O caso da família chama atenção, pois eles fazem parte do grupo dos chamados ‘Assintomáticos’, aqueles indivíduos que são infectados pelo vírus, mas que não apresentam nenhum tipo de sintoma. Segundo o Márcio Leite, foi difícil assimilar o que estava acontecendo, justamente pelo fato de não haver sintomas fortes “Fomos infectados por esse vírus, não procuramos ele, é algo que nos infectamos mas não fomos nós que procuramos. Apesar de não ter sintomas passamos por dias difíceis”, falou Márcio. A família não apresentou febre, não precisou tomar remédios e nem ser hospitalizados. No entanto, o principal problema dos assintomáticos, é o risco de transmissão. Conforme evidenciou Marcio, a família ficou em isolamento domiciliar e já são considerados curados. 

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Notícias Gerais

A hidroponia como forma de empreender

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Ibirubense encontrou nas verduras uma fonte de renda 

Verdinhas, uniformes e suculentas, as verduras hidropônicas estão na mesa dos brasileiros, um empreendimento importante que movimenta economias locais e a produção agrícola familiar. Ibirubá conta com a SG Verduras Hidropônicas, que vem proporcionando uma facilidade a população. A paixão pelo empreendimento e uma pitada de tecnologia vem sendo o diferencial do negócio, o proprietário Eduardo Graminho, conta que a SG surgiu através de uma ideia de levar a horta para mais pessoas, não só para o consumo próprio. Com o auxílio de profissionais de engenharia, Eduardo conseguiu tirar do papel, e hoje possui um espaço de 24×7 “Minha irmã sempre comentava, de montar uma horta, não só para o consumo próprio, mas para o comércio também. Com o pensamento um pouco mais avançado, pensamos em um meio sustentável para esse fim. O projeto montado pela engenharia responsável me motivou bastante para tirar do papel, pela oportunidade de ter o próprio negócio, além de ser um estímulo era um desafio”, contou Eduardo a redação do Jornal O Alto Jacuí. 

Há pouco mais de um ano de funcionamento, os produtos da SG vem chegando aos ibirubenses de uma forma prática e com qualidade. A entrega é realizado a domicílio aos clientes e Eduardo destaca que é um dos diferenciais do negócio. O sistema hidropônico trabalha com a constante adubação das raízes, como explica o empreendedor, essa adubação fornece nutrientes necessários para a qualidade do produto. Com um sistema ergonomicamente montado, a hidroponia é uma forma compensada de trabalhar, pois o produtor consegue realizar a colheita e adubação em uma postura reta, sem precisar se abaixar como em uma horta convencional, “Além do plantio, e colheita, existe o processo entre esses dois, que é a limpeza das canaletas onde é alojado as verduras, e em certos períodos o reservatório de adubo, para prevenir qualquer patógeno que possa entrar no sistema”, explica Eduardo, que também conta com o sistema de proteção de tela, que impede a entrada de insetos e minimiza os efeitos de chuvas o sol forte. 

Atualmente apenas Eduardo é o responsável pelos processos da SG, no entanto, o empreendimento caminha para o rumo de ampliações e novas ideias, como a produção de morangos. O cultivo de uma variedade grande de alface, o agrião da água vem abrindo as portas para o cultivo de salsa, cebolinha e rúcula. Nem a Pandemia causada pelo Coronavírus foi motivo de desanimar os negócios, conforme explicou o proprietário, a procura aumentou mais, devido a entrega a domicílio gratuita “A entrega a domicílio aumentou muito, por questão de a população manter se em casa nessa situação. O uso de máscara e álcool gel é constante, para que não corra nenhum risco de contaminação”, destacou. 

O avanço da tecnologia e a adequação das pessoas em uma alimentação mais saudável é uma das prospecções para o futuro, para Eduardo cada vez mais as pessoas estão se alertando sobre a importância de uma alimentação saudável, que inclui as verduras. Uma das bases da hidroponia é a inovação, por isso a evolução em quesito tecnologia de cultivo deve ser sempre levado em conta “O sistema hidropônico já tem vários métodos mais avançados, então para produzir um produto com maior qualidade manter se atualizado, será cada vez mais essencial”, ressaltou. A SG Verduras Hidropônicas está localizada na Várzea, em Ibirubá. 


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Notícias Gerais

Armazém Tio Ninin é alvo de furto

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A loja de artigos gaúchos Tio Ninin, na Rua do Comércio, centro de Ibirubá, foi alvo de furto na madrugada de sábado (23). Após quebrar o vidro com uma pedra, o local foi acessado. O sistema de monitoramento acusou a invasão, evitando um prejuízo ainda maior. Mesmo assim a gerente deu falta de bombachas, alpargatas, blusas, botas e outros artigos menores. Na manhã de segunda-feira (25), agentes da Delegacia de Polícia de Ibirubá, prenderam em flagrante um homem de 38 anos, suspeito de realizar o assalto, ele também é suspeito de cometer outros furtos nos últimos dias em Ibirubá, foi preso em flagrante e conduzido ao Presídio Estadual de Espumoso.

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Notícias Gerais

Aulas presenciais estão previstas para retornar em julho

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Governo gaúcho apresentou novo calendário escolar 

Depois de quase três meses de incertezas, o governo do estado tomou novas posições quanto a retoma da educação escolar, que precisaram ser suspensas devido a Pandemia do Coronavírus. Nesta quarta-feira (27), um novo calendário letivo foi apresentado, a previsão é que as aulas das redes pública e privada devem reiniciar a partir do dia 1º de junho, o modelo de Ensino a Distância. Já o retorno presencial, só estava previsto para julho. 

Foram apresentadas cinco etapas de retorno, a primeiro com o ensino remoto, que será feita a partir da plataforma Google Classroom, a ideia é que a ‘escola adigital’, chegue a 37 mil turmas virtuais. Conforme destacou o governador Eduardo Leite, para que essa etapa ocorre com eficácia, foi feito um investimento na qualificação do sinal de internet e equipamento tecnológicos, para atender cerca de 2,75 milhões de estudantes em todo o estado “Existem realidade diversas e não podemos deixar ninguém para trás. A ferramenta é um modelo híbrido. Vamos ter que identificar caso a casos para garantir que cheguem a esses conteúdos”, explicou o governador ao falar de um dos principais problemas enfrentados pelos alunos, a desigualdade com o acesso a internet e equipamentos. 

A segunda etapa do retorno as aulas devem iniciar no dia 15 de junho, onde será permitido a volta do ensino superior, pós-graduação, ensino técnico e cursos livres. No entanto, a volta presencial só será permitido para aqueles que necessitam de atividades essenciais. As duas primeiras etapas do retorno são as mais concretas, conforme explicou Eduardo Leite, as três próximas que estão por vir, dependem da análise da propagação do coronavírus pelo estado. A prioridade do retorno presencial será na Educação Infantil, que prevê o retorno de 458 mil crianças as escolas. O estado já soma mais de 70 dias sem aulas presenciais, desde que foram suspensas, no dia 19 de março.

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Bingo online é aderido durante o Distanciamento Social em Santa Bárbara do Sul

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Diante do atual momento de enfrentamento ao Coronavírus, com pessoas vivendo em distanciamento social e cuidados importantes durante a Pandemia, um grupo optou por converter o lazer do bingo presencial ao formato on-line. A idealizadora do Bingo On-line em Santa Bárbara do Sul, Sandra Fuchina, destacou que a ideia surgiu no município de Colorado, o convite chegou até algumas mulheres que participaram e aprovaram a iniciativa. A partir disso, Sandra organizou um bingo através de um grupo no whatsapp, contando com a participação de cerca de 45 pessoas, as cartelas são distribuídas as interessadas, já as orientações e realização do bingo são totalmente on-line. “O principal objetivo é o lazer, diversão e descontração já que era o que costumávamos fazer nos sábados à tarde.” – Destacou Sandra. Após a primeira partida ser realizada no dia 16 de maio, às  participantes viram que não era difícil e optaram por continuar realizando os bingos online nos sábados à tarde. “Estamos felizes por poder continuar nosso lazer sem sair de casa e no conforto de nosso sofá!”, disse a idealizadora;

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Notícias Gerais

Casos de abigeato são registrados em Fortaleza dos Valos e Ibirubá

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Os últimos dias foram de preocupação e alerta aos produtores rurais. Em apenas um final de semana, dois casos de abigeato foram registrados, um em Fortaleza dos Valos e outro em Ibirubá. No sábado (24), na comunidade de Rincão dos Valos, no interior de Fortaleza dos Valos, uma vaca pertencente a família Batu, foi morta, possivelmente para o roube de carne. O animal foi abandonado pelos invasores no meio da lavoura, a Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato, estão investigando o caso. 

O segundo registro foi em Ibirubá, na chácara da Linha Pulador Sul, entre o antigo lixão e o Rio Pulador. No domingo (24), restos de um novilho de aproximadamente 100kg, foi encontrado pendurado em um cabo de luz, onde teria sido carneado. Conforme relato do proprietário, havia cerca de 15 animais em um potreiro, e que a ação foi rápida, pois o couro do animal não havia sido retirado. Para o proprietário não há possibilidade do caso ser relacionado com o aso em Fortaleza dos Valos. “Provavelmente que roubou veio para pegar os animais maiores, mas como eles não estavam no local, pegaram os pequenos. Esses pequenos são vacinados, não deve ser consumido por humanos”, falou em entrevista a Rádio Cidade o proprietário Alberi. 

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Notícias Gerais

Ciclovia prestes a ser concluída

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Bicicleteiros terão um novo espaço para transitar em Fortaleza dos Valos 

A nova ciclovia de Fortaleza dos Valos está prestes a ser concluída, a pista com tachões e com a pintura do asfalto já pode ser vista pelos moradores, que terão um novo espaço para passear de bicicleta. Nesta semana a Prefeita Marcia Rossatto visitou as obras.

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Notícias Gerais

Colisão com capotamento na ERS-223

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No início da noite de terça-feira (26), um acidente tipo colisão transversal foi registrado na rodovia entre Ibirubá e Cruz Alta, em frente ao Posto Santa Lucia. Um Fiat Uno oriundo de Novo Hamburgo/RS acessou a ERS-223 e foi atingido na lateral direita por um Chevrolet Spin, da Secretaria de Saúde do município de Teutônia/RS, que trafegava sentido Ibirubá – Cruz Alta. Com o impacto o veículo Spin capotou. Apesar da violência do acidente não houve feridos graves.

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